12.31.2006

Bom 2009

O Não Compreendo as Mulheres deseja a todas as leitoras (menos à Fátima Lopes, caso ela leia isto) um bom ano de 2009 já que, com o Partido Socialista no poder, 2007 e 2008 vão ser de certeza uma merda. Pronto, aos leitores também, embora com menos emoção no objecto cardíaco.

[apedéite]
Já agora, se tiverem tempo, leiam esta recaída da Didas, esta memória de Ana de Castro Osório da Elipse e esta chegada ao fundo da JP.

adoro mulheres de farda

Bem, ontem se tivesse mais 0,02 gramas/litro de álcool no sangue estava feito ao bife. A agente da GNR que me fez o teste do balão foi mesmo muuuuuuito simpática. Ufa! tudo porque ia às três da manhã a uma estação de serviço comprar tabaco para uma amiga.
Já sabe que a noite para si já acabou, disse ela no fim. Sim, respondi eu. E lá fui com a cabeça entre as orelhas.

12.30.2006

buscas no google

Conselhos rápidos a algumas pessoas que vieram aqui dar através das seguintes buscas no google:

antes e o depois de um cabelo pintado
antes não está pintado. Depois está.

como falar que nao gosto dele?
ok, esta é fácil. É só dizer: - “não gosto de ti”

com que roupa vou para praia
qualquer uma, mas por baixo é aconselhável levar um fato de banho ou uns calções de banho, dependendo do sexo.

está divorciado e agora?
Agora olha, faz um blog e diverte-te o mais possível.

quero saber um pouco sobre as mulheres
não posso ajudar nesta. Eu também queria...

mulheres caboverdianas nuas fotos
olha, se encontrares a Mayra Andrade dá-me um toque.

bom partido homem
não é para desanimar mas... eu não tenho partido. voto sempre à esquerda mas não tenho partido.

Pensamentos catatónicos (44)

Estava aqui a pensar que uma discussão entre duas pessoas, às vezes, pode ser uma declaração de amor inconsciente.

Sinto-me emocionalmente álgido, e isso deixa-me um bocadinho triste. Mas só um bocadinho.

dia histórico

1) Hoje foi um dia histórico aqui para o divorciado. Foi a primeira sexta que, tendo disponibilidade para o fazer, não saí. Resisti mesmo a um sms e a um telefonema tentadores. Vi o “Juventude Inquieta”, bebi um chá verde (que, na verdade, é amarelo), li um livro de banda desenhada que adoro: o volume 1 do Maus de Art Spiegelman, e agora vou começar a ler o livro que a ***** me ofereceu.
Hoje é sábado e dia de trabalho. Provavelmente vou jantar tipo ao Gaiashopping para dar um passeio no engodo em que a FNAC se tornou e depois, logo se vê, talvez saia um coche. Ena, é giro dizer coche.

12.29.2006

michu

Agora chegava uma mulher muito bonita ao pé de mim e perguntava-me se eu não lhe pagava um copo. Eu passava a mão direita pelos lábios (como o gajo da publicidade ao martini) e apontava para o dedo dela com uma aliança. Depois ela engolia a aliança e dizia-me que adorava jogadores de michu. E eu respondia: - "Calha bem, sou o terceiro melhor jogador de michu do mundo, com 1317680 pontos". Ela fazia um ar espantado e eu perguntava-lhe se queria ir jogar michu para minha casa. Oh! Sim, respondia ela.

p.s.: - sim, estou maluco. é o que dá trabalhar no fim de semana do ano novo.

pensamentos catatónicos (43)

Não, não é possível. Ela é bonita, mas não posso sequer pensar em jantar com uma mulher do Partido Popular, ainda que não seja a sós, e que diz que "é pela vida" e que "se eu sentisse o que é ter um bebé nas mãos mudava logo de opinião" sobre o IVG. Por acaso até sou pai, disse. Depois afastei-me. Acho que ela se sente superior a mim, genuinamente, e acha-me alguma piada. Só isso. Phónix! a vida é injusta.

coisas que fascinam (28)

A ***** ofereceu-me um livro do Paul Auster. Vou começar a ler já hoje...

juventude inquieta


Hoje comprei, por 4,99€, um dos filmes da minha vida (detesto esta expressão, mas pronto, agora não me lembro de nenhuma melhor) que encontrei num daqueles cestos que os hipermercados colocam estrategicamente para que as pessoas pareçam galinhas a competir por milho. Pois, lá fiz um bocado de galinha e trouxe o Rumble Fish (Juventude Inquieta), do Coppola, por um preço baixo.
Por falar em inquieto, há inquietudes que um divorciado não consegue contornar.

