12.13.2013
12.02.2011
não venhas tarde
Não venhas tarde,
Dizes-me tu com carinho,
Sem nunca fazer alarde,
Do que me pedes baixinho.
Não venhas tarde,
E eu peço a Deus que no fim,
Teu coração ainda guarde,
Um pouco de Amor por mim.
Tu sabes bem,
Que eu vou para outra mulher,
Que ela me prende também,
Que eu só faço o que ela quer.
Tu estás sentindo,
Que te minto e sou cobarde,
Mas sabes dizer sorrindo,
Meu Amor, não venhas tarde.
Não venhas tarde,
Dizes-me sem azedume,
Quando o teu coração arde,
Na fogueira do ciúme.
Não venhas tarde,
Dizes-me tu da janela,
E eu venho sempre mais tarde,
Porque não sei fugir dela.
Tu sabes bem,
Que eu vou para outra mulher,
Que ela me prende também,
Que eu só faço o que ela quer.
Sem alegria,
Eu confesso, tenho medo,
Que tu me digas um dia,
Meu amor, não venhas cedo.
Por ironia,
Pois nunca sei onde vais,
Que eu chegue cedo algum dia,
E seja tarde de mais.
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Etiquetas: música para divorciados
4.28.2010
keep you beautiful
Hoje de manhã fiz esta bricadeirinha para a música dos Tindersticks, "Keep You Beautiful". Não sei se já vos aconteceu uma música lembrar-vos alguém com tanta intensidade que vos apetece fazer alguma coisa com ela.
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Ivar C
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Etiquetas: música para divorciados
4.11.2010
as gordinhas vivem à custa dos maridos...
Ok... é domingo e estou oficialmente deprimido. Tenho que o agradecer ao Leonel, autor desta... hum... hum... fabulosa canção portuguesa chamada "gordinha", que dá uma nova perspectiva a todos os homens sobre as mulheres gordinhas.
Portugueses preparem-se: graças a este grande génio ficamos todos a saber que as mulheres gordinhas são sustentadas pelos maridos, coitados, mouros de trabalho. É que algumas mulheres fazem tudo para emagrecer mas outras querem é viver à custa deles e não se importam nada. É o tal deixa andar...
há tanta mulher gordinha que não gostava de ser
por isso elas tudo fazem para emagrecer
também há quem não se importe, é o tal deixa andar
então pobres dos maridos para as sustentar
maminha a crescer, perninha a engordar
bolhinha bem feita, é o que está a dar
toda a mulher que é fininha tem tendência a engordar
se não engorda solteira, engorda depois de casar
nas solteiras e nas casadas gordura é o que está a dar
algumas para emagrecer passam o dia a caminhar
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Ivar C
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Etiquetas: música para divorciados
2.08.2010
alergia ao sabonete
Este é uma música de Black Metal, também de revolta, feita por mim e por uns amigos da Fanfarra de São Bernardo, contra as mulheres que obrigam os maridos e namorados a tomar banho todos os dias.
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Etiquetas: coisas tão estúpidas que até tenho vergonha, música para divorciados
1.15.2010
preta
Gosto muito desta música. Ontem ao jantar fiz esta brincadeirinha.
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Etiquetas: música para divorciados, o gajo pensa que é artista
12.08.2009
pare de tomar a pílula...
O sofrimento de Odair José, um cantor que uma amiga minha brasileira teve a lucidez de me mostrar, é tocante. A mim, pelo menos, toca-me tanto que só espero não me lembrar desta música quando estiver na sala de espera do meu dentista. É que sinceramente não me apetece começar a rir descontroladamente à frente duma senhora que me trata como se eu fosse um bom escuteiro. A propósito, talvez seja um bom truque para os momentos em que me sinto mais triste... lembrar-me deste vídeo.
