
"Todos os que vêem o Garganta Funda, vêem-me a ser violada"
A Linda Lovelace ficou na História principalmente por dois motivos: 1) ter sido a actriz principal do filme porno Garganta Funda, onde interpreta o papel duma mulher que tem a vagina na garganta e, por isso, procura um homem que tenha um falo de pelo menos vinte centímetros. 2) ter-se tornado numa das maiores activistas contra a indústria pornográfica.
Nasceu no Bronx em 1949 e morreu em 2002, vítima dum acidente de carro. Em 1972 foi a actriz principal do provavelmente mais famoso filme pornográfico da História do cinema, o único, aliás, que foi um êxito de bilheteira na sua curta carreira. O então seu marido, de quem se divorciou no ano seguinte, e segundo a sua autobiografia, obrigou-a a entrar no filme sob ameaças de violência e de morte (no filme são visíveis alguns hematomas no seu corpo). Ela entrou, mas apesar do lucro de 600 milhões de dólares que o filme deu, nunca viu um tostão. Na sua autobiografia queixa-se ainda de ter sido vítima de violação e prostituição.
Linda foi ainda uma das precursoras na injecção de silicone nos seios e chegou a posar nua para a Playboy mas, por causa da operação, desenvolveu um cancro da mama e contraiu hepatite. Dum segundo casamento teve dois filhos e passou os últimos anos da sua vida como activista feminina e contra a indústria pornográfica. A sua vida deu origem à expressão síndroma de Linda (Linda Syndrome), utilizado em actrizes porno que rejeitam os filmes em que entram.