1)Sou capaz de tentar mudar o sentido da rotação do planeta Terra só para ir tomar um café com a *****. Bem, é um exagero, mas já telefonei a um colega de trabalho para trocar de horário de trabalho comigo só para ter tempo de o fazer. Está tudo bem contigo? Perguntou ele. Está, disse eu. Depois achei que tinha que justificar: vou sair com uma amiga.
2)O meu objecto cardíaco anda-se a queixar. Hoje disse-me que tenho que me acalmar. Disse-me que ando muito agressivo com as pessoas para quem não tenho paciência. É verdade, respondi-lhe. Chateio-me facilmente com conversas de café que considero inoportunas, com o tipo que me tanta passar à frente na bomba da gasolina, com a minha ex-companheira que quer falar delicadamente do passado, com o vizinho que me pergunta se sou eu que deixo a porta do prédio aberta à noite. Enfim, depois tenho consciência que não sou muito manso quando me enervo. As respostas variam entre o “E se fosses levar nesse cu de marmota bichona?!”, “ainda tem a mangueira da gasolina enfiada no rabo, é melhor ir colocá-la no sítio que eu estou à sua frente”, “eu não vou falar do passado, só me interessa o futuro” e “não, não sou eu, mas ontem deixei duas prostitutas lésbicas dormirem aqui na entrada. Se calhar foram elas”. Pronto, objecto cardíaco, se calhar inscrevo-me no yoga, ou uma merda qualquer parecida.
3)A conduzir nem se fala. Ainda bem que normalmente conduzo sozinho e de vidros fechados. As caralhadas que mando durante o dia pela boca não se chegam a ouvir lá fora, mas à noite ainda estão latentes no meu cérebro. E são tantas...

Basicamente, acho que perdi a capacidade de fingir que gosto das pessoas, perdi as regras de etiqueta e a calma, embora até me sinta calmo a maior parte do dia. A minha ex-companheira nem sequer é uma pessoa inoportuna, e é éne simpática para mim. Eu é que às vezes não retribuo, o que é uma merda. Ontem estive num bar da praia com a *****, mais ou menos três horas, e senti-me calmíssimo. É só às vezes, pá, que entro para o gang da juventude inquieta.

12.28.2006

mulheres que eu gostava de poder não compreender (34)



nome: Suzy Quatro
origem: EUA
info: conheci-a quando era pequenino, por causa da minha irmã mais velha que gostava muito dela. Pronto, depois em adolescente passei ser eu a gostar. Nasceu em 1950 mas ainda está para as curvas (não tenho a certeza que esta seja uma frase feliz).

conversa 61

Ela1 – A verdade é que os grandes cérebros estão em Coimbra e Lisboa não consegue aceitar muito bem isso.
Eu – Os grandes cérebros estão em Coimbra?
Ela2- Lá está a ****** a falar de Coimbra. Deixa lá, Ivar, eu aturo-a todos os dias. Tu não…
Ela1 – Sim, Aveiro também tem alguma dor cotovelo… tu sabes isso muito bem.
Eu – Não, não sei. Nunca tinha ouvido falar de um surto de cefalite em Coimbra. Espero que resolvam isso depressa. Logo agora na época natalícia…
Ela1 – O quê?
Eu – Nada, deixa lá.
Ela2 (risos)

índice ivariano a voar

Estou que nem posso. O índice ivariano sobe de 12 para 17, e atinge o seu valor mais alto de sempre. Agora vou cantar uma música: lai, lai, lai, laaaaaaai, lai, lai lairi lai lai. Conhecem?

Conversa 60

Não gosto dos risinhos que amigos me fazem quando falamos de mulheres. É assim tão complicado perceber que eu não saio à noite para andar no engate? Ou sou eu que sou bicho raro? Foda-se! (só em pensamento).
Conversa com um conhecido, mas que pensa que é meu amigo, enquanto a ********* foi à casa de banho no melhor bar de Aveiro.

