9.05.2008

cirurgia plástica vaginal

Fiquei ontem a saber que a cirurgia plástica vaginal está na moda, passando normalmente pela redução do tamanho dos lábios vaginais, também pode resolver o alargamento vaginal normal no pós-parto, mucosa escura ou o monte de Vénus saliente.

9.04.2008

conversa 936

Ela - Gosto muito que um homem me abra a porta do carro para eu entrar.
Eu - E se for para sair?
Ela - Estás a gozar comigo?
Eu - Não, não. Estou a tentar aprender qualquer coisa.
Ela - Para sair também, a não ser que seja um gajo daqueles que, depois de estacionar, ainda fica a olhar para o interior do carro a admirar aquilo, como se a porcaria dum automóvel fosse mais interessante do que eu.
Eu - Bem... quando tiver dinheiro, e a pensar em ti, compro um buggy daqueles sem portas.

conversa 935

Ela - Detesto esta gentinha...
Eu - Qual gentinha?
Ela - Esta gentinha que acha que pode chegar aqui e meter-se na frente de qualquer pessoa.
Eu - Estás a falar de quem?
Ela - Desta mulher...
Eu - Esta mulher já cá estava quando entrámos.
Ela - Já?
Eu - Já. Eu vi.
Ela - Mas eu não vi. Isso é que interessa.

o meu primeiro beijo

Este blogue faz hoje dois anos. Acho que chegou a altura de vos mostrar uma cena raríssima, captada em vídeo por acaso numa festa: o meu primeiro beijo. Uma cena em que fica demonstrado todo o meu tacto e toda a minha sensibilidade para o engate. Engatei a miúda mais gira da festa através da irmã...

9.03.2008

conversa 934

(ao telefone)

Eu - Não posso ir tomar café contigo. Estou um bocado adoentado. Vou ficar em casa.
Ela - Felizmente tenho mais amigos com quem tomar café.
Eu (risos) - Não estás a fazer uma cena por causa dum café, pois não?
Ela - Uma cena? Não. Isso das cenas é linguagem de crianças.
Eu - Eu sou uma criança. Pelo menos tento.
Ela - Já vi que sim.
Eu - Não vais ficar chateada comigo, pois não?
Ela - Não. Só desinteressada...

a infidelidade tem causas genéticas

O Público publica hoje um artigo interessante sobre infidelidade. Um grupo de cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, descobriu que há uma relação directa entre os genes de um homem e a sua aptidão para a monogamia.
Esta variante genética é partilhada por dois em cada cinco homens e surge num gene que regula a acção da hormona vasopressina, que tem um papel mais activo no cérebro dos homens do que no das mulheres. Segundo o artigo, esta hormona está bem estudada em animais. Por exemplo em roedores americanos: o arganaz-do-campo, que se liga a uma fêmea para toda a vida, e o arganaz-do-prado, que é polígamo. Se se injectar o gene da vasopressina de um arganaz-do-campo no cérebro do seu primo dos prados, este passa a ter olhos apenas para a sua companheira.

Cristo com erecção

Segundo esta notícia, o Centro legal Cristão acha que uma escultura de Jesus Cristo com uma erecção, não serve para outra coisa do que ofender os cristãos e denegrir a imagem de Cristo. Eu discordo, é a primeira vez que ouço falar de Cristo duma forma decente. Em vez de andar a fazer truques fatelas de ilusionismo, tipo multiplicar pão e vinho, pôr paralíticos a andar ou ceguinhos a ver, alguém se lembrou que o gajo também se entusiasmava sexualmente. Milagre!

uma aventura nas livrarias...

Acho que, nesta altura do ano, é mais fácil comprar coca em Aveiro do que os livros escolares dos nossos filhos. Passei o dia doente, entre vários traficantes várias livrarias à procura do produto. Finalmente encontrei um fornecedor que ainda o tinha, na livraria ABC. Mal entrei, tirei a senha da minha vez e fiquei à espera que me chamassem, entre mais um número considerável de livrodependentes, todos com ar de ressaca. Uma tipa que entrou antes de mim e que não tinha tirado senha, fez questão de gritar bem alto: "olha-me este a passar à minha frente". Olhei para ela com o sorriso mais pedante que consigo fazer e não lhe dei a vez. Afinal, para além de não ter gostado de ser tratado por "olha-me este", também estava a ressacar.