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10.07.2009
só defeitos e nada mais
Quero agradecer imenso à leitora que há uns dias me presenteou com esta música da Erika, "Só Defeitos e Nada Mais". Tenho a certeza que um dia, quando eu estiver no leito da morte, me vou lembrar desta música como um dos momentos de maior clarividência da minha vida. Toda a minha vida, sublinho, incluindo aqueles momentos em que vou ao talho comprar carne e fico a olhar para o calendário de 1989 com mulheres nuas que ainda está pendurado na parede.
Não sou uma boneque que podes usar / Nem tão pouco um trapo que podes rasgar /
Tenho sentimentos, defeitos e virtudes / Gostava de ficar mas preciso que mudes /
Pensas que só tenho defeitos e nada mais / Que só sirvo para teu gozo e nada mais / Mas quando queres amor, carinho, ternura, vens à minha procura
Eu, pessoalmente, tenho a certeza que a Erika não tem só de feitos e que está cheia de qualidades mas, com astúcia, a cantora esconde todas essas qualidades na sua própria música. É uma forma de mostrar ao ouvinte que é necessário procurar insistentemente no seu âmago o que de melhor ela tem. Mais ainda, que no amor nunca nos devemos ficar por uma análise superficial da pessoa amada. Bonito... e profundo...
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Etiquetas: música para divorciados
9.09.2009
já troquei você por outra...
Existiram duas fases na minha vida de divorciado. Uma, em que eu era uma alma perdida na imensidão do Universo e outra em que surgiu uma luz divina que me guiou. Essa luz divina chama-se Arnaldo Silva e é um músico que canta para homens sós.
Nesta música que vos mostro coloca-nos perante uma pergunta capaz de se eternizar na dialéctica da Natureza e das Consciências como um barquinho de papel num mar revolto. É, muito simplesmente, se devemos ou não andar a papar uma gaja casada.
Arnaldo Silva expressa neste seu trabalho a angústia da tendência do não, como se ela estivesse sempre presente na linha do horizonte...
Já troquei você por outra
Não estou arrependido
[depois de começar a ouvir a música acho que ela também não se deve importar muito. Digo eu, sei lá...]
Porque a outra é livre
E você tem marido
[lá está aqui a dialéctica da Natureza e das Consciências. A Natureza diz-nos que uma mulher casada é melhor em muitos aspectos mas a consciência é tramada]
Mulher vê se entende
Vê se compreende minha situação
Você bagunçou demais
As estruturas do meu coração
[nestes versos, o poeta Arnaldo faz uma referência óbvia às mulheres balzakianas e à sua presença na estrutura emocional de um homem experimentado. Ou então não. Mesmo assim, continuo a achar que ela compreende a situação na boa desde que ele pare de cantar.]
Depois que me apaixonei
Foi que disseste que eras casada
[Aqui há uma referência a Camões, à armadilha e à recusa do amor presente na sua obra em endechas a Bárbara Escrava: Aquela cativa / Que me tem cativo / Porque nela vivo / Já não quer que viva. Ou então não]
Agora vê se me esquece
Você não merece cruzar minha estrada
[Finalmente o artista desiste perante o gigante demolidor do Amor, mas decide fazê-lo ostentando a coragem de o enfrentar e diz-lhe que nem sequer o merece. Lá está, continuo a achar que se ela ouviu esta música também não se importa muito, mesmo que o marido dela seja adepto da selecção nacional e chore cada vez que Portugal perde...]
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5.26.2009
stória stória
Ontem apaixonou-se por um gesto. Numa loja qualquer dum centro comercial qualquer, viu-a dedilhar suavemente uma longa pilha de cd's e escolher um entre muitos. Depois dirigiu-se para um dos pontos de audição, passou a capa do disco pelo leitor de códigos de barras e penteou uma franja do cabelo ao colocar os auscultadores. E ele apaixonou-se. Colocou também outros auscultadores na cabeça, ajustando-os bem às orelhas, e ficou a observá-la a ouvir uma música qualquer. Em silêncio.