Ele – Tu é que estás bem.
Eu – Eu é que estou bem?! Porquê?
Ele – Cada dia que passas por mim estás com uma gaja nova.
Eu – Oh! Epá... (abano a cabeça)
Ele - Vai uma cerveja? Ofereço eu...
Eu – Não, obrigado. Ainda não acabei esta. (aponto para a minha)
Ele – Bebe lá isso. Olha, pago-te uma cerveja e tu arranjas-me uma gaja... combinado?
Eu – Olha... és burro que nem uma porta, sabias? E se fosses levar nesse cu de marmota bichona?!
Ele – Quê?! Qual é a tua?
Eu – Nem te vou explicar... olha, a sério, sai-me da frente. Estás a chatear-me como o caralho.
(a ******** volta da casa de banho e ele vai-se com aquele risinho imbecil)
Ela – És amigo daquele gajo?
Eu – Conhecido, sou só conhecido. Não o curto assim muito.

12.27.2006

que merda

assim de lado, estou a ficar com cabelos brancos.

dias despovoados

Comprei dois discos da Katia Guerreiro, Fado Maior e Nas Mãos do Fado; comprei um disco da Putumayo World Music, Women of Latin America; e comprei 3 minutos antes da maré encher, dos Naifa. Tudo em promoção e a um excelente preço. Agora estou a ouvir a Katia Guerreiro e a apaixonar-me por ela. Devagarinho.
Comprei 20 pacotes de pipocas para fazer no micro-ondas, para quando a minha filha cá vier. Vou fazer a barba, depois vou jantar a casa dum amigo, depois vou sair com três boas amigas e talvez com ele também. Hoje o dia está despovoado de emoções. Não há muito mais a dizer. Logo à noitinha passo por aqui e também pelos vossos blogues.
Há dias assim, despovoados, divorciados, afastados, e outras coisas acabadas em "ados". Fiquem bem.
Esta piada das outras coisas acabadas em "ados" herdei-a do meu pai.
A menina que me vendeu as pipocas no DIA estava triste, a menina que me vendeu os cd's no Carrefour estava triste, a menina que me tirou o café na praça da alimentação não estava triste e foi muito simpática. Foi tudo, por hoje, quanto a contactos com meninas...
Ah! se forem aos comentários do post anterior, o(a) semi-anónimo(a) LS também parece triste: tem os óculos sujos, as pernas a doer dos saltos e o cérebro cansado dos lisboetas e do que lhes vai tentando vender.

Estou com dores de cabeça, um buraco na meia direita, o cabelo seboso, e montes de trabalho para fazer. De repente gosto do fim do ano, e quero estar numa festa qualquer (ainda nem sei qual) a beber e a falar sem preocupações. Bem, agora vou tomar um Nurofen, comer uma sandes, lavar a cabeça com Pantene e arranjar forças para fazer qualquer coisa por mim acima. Hoje é mesmo um dia em que me sinto divorciado. Mesmo, mesmo, mesmo... Ah! e engordei dois quilos esta semana.

12.26.2006

coisas que fascinam (27)

ela tratou-me pelo diminuitivo: ivarzinho, e eu gostei.

pensamentos catatónicos (42)

Tem-se uma relação de quinze anos. A seguir tem-se quinze relações de um dia cada. É mais ou menos inevitável, infelizmente.

conversa 59

Ela – Mas tu não fumas mesmo?
Eu – Não.
Ela – Quando é que deixaste de fumar?
Eu - Nunca fumei na vida. Experimentei uma vez quando era puto e não gostei, por isso nunca mais fumei. Nem sequer sei travar…
Ela – Não sei se acredito… Um homem que não fuma não é normal.
Eu – Eu não disse que era normal.
Ela - Não credito que nunca tenhas fumado. Tens cara de quem fuma...
Eu (só em pensamento) - Foda-se!

incerteza no olhar

Depois de alguns dias de estabilidade, o índice ivariano cai dois valores, fixando-se agora no 12. Tal deve-se à incerteza no olhar detectada logo pela manhã.

12.25.2006

IVG

Voltando à interrupção voluntária da gravidez, o Portugal Diário publicou uma declaração do administrador apostólico do Porto, D. João Miranda, em que este compara o aborto voluntário à prática medieval da Roda dos Meninos, nos mosteiros da Idade Média, onde eram abandonados os recém-nascidos indesejados.
Tem piada, porque o obscurantismo da nossa Idade Média é precisamente culpa da Igreja Católica, ou das suas religiões, e do seu agnosticismo. Apesar das grandes civilizações anteriores estes tipos conseguiram mergulhar a evolução do conhecimento num zero absoluto.
O Joãozinho Miranda tem, no entanto, razão em comparar a Idade Média ao aborto. É que na Idade Média queimavam-se mulheres por tudo e por nada, bastando para isso chamar-lhes bruxas. No dia das Bruxas falei disso neste blog. Agora é isso que ser fazer: queimar mulheres por exercerem um direito que lhes é fundamental.

obscenidades da época

1)Num programa da televisão deste Natal, sobre uma pastelaria de Gaia que faz bolo Rei com chocolate, ficou-se a saber que há portugueses que compram este bolo apenas para decorar a mesa. É obscena, esta merda.

