10.08.2008

mulheres que perturbam a paz

Trinta e cinco (35) mulheres foram presas, no Sudão, por perturbarem a paz. Como é que elas estavam a perturbar a paz? Usando calças muito justas. Foram presas no domingo e libertadas na terça-feira, após terem sido presentes a tribunal.
Quem decidiu que as mulheres com as calças justas estavam a perturbar a paz foi... a polícia. Eu entendo perfeitamente. Deve ser difícil passar o dia todo dentro duma esquadra e de repente, uau, ver uma mulher de calças justas... [link]

13 comentários:

Pax disse...

Eu seria presa todos os dias.

:)

bagaco amarelo disse...

pax, deixa lá.... depois soltavam-te... :)

[e]vil disse...

Pois. Nem há nada a dizer, a situação fala por si. :\
E isto Mulheres sauditas só devem mostrar um olho ?

bagaco amarelo disse...

[e]vil, está altamente a notícia... fiquei sem palavras. :)

heidy disse...

Não se esqueçam que são outras realidades. Para eles, uma mulher não tem liberdades como as nossas. Beber um café acompanhada por um homem? uiiiiiiiiiiii! nem pensar... coisa que para nós é um acto normal. Enfim...

bagaco amarelo disse...

heidy, eu não tenho que concordar com "hábitos culturais" ou princípios religiosos, quando acho que isso põe em causa a liberdade individual do indivíduo. :)

heidy disse...

Eu também não. Mas... imagina que eles vinham para cá e tentavam alterar a nossa realidade?... o problema dessas civilizações é que cada comportamento está muito enraizado. É complicado para nós, ocidentais, entendermos esta situação. Mas também nem só de pontos negativos se vive nesses lados. Existem ventos de mudança. alguns países estão a tentar alterar muitos dos seus costumes. Não podemos é ser tipo os States. Com respeito tudo se faz. E o dialogo é necessário. Nunca se consegue fazer nada através da força.

Anónimo disse...

Também nós ocidentais mudámos os nossos custumes. Só recentemente as mulheres se emanciparam.
Também por aqui o comportamento estava enraizado e os custumes e mentalidades eram bem mais retrógadas.
Esses senhores, não podem ser desculpabilizados, por viverem numa outra realidade. Essas mulheres, estão claramente a denúnciar que não querem fazer parte desse modo de vida.
Não somos nós que estamos a impôr, elas sabem bem o que querem e certamente não aspiram a viver presas a hábitos e religiões que limitam a sua liberdade.
Infelizmente esses ventos de mudança, em muitos desses países, só sucedem por meio da força.

(Lembrei-me agora de uma coisa parva: esta cena, até dava para fazer anúncio da Levis . BAHHHH foi mau )

Dori.

bagaco amarelo disse...

heidy, imaginar que eles vinham para cá e alteravam a nossa realidade é uma situação surrealista, lol. :)

Dori, não foi mau... acho que tens jeito para trabalhar em publicidade. :)

Mefistofeles disse...

Olá B,
Se me permites o espaço para acrescentar alguma coisa ao debate, principalmente ao comentário da Dori, segue da seguinte forma:
Em termos históricos, e apesar de toda a publicidade dos media em contrário, as sociedades islâmicas foram (desde o seu aparecimento) mais liberais em relação ao papel da mulher na sociedade do que o são hoje em dia.
Na minha opinião exactamente por causa das sociedades ocidentais. As regras de conduta e de "moral" começaram a endurecer e a fundamentalizar-se na directa proporção do crescente papel das mulheres no Ocidente, e da prova do seu valor (este é um ponto importante uma vez que o sexo feminino foi considerado como incapaz durante uns quantos séculos!)

Neste sentido parece-me que a pressão externa para o reconhecimento dos seus direitos será fundamental, não obstante, o uso da força trará sempre mais malefícios que benefícios. Aliás, o agravar deste tipo de medidas (ou da tentativa de implantação das mesmas) parece-me sempre o estertor de morte que já as condenou à partida, sobretudo se se pensar no seguinte: quais são as razões que levam aquelas "mentezinhas brilhantes" à necessidade de as inventar?
Avanço uma resposta: medo....
Beijos
M

bagaco amarelo disse...

M, obrigado pela participação. :)

Mefistofeles disse...

:)

bagaco amarelo disse...

M, :)