Ontem apaixonou-se por uma brisa. Enquanto abanava timidamente as ancas ela assobiou baixinho, provavelmente para acompanhar a música que ouvia, e o assobio sobrevoou o espaço numa calma brisa marítima que lhes refrescou a face. A ela e ele. E ele de auscultadores na cabeça a ouvi-la em silêncio, quis dar-lhe a mão e e caminhar enterrando os pés na areia. Quase que sentiu que o fazia mesmo.
Ontem apaixonou-se por um terramoto. Ela foi-se embora deixando o cd no mesmo sítio onde o tinha ido buscar. O olhar dele orbitou-a até ela se misturar na aguarela viva da multidão e cada passo que ela deu os fez tremer. A ele e ao mundo, até a aguarela se diluir na fria ausência dum shopping qualquer.
Hoje apaixonou-se por uma música. Ouve-a agora, num coçado leitor de mp3 enquanto mordisca um hambúrguer de soja e bebe uma cerveja já quente. É a primeira do disco que ela ouviu e que ele comprou sem sequer conhecer. Talvez um destes dias a torne a encontrar por aí e lhe possa contar a stória stória...
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5.21.2009
esta mulher é a minha ruína
"Esta mulher é a minha ruína", cuja letra é do Carlos Tê, faz parte do álbum "Fora de Moda", do Rui Veloso, editado em 1982 pela EMI. Lembro-me de ouvir esta música quando era pequenino, num rádio mono fanhoso que tinha herdado do meu irmão mais velho, e de achar que o Rui Veloso era burro por se deixar arruinar desta maneira por uma mulher. Para mim era óbvio que isto não passava de um exagero ou duma piada e que o amor não podia arruinar ninguém. Depois cresci...
Arranjei mulher bonita
Por todos é cobiçada
Mas ela é tão esquisita
Põe-me a vida ensarilhada
Vou com ela pela rua
Todos lhe fazem olhinhos
Já tenho ciúmes à toa
Desde amigos a vizinhos
Só pensa em grandeza e luxos
Só me pede jóias de oiro
Para lhe alimentar os caprichos
Tenho de trabalhar como um moiro
Esta mulher é a minha ruína
Dá comigo em estroina
Se não ponho termo a isto
Vou acabar à moina
Há tempos quis um diamante
Eu disse-lhe que estava liso
Disse-me que arranjava amante
Que até lhe punha casa se fosse preciso
Fiz de fraco à sua frente
Fartei-me de lhe pedir
Mas ela ficou indiferente
E fez as malas para partir
Controlei o desespero
E eu quase enlouquecia
Vim p'ra rua desvairado
E assaltei uma joalharia
Esta mulher é a minha ruína
Agora estou na prisão
E nunca mais me deu cavaco
E não me traz ( que ingratidão ! )
Nem um maço de tabaco
[rapidshare]
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3.12.2009
élvio santiago, o homem que bloqueia, exclui... e deleta mulheres
O Élvio Santiago, um jovem da zona de Paços de Ferreira que se recusou a ser um mero carpinteiro de móveis de pinho e optou por uma carreira brilhante de artista musical, teve a coragem de pegar na música brasileira "Eu vou-te excluir do meu orkut" e fazer dela um grande êxito em Portugal. Depois, num rasgo explosivo de criatividade e imaginação, fez ainda uma outra música chamada "Eu vou-te bloquear no meu hi5"
Falo dele aqui porque aquilo me une ao Élvio é muito mais do que aquilo que nos separa. Estou, aliás, solidário com a sua incompreensão para com as mulheres. Principalmente para com as suas namoradas que, vejam só a descaradas, para além de saírem com os ex-namorados, ainda por cima não são virgens.
Eu vou-te excluir do meu orkut
Sei que as horas vão passando e cada vez te amo mais / Dedicando sempre um amor sem fim / Bons momentos de paixão e de felicidade / E eu sempre acreditei que o teu amor era verdade...