2)Os empregados do Carrefour em Aveiro andaram todos de barrete vermelho como o do Pai Natal durante a semana. Não acredito que tenha sido opção deles, mas sim os cabrões da administração que não têm noção do que é “invasão da privacidade alheia”. É simples: não deviam obrigar uma pessoa, que tem que atender centenas de outras pessoas num dia, a usar aquela merda na cabeça.

3)A falta de contratos de trabalho e de, consequentemente, décimo terceiro mês, é a causa de todos os cafés terem uma caixinha para gorjetas com um papelinho a desejar Boas Festas aos clientes.

Posto isto, e para não me enervar mais, estou contente por começar a sentir que sobrevivi mais um ano a esta histeria colectiva a que chamam Natal. O fim do ano, agora, é mais uma borracheira como qualquer outra, com a diferença que este ano estou divorciado. Não sei se vou ter paciência para fazer uma contagem decrescente idiota até ao zero e depois desejar um bom ano a pessoas que não conheço de lado nenhum.

12.24.2006

habitação vazia

Gostava que me habitasses
Mesmo que mal
Sem pagares o condomínio
Desde que à noite ficasses um bocadinho a ler

Feliz Coiso

A boa notícia de hoje é que o melhor bar de Aveiro está aberto. É, é...
Não desejo feliz Natal a ninguém. Não me apetece mesmo, está bem? Mas pronto, espero que fiquem bem e não stressem muito... Boa semana!

12.23.2006

colibri

Colibri oscula com cheiros
Transeuntes sós na margem da avenida

Cheiram elas a ermos olhares
Sobre extensões de prados secos
Que o tempo a tornou sequiosa dum estado triste

Cobiça o ranho que alguém bebe por uma caneca suja
E adormece com a cabeça no volante
Que buzina sem ninguém ouvir

Depois esvoaça desbotada entre reclamos luminosos intermitentes
E quando alguém soqueia o pára-brisas para a acordar
Colibri já não está ali
Oscula, com cheiros, transeuntes sós na margem da avenida

conversa 58

Ela – Feliz Natal!
Eu – Bom fim de semana...
Ela – Não me vais desejar bom Natal?
Eu – não. O fim de semana é mais abrangente. Não te queixes...

o estrump... o divorciado resmungão

Estou zangado com a Renascença. Eu tinha pedido aqui, por favor, que não passassem mais músicas dos Pólo Norte, mas hoje, às 19:56, pimba: parto sem saber / sem saber se sou capaz / deixo tudo para trás / e vou pra longe. Socoooooorrrrrrrrrrrrooooooooo! Se alguém da Renascença estiver a ler isto, fique a saber que não ouço mais essa rádio merdosa.

Existem uns contentores azuis à entrada de alguns hipermercados para que as pessoas depositem roupa usada. Dizem em letras garrafais “vamos ajudar o povo irmão africano”. Detesto esta merda. Não sou africano, e ainda bem que não sou irmão do gajo que teve esta iniciativa. Provavelmente é um padrecas beato e malcheiroso com a mania que só faz bem ao mundo. Foda-se! Coitados dos africanos.

Não gosto de pedinchices, de maneira que para 2007 só tenho um pedido. Se me lembrar vou comer uma passa, ou sete, ou lá o que é, para ver se esse desejo se cumpre: quero que o Sócrates e o Cavaco sejam atropelados por um tractor agrícola em excesso de velocidade. Atenção, não precisam morrer. Basta ficarem inutilizados. Inúteis já eles são.

Pronto, depois deste post, provavelmente, vou continuar divorciado mais dezanove anos e vou perder todas as leitoras, menos uma que sei que pensa como eu mas é namorada dum amigo meu. Mas olhem... não resisti.

12.22.2006

prenda de natal

Tenho uma prenda de Natal para vocês. São 35.530 kb mas o download é nacional. Vem embrulhado com zip por isso têm que desembrulhar. São dez músicas que fazem parte da História dum divorciado.

1 manuela moura guedes – foram cardos foram prosas (1981)
como é que uma mulher tão especial acaba, vinte anos depois, no meio da totozada toda da juventude popular? Não sei, mas que é deprimente, é.