9.02.2008

conversa 933

Ela - Vou só ali buscar uma maçã para trincar.
Eu - Ok! As mulheres estão sempre a comer maçãs.
Ela - Isso é quando estão com homens que não se deixam comer. Há que comer qualquer coisa, nem que seja uma maçã...

Linda Lovelace



"Todos os que vêem o Garganta Funda, vêem-me a ser violada"

A Linda Lovelace ficou na História principalmente por dois motivos: 1) ter sido a actriz principal do filme porno Garganta Funda, onde interpreta o papel duma mulher que tem a vagina na garganta e, por isso, procura um homem que tenha um falo de pelo menos vinte centímetros. 2) ter-se tornado numa das maiores activistas contra a indústria pornográfica.
Nasceu no Bronx em 1949 e morreu em 2002, vítima dum acidente de carro. Em 1972 foi a actriz principal do provavelmente mais famoso filme pornográfico da História do cinema, o único, aliás, que foi um êxito de bilheteira na sua curta carreira. O então seu marido, de quem se divorciou no ano seguinte, e segundo a sua autobiografia, obrigou-a a entrar no filme sob ameaças de violência e de morte (no filme são visíveis alguns hematomas no seu corpo). Ela entrou, mas apesar do lucro de 600 milhões de dólares que o filme deu, nunca viu um tostão. Na sua autobiografia queixa-se ainda de ter sido vítima de violação e prostituição.
Linda foi ainda uma das precursoras na injecção de silicone nos seios e chegou a posar nua para a Playboy mas, por causa da operação, desenvolveu um cancro da mama e contraiu hepatite. Dum segundo casamento teve dois filhos e passou os últimos anos da sua vida como activista feminina e contra a indústria pornográfica. A sua vida deu origem à expressão síndroma de Linda (Linda Syndrome), utilizado em actrizes porno que rejeitam os filmes em que entram.

conversa 932

Ela (mostrando-me uma fotografia com várias miúdas) - Aqui eu tinha vinte anos...
Eu - És quem? Esta ou esta?
Ela (tirando a fotografia das mãos) - Se não consegues ver nem mereces olhar...
Eu - É que essas duas são parecidas. Além disso, se tinhas vinte anos, já foi há dezanove...
Ela - Estás a querer dizer que eu envelheci?
Eu - Não estou a querer dizer isso mas sim, envelheceste. É uma coisa que nos acontece a todos. Menos À Lili Caneças e à Madonna, pronto.
Ela - Mas envelheci assim tanto?
Eu - Dezanove anos. Nos últimos dezanove anos envelheceste dezanove anos. Eu, por acaso, também.
Ela - Vou ali à casa de banho pensar se, quando voltar, me rio contigo e bebemos uma cerveja ou se te expulso de casa.

conversa 931

Ela - O melhor namorado que tive até hoje era sueco.
Eu - Andaste com um sueco na Suécia ou em Portugal?
Ela - Na Suécia. Em Inglaterra andei com um inglês e no Brasil com um argentino, mas o sueco foi o melhor.
Eu - Porquê? a ver se aprendo alguma coisa...
Ela - Porque ele não pescava nada de inglês e eu nada de sueco. Quase não falávamos um com o outro. Nunca nos chateámos.
Eu - Ok, então se calhar tenho que arranjar uma namorada norte-coreana, por exemplo.
Ela - Sim...

chocante

Surpresa. Nos Estados Unidos, as filhas adolescentes dos republicanos também gostam de dar uma queca de vez em quando.

quatorze ou catorze?

Há muito tempo que não me acontecia isto: sair ao fim da tarde para tomar café, conhecer uma mulher por acaso e chegar a casa às seis da manhã sem ter dado pelo tempo a passar. O índice ivariano sobe um ponto e fica agora e 14.