Eu até acredito que tu cada vez a amas mais mas, com esse cabelinho e esse medalhão ao pescoço, o mínimo que podes fazer é ficar na dúvida em relação aos sentimentos dela...
Tu sempre juraste a mim eterno amor / Que um dia casarias comigo e serias feliz / Mas tu mentiste e vi que estava errado / Um dia vi tu saíres com o ex-namorado...
O problema foi ela jurar que casava e seria feliz. Isso é impossível. Se ela só tivesse jurado que casava, ainda podia conseguir... mas assim... é claro que acabou deprimida e a sair com ex-namorado.
Eu vou-te deletar, te excluir do meu orkut / Eu vou-te bloquear no msn / Não me mandes mais scraps, nem emails, Power point / Me exclui também e adiciona ele...
Olha Élvio, se ela liga mesmo ao orkut e ao msn e se te anda a encornar com o ex-namorado, provavelmente já o adicionou a ele. Não precisas dizer-lhe. Mais ainda, provavelmente farta-se de gozar contigo pelo msn, pá. Lamento.
Eu vou-te bloquear no meu hi5
Tuas mentiras para mim eram verdade / E por ti me apaixonei tão loucamente / Pouco a pouco me empurraste para teus braços / Sem olhares que eu era ainda adolescente
Ai a sacana da mulher que não olhou que tu eras ainda adolescente. Ela olhar até deve ter olhado mas lá está, com esse medalhão de putanheiro nunca pensou que pudesse ser verdade.
Me juravas ser menina pura ainda / Acreditei cair na tua jogada/ Mas quando eu te toquei me apercebi / Que afinal não eras tão bem comportada
Ena, ela até pode não ser pura mas tu, deixa-me que te diga que tu, apesar de adolescente és um garanhão. Bastou-te tocar nela para perceberes isso?! Cool. Até podias abrir uma barraquinha na feira e adivinhar se as mulheres são puras ou não a troco de um euro...
Eu vou-te bloquear no meu Hi5 / Tuas fotos e mensagens vou excluir / Vou até mudar mudar o número do telemóvel / Para a tua voz eu nunca mais ouvir / Não entras mais no meu msn / Para um novo endereço eu vou mudar / Nem até na webcam eu nunca mais para essa tua cara eu quero olhar
Pronto, estás zangado porque ela não é pura. O que eu não percebo é porque é que tu, se só com um toque descobres logo se elas são ou não puras, andaste tanto tempo sem o saber. Nunca lhe tocavas? Realmente... parece-me que isso era mesmo só Hi5, telemóvel e msn... assim não vais longe...
Com mentiras e conjuras me enganavas / Por amor a ti me dei de corpo inteiro / Ao tocar-te vi que a tua pureza era falsa e eu não era o primeiro / Eu até que já andava a pensar de fazermos uma linda vida a dois / Mas por ti eu descobri que havia outro com quem há muito tu já tinhas relações / Para sempre sai fora da minha vida / Mentirosa, matadora de paixões
Fosga-se, tu não eras o primeiro? Isso realmente é lixado. Eu também não suporto isso mas sou mais fácil do que tu. Para mim, quando estou com uma mulher, tenho que ser um número ímpar, percebes? Primeiro, terceiro, quinto... se por exemplo descubro que sou o oitavo, também a bloqueio no Hi5 e no msn...
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3.04.2009
mulher made in portugal
Tenho para mim que o Telmo Miranda é um génio incompreendido, um poeta cuja universalidade da obra lírica não é facilmente percebida pelo comum dos mortais, principalmente quando tentamos associá-la à estética única da sua dança e do seu ritmo corporal.