2 Roquivários – Cristina (beleza é fundamental) (1982)
A Midus era o modelo de todos os putos que, como eu, tinham onze (pronto, dez e doze também) anos na altura. Quando fosse grande queria casar com uma mulher assim.

3 Sandra kim – J'aime la vie (1986)
A Sandra Kim foi um hype à anos 80. Todos os miúdos a adoravam. Eu escrevi-lhe uma carta e tudo, quando tinha quinze anos. Ela mandou-me uma fotografia assinada que eu guardei aí uns dois anos. Agora já não sei onde está.

4 josé cid - romântico mas não trôpego ()
Não sei o ano desta música nem me apetece ir procurar. No entanto o Cid é incontornável para qualquer gajo que tenha a minha idade. Não precisa de apresentações, pois não? Esta música em particular é fenomenal por causa da letra...

5 Francisco José - Olhos castanhos (1961)
Esta música é de 1961 mas eu ainda a ouvi muitas vezes na rádio nos anos setenta, quando era mesmo pequenino. Gosto dela (mesmo). Olhos azuis são ciúme e nada valem para mim, Olhos negros são queixume de uma tristeza sem fim, olhos verdes são traição, são cruéis como punhais,

6 Eduardo nascimento – O Vento Mudou (1967)
O Eduardo Nascimento venceu em 1967 o Festival da Canção com “O Vento Mudou”, mas a música passou nos media durante mais de uma década. Para mim é inesquecível e lembra-me os tempos em que se comprava leite em garrafas de vidros com uma tampas vermelhas presas por arames.

7 Gemini – Portugal No Coração (1978)
Para os mais novos, que nunca ouviram esta música, podem assim perceber alguma pobreza franciscana que assolou a criação musical no pós 25 de Abril. Este tipos também tinham uma música que se chamava Dai-li-dou. Está tudo dito.

8 Hino do Tadjiquistão
Não sei que diga. O indicativo telefónico do Tadjiquistão é o 992.

9 hong kong-ruposhonialicargua
Não sei o nome verdadeiro desta música nem dos intérpretes. Em 1999, em Hong-Kong, depois de beber demais, fiz karaoke desta belíssima obra no meio de alguns trezentos chineses. Comprei o disco para nunca mais a esquecer, mas como os caracteres são todos em mandarim não percebo nadinha...

10 Tonicha – Zumba na Caneca
Esta música explica bem porque é um tipo da minha idade pode ter tendências para a depressão e o suicídio. Foi um sucesso enorme quando eu era pequenino... também não sei o ano exacto mas deve ser para aí de 1979 ou coisa que o valha...

download alternativo no rapidshare (internacional)

duas coisinhas apenas...

1) Infelizmente é só um boato, a notícia de que na zona de Aveiro a comunidade chinesa rapta clientes nas suas lojas para traficar órgãos. Não me importava nada que a chinesa da loja onde compro cuecas me raptasse, mesmo que fosse para traficar órgãos.

2)Se ela me raptasse talvez pudesse ter a oportunidade de contribuir para a paz. Hoje é o Dia Mundial do Orgasmo.

Ainda em 2006...

Duas coisas simples que gostava de fazer:

1) Descer ao Mosteiro de Santa Maria, em Pitões das Júnias.
2) Beber um copo no Labirinto, no Porto.

12.21.2006

coisas que fascinam (26)

Foram só três ou quatro segundos mas quando ela me abraçou, como é mais baixa do que eu, disse-me que conseguia ouvir o bater do meu objecto cardíaco.

pensamentos catatónicos (41)

"Somos uma bússola avariada. Estamos sempre a apontar para qualquer sítio mas nunca é o sítio certo". Esta é das melhores frases que já ouvi sobre o que é ser divorciado aos 35 anos.

mulheres que eu gostava de poder não compreender (33)


Nome: Nastassja Kinski
origem: Berlim, Alemanha
info: sempre foi uma das actrizes preferidas, principalmente por causa do filme “Paris – Texas”, de Wim Wenders. Nasceu em 1959. Atire-me a primeira pedra o que não se derreter com aqueles olhos...

avó

Pronto, neste dias não me apeteceu escrever sobre isso. Ontem fui ao funeral da minha avó que faleceu na segunda-feira. Quando eu era puto ia brincar para casa dela com alguns primos. Lembro-me de fazer lá um jardim zoológico com hamsters, ratinhos brancos e uma gata; lembro-me de ter começado a gostar de polvo porque ela o cozinhava muito bem; lembro-me de lhe assaltar a casa, num fim de semana em que ela tinha ido para o Ribatejo, e comer os seus famosos pudins amarelos; lembro-me dela me dar vinte escudos para ir ao supermercado comprar marmelada a avulso, uma sumol de laranja (depois devolvia a garrafa) e duas padas. Depois, com o troco e sem o meu avô saber, ainda dava para uns caramelos. Até sempre, avó.