9.01.2008

conversa 930

(na casa dela, à volta dum frasco de salsichas de frango)

Ela - Não consigo abrir este frasco.
Eu - Eu abro.
Ela - Não. Uma vez jurei que nunca na vida ia deixar que um homem me abrisse um frasco. É uma questão de orgulho feminino.
Eu - Por essa ordem de ideias, se eu tentar abrir o frasco e não conseguir, é uma vergonha para mim. Não sei se devo tentar...
Ela (passando-me o frasco) - Vá lá, abre lá isso senão não almoçamos.

xadrez 16

conversa 929

Eu - Eu até percebo a maior parte dos divórcios de pessoas que começaram uma relação aos vinte...
Ela - Porquê?
Eu - A pessoa por quem nos apaixonamos aos vinte é a pessoa com quem aprendemos a viver e por isso, com quem cometemos erros e que também comete erros connosco. É natural que, por muito que gostem um do outro, haja um desgaste. Além disso, aos vinte apaixonas-te facilmente. Isso é bom mas tem desvantagens porque não pensas bem se aquela é ou não a pessoa indicada para ti.
Ela - Sim. Aos vinte basta ver um rabo jeitoso e apaixonamo-nos logo.
Eu - Exacto. Todas as pessoas deviam ter uma segunda oportunidade.
Ela - Pois... e no caso dos rabos jeitosos talvez devêssemos ter dezenas de oportunidades.

mulheres maduras

A revista Notícia Magazine fala esta semana sobre a apetência dos homens por mulheres maduras, sendo que por mulheres maduras se entende mulheres com mais dez ou vinte anos do que eles. Dá exemplos de casos concretos em que as mulheres são sempre famosas e eles... nem por isso. Entre algumas justificações soltas, percebe-se bem que a relação com uma mulher mais velha raramente é bem vista pela família, tanto dele como, em alguns casos, dela.
Claude Crépaut, sexólogo e autor do livro "Les fantasmes, L'Érostisme et la Sexualité" (ed. Odile Jacobe), considera que as maiores vantagens de andar com uma mulher mais velha é que permite esconder a ansiedade da performance que os paralisa [a eles] quando estão com raparigas da sua idade. O mesmo rejeita a ideia que os homens preferem mulheres mais velhas por estarem à procura duma mãe, considerando que para eles, a mulher madura é menos ameaçadora do que as outras. Concordo totalmente com ele quando diz que a reprovação social destes casos é muito injusta, sobretudo se pensarmos no que acontece com a situação inversa, a ligação de um homem de cinquenta anos com uma rapariga de vinte, por exemplo.

conversa 928

Ela - Estás a sujar tudo. O chão, o sofá, a tua camisola...
Eu - Eu depois limpo. Não te preocupes.
Ela - Não podes comer como uma pessoa normal?
Eu - Uma pessoa normal, a comer pistáchio, faz lixo.
Ela - Até aposto que a seguir vou eu ter que limpar isso.
Eu - Estou na minha casa. Alguma vez te pedi para limpar a minha casa?
Ela - Não... mas já pensaste.

O Carteiro de Pablo Neruda

Já vos aconteceu nunca mais esquecer a cena dum filme? A mim já. Esta por exemplo, do filme de Michael Radford, O Carteiro de Pablo Neruda, em que Mario Ruoppolo (Massimo Troisi) se apaixona por Beatrice Russo (Maria Grazia Cucinotta) e, perdido nessa imensa pequenez da paixão, pede ajuda ao único farol que conhece: o poeta chileno Pablo Neruda, exilado na sua pequena aldeia por motivos políticos.
Mario Ruopollo, ou melhor, Massimo Troisi, deu literalmente a vida por este filme. Sofria do coração e tinha sido avisado que precisava de tratamento e não devia entrar no filme. Mas entrou, morreu doze horas depois da última filmagem. A última paixão dele foi assim, inevitavelmente, uma paixão fictícia: Beatrice Russo, personagem interpretada pela bonita Maria Grazia Cucinotta...