É, no entanto, fácil reconhecer no rigor verbal de Telmo Miranda uma portugalidade que nos revela o que de mais profundo encontramos em poetas como Pessoa, principalmente na sua sede de um certo patriotismo ausente. Se Pessoa é saudosista dessa pátria, também Telmo Miranda nos revela esse desejo genuíno no versos que fazem da mulher portuguesa, duma forma paradoxal, por exemplo honesta e gaiteira...
cabelos soltos ao vento / beleza que faz encantar / quando passa na rua / o trânsito ela faz parar
com o seu olhar maroto / seu jeito de cativar / eles olham para ela / seus olhos ela faz trocar
seu corpo é modelo / como ela não há igual / ela deixa todos malucos / ela é made in portugal
com todas as qualidades / honesta e gaiteira / ela é com certeza / do continente, açores e madeira
ela é tão bonita / ela é genial / ela é com certeza / a mulher de portugal
ela é portuguesa / ela é portuguesa / ela é portuguesa / ela é portuguesaaaaaaaaaaaaaaaaaa
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2.05.2009
música de amor
Encontrei esta música de amor e, não sei porquê, identifiquei-me com ela. Por isso traduzi-a fielmente. Mesmo muito fielmente. Juro pelo nosso primeiro-ministro. :)
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1.28.2009
adivinha quanto gosto de ti
Antes de continuar este post, devo dizer que não tenho nada pessoal contra o André Sardet. Aliás, nem o conheço pessoalmente. Na verdade, tirando o facto da música "adivinha o quanto gosto de ti" estar sempre a passar na rádio enquanto eu conduzo e a obrigar-me a mudar de estação, não tenho mesmo nada contra.
Oh André, pá! como é que raio te lembraste de escrever esta letra?
Já pensei dar-te uma flor, com um bilhete, mas não sei o que escrever,
Sinto as pernas a tremer quando sorris para mim, quando deixo de te ver...
Ora bem, ele pensou em dar-lhe uma flor com um bilhete mas não sabe o que escrever... hum... hum... ei! espera aí, eu pensava que primeiro surgia a necessidade de dizer alguma coisa e depois é que pensávamos na maneira como o fazer: por telefone, por email ou, em alguns casos raros, vá lá, por um bilhete com uma flor...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim. Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Mas que raio de jogo é este? Um joga pelo outro e depois ela tem que adivinhar quanto é que o André gosta dela? Oh André, olha... há jogos muito mais interessantes: xadrez, monopólio, civilization IV... sei lá, qualquer coisa que não meta adivinhações...
Gosto de ti desde aqui até à lua,
Gosto de ti, desde a Lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto, e é tão bom viver assim...
Pronto André, como é que tu querias que a rapariga ganhasse o jogo? Tinha que fechar os olhos e adivinhar que gostas dela desde aqui até à lua e da lua até aqui. Não é nada fácil, deixa-me que te diga. Além disso, a distância daqui à lua e da lua aqui é a mesma. mais ou menos 380000 quilómetros. Para a próxima basta dizeres: "gosto de ti 380000 quilómetros".
Ando a ver se me decido como te vou dizer, como te hei-de contar. até já fiz um avião com um papel azul, mas voou da minha mão... Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim. Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.
Olha André... começo a perder a paciência. Se andas a ver se te decides como lhe vais dizer seja lá o que for, porque é que não aproveitas o tal bilhete com a flor? É que isso dos aviões de papel, independentemente da cor, não resulta muito bem. Um tipo manda-os para um sítio mas eles vão parar a outro... acredita em mim. E deixa-te lá de jogos malucos duma vez por todas.
Quantas vezes parei à tua porta, quantas vezes nem olhaste para mim, quantas vezes eu pedi que adivinhasses, o quanto eu gosto de ti.
André, eu a avisar-te para te deixares de jogos malucos e tu vais logo com essa paranóia para a porta dela? Imagina que ela abre e te vê ali especado sem fazer nadinha. Se te perguntar o que é que tu estás ali a fazer, tu vais ter que responder: "estou a ver se adivinhas o quanto gostas de mim...". A sério que ela te vai fechar a porta na cara e chamar a polícia ou o INEM...
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1.19.2009
fica comigo agora
A culpa não é do Hélio dos Passos. A culpa é das mulheres, elas é que nos põem assim...
Fica comigo agora / Viajar no mundo dos sonhos / Por que já está na hora / Nas ondas tomar o banho / Você vai ficar tão feliz / Dançar e passear na areia / Sempre pode até dormir / Na praia como uma sereia...
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12.05.2008
bilu teteia
Esta música brasileira faz parte da minha infância. Claro que só a percebi mesmo quando ultrapassei a timidez da minha adolescência e fiz o meu primeiro bilu tetéia com uma miúda. Às vezes ainda a ouço, em casa ou no meu leitor de mp3. Há uns dias ia a ouvi-la no comboio e à minha frente ia uma criança de sete ou oito anos, a jogar uma consola portátil, que dava pontapés na mãe quando esta o repreendia por qualquer motivo. Irónico. Mesmo assim é uma música gira para um sábado chuvoso.
Quando eu era criança / Mamãe dizia / Bilu bilu bilu bilu-tetéia
Pegava eu no colo / Mostrava p'ra vizinha / Bilu bilu bilu oh biluzinho-tetéia
Que me segurava / Dizia que gracinha / Bilu bilu bilu bilu-tetéia
O tempo foi passando / Eu fui crescendo /Bilu bilu bilu bilu-tetéia
E de fazer bilu / Mamãe foi se esquecendo / Bilu bilu bilu bilu-tetéia
Agora eu tô moço / Tô barbadinho / Não encontro mais ninguém / P'ra me fazer um biluzinho
Bilu bilu bilu bilu-tetéia (4x)
Brincava de casinha / Ninguém dizia nada / Bilu bilu bilu bilu-tetéia
E a filha da vizinha / Era minha namorada / Bilu bilu bilu o biluzinho-tetéia
Agora eu tô moço / Não tenho liberdade / Bilu bilu bilu bilu-tetéia
P'ra falar com a vizinha / É uma calamidade / Se quiser um biluzinho / Tenho que fazer sozinho
Bilu bilu bilu bilu-tetéia (4x)
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11.23.2008
amor com banda sonora
O duo Amadou e Mariam é provavelmente o projecto mais conhecido do mundo dentro daquilo a que normalmente se chama (mal, a meu ver) world music, mas o projecto não é só música. A música, aliás, serviu para os unir numa história de amor com banda sonora. Ambos cegos de nascença, conheceram-se no Insituto do Mali para Jovens Cegos e, desde 1980 começaram a cantar juntos. Gravaram o primeiro disco em 1999 mas a sua consagração a nível mundial deu-se em 2005, com o álbum Dimache à Bamako, com a participação e produção do Manu Chao. Agora acabaram de lançar mais um disco, Welcome to Mali, e parece que não sabem fazer música má. Ouçam só isto... Eu cá gosto mesmo muito.
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11.17.2008
dou e dou e dou
Ninguém se lembra do Teixeirinha, um músico gaúcho brasileiro, uma espécie de trovador dos tempos modernos que dominou a cena nos anos sessenta e setenta. Morreu em 1985. O Teixeirinha vivia naquele princípio brasileiro que admiro, de que a felicidade é o mais importante, e apesar de ter tido uma vida extremamente difícil (perdeu o pai aos sete anos e a mãe aos nove) emanava sempre boa disposição. Sempre achei que isso se devia à forma ingénua(?) como via as mulheres. Esta música "dou e dou", que vem na sequência duma outra chamada "não e não", é um exemplo disso. Eu ouço-a com alguma nostalgia dum tempo que não vivi...
Depois de dizer tanto não e não, a Mariazinha já acostumou. Agora quando eu peço um beijinho ela diz: dou e dou e dou.
Dou e dou e dou. E dou e dou e dou e dou. Dou e dou e dou. E dou e dou e dou e dou.
Agora sim sai o casamento, mandei fazer p'ra nós uma casinha mas antes de nós entrar p'ra dentro, me dá um beijinho Mariazinha!
Dou e dou e dou. E dou e dou e dou e dou. Dou e dou e dou. E dou e dou e dou e dou.
Você dá mesmo um beijinho? Dooooouu...
E você também dá? Dooooouu...
Dou e dou e dou. E dou e dou e dou e dou. Dou e dou e dou. E dou e dou e dou e dou.
Quando estou junto da Mariazinha, nós dois trocamos beijinhos sem fim. Agora em vez de eu pedir p'ra ela, então é ela que pede p'ra mim.
Teixeirinha, dá um beijinho p'ra mamãe aqui, dá? Dou meu amor, é claro que o papai dá.
Dá? Doooou
Dá mesmo?
Então...
Dou e dou e dou. E dou e dou e dou e dou. Dou e dou e dou. E dou e dou e dou e dou.
Você também dá um beijinho, hein?
Dou, nem precisa pedir...
Dou e dou e dou. E dou e dou e dou e dou. Dou e dou e dou. E dou e dou e dou e dou.
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8.17.2008
formiguinha
Uma das coisas que uma mulher, agora a chegar aos trinta anos de idade, tem que perceber quando se envolve com um homem da minha faixa etária (37 aninhos feitos recentemente), é que a minha geração teve uma infância diferente de todas as outras. Traumática até, diria eu. A razão é muito simples e chama-se Tó Maria Vinhas e uma música da sua autoria: Formiguinha.
Epá, não me fodam. Tirem qualquer puto, agora com dez anos, da frente da sua Playstation 3 enquanto joga Grand Theft Auto, e enfiem-no num quarto domingo à tarde a ouvir a Formiguinha, no intervalo do relato de futebol dum jogo tão interessante como o Amora - Benfica de Castelo Branco. Depois digam-me que ele continua o mesmo. Claro que não.
Nesta música o cantor mantém um diálogo com... uma formiga. Pois. Agora vejam-me esta conversa, entre um homem adulto e uma formiga, que eu me fartei de gramar na rádio quando era puto (ele a preto, ela a azul).
Encontrei uma formiga
Boa tarde companheiro
Qual é o peso dessa espiga?
O suor dum dia inteiro
Que te trouxe para o monte?
Foi o pão de cada dia
Qual é a cor do horizonte?
De trabalho e alegria
Oh formiga, formiguinha
Tu és vida, tu és gente
Tu és gente pequenina
Pequenina como a gente
O Inverno está a chegar
É preciso arrecadar
Encontrei uma formiga
Boa tarde meu senhor
Como vai a tua vida?
Alegria e suor
Que te trouxe para a serra?
O Inverno que é tão duro
Qual é a cor daquela terra?
De trabalho e de futuro
Mas nem tudo é mau. Acho que foi por causa disto que nunca me meti na droga. Uma vez um tipo na escola (que era onde se começava a experimentar essas coisas), tentou-me convencer a meter LSD porque, dizia ele, dava umas alucinações altamente, tipo ver muitas cores e ouvir música nas nuvens. Claro que não achei interesse nenhum àquilo. Bastava-me ouvir o Tó Maria Vinhas a cantar a Formiguinha ou mesmo o Passarinho que já era a curte total.
Entretanto, esta ideia de que o trabalho pode ser alegre apesar de duro, foi pelo cano abaixo. Pelo menos desde que este governo meteu o provedor das empresas de trabalho temporário (Vitalino Canas) a arrotar postas de pescada no novo Código de Trabalho. Pois é... qualquer mulher que tenha agora trinta anos, anda a recibos verdes ou contratos a termo certo, mas nunca ouviu a música da Formiguinha...
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