12.20.2006

ainda sobre mulheres... ou o complexo da Cristina

Não as compreendo, é certo, mas acho que Saramago (de quem não sou grande admirador) tem razão quando diz que o modelo político ocidental actual é masculino, e está na altura de experimentarmos um feminino.
Acrescento ainda que o melhor era não termos um modelo político masculino nem feminino, mas isso não parece, pelo menos empiricamente, possível nas próximas gerações. Cristina, não vais levar a mal, mas beleza é fundamental...

acreditar

Queria mesmo acreditar em coisas que não acredito. Pelo menos hoje...

até para o ano

Ela telefonou-me a dizer que estava andar pela rua sem direcção. Perguntei-lhe se isso era bom ou mau, andar pela rua sem direcção. Que não sabia, respondeu. Depois perguntou-me se eu queria ir tomar um café com ela. Que não podia, respondi eu, mas que queria muito. Se desse para ser logo a noite já dava. Que logo à noite não está cá em Aveiro, disse ela, e só volta em Janeiro. Então até para o ano e (só em pensamento) foda-se!

12.19.2006

conversa 57

Há uns dias, numa conversa de reformados num café da baixa da cidade, dois tipos a falar deste país.

Ele 1 – Agora todos querem ser doutores. Trabalhar ninguém quer mas ser doutor...
Ele 2 – É verdade, é. Tem razão...
Ele 1 – Até as mulheres agora vão prá Universidade.
Ele 2 – E é vê-las aí... andam nos bares até às tantas como os homens...
Ele 1 – Pois, mas isso são só as que estão longe de casa. Não têm ninguém à espera para lhes dar um açoite.
Ele 2 – Sim, mas bebem como os homens. Às vezes até mais... então eu não vejo?!
Eu (só em pensamento) – Será que consigo arranjar emprego na Islândia?

Que força é essa, amiga?

Às vezes é na música que se encontram frases que nunca mais conseguimos esquecer, não nos livros. É o caso destes versos que, na minha opinião, são geniais, por serem tão fortes quanto despretensiosos:

Que força é essa, amigo
Que te põe de bem com outros e de mal contigo?

Há dias, enquanto uma cerveja humedecia uma conversa agradável com uma mulher (muito) bonita, ao balcão dum bar, disse-lhe isto. Ela não reagiu lá muito bem e afastou-se passado um bocado. Um amigo meu diz-me, às vezes, que eu não sei conversar com mulheres e as afasto (já pus aqui conversas que tive com ele) com merdas intelectuais. Sei lá... isto não me parece nada exageradamente intelectual, mas às tantas ele tem razão, sei lá. Não gosto nada de bater coros baratos, também. Essa é a verdade...

sento-me com corenos, pá

Tenho alguma curiosidade em perceber porque é que este blog irrita tantos anónimos, todos homens que têm uma coisa em comum: não sabem escrever português correctamente. Pelo menos é o que me parece.

É raro o dia em que não apago pelo menos um comentário. Hoje, por exemplo, apaguei um que dizia, entre algumas caralhadas impróprias, “anadaste a comer as gaijas do teu brlognão é meu cabrão? Ainda ta fodo os corenos que te crexeram na cara e depois eu sei quem és!”. Fiz copy-paste da frase mais bem escrita, lol.

Meu amigo, não percebi tudo o que o senhor queria dizer, e ainda bem que sabe quem sou. Eu, provavelmente não o conheço a si, até porque não me lembro de ter tido um amigo incapaz de fazer a segunda classe, mas se me quiser dizer alguma coisa pessoalmente tenho muito gosto (não digo foder os cornos porque, já o disse aqui, não gosto de caralhadas). Todas as segundas à noite costumo estar no Clandestino bar, em Aveiro, mas vou lá muito mais vezes, assim como ao Mercado Negro. Será fácil encontrar-me num destes sítios, já que me conhece.

12.18.2006

significantes caseiros de um divorciado

Não me apetece escrever muito hoje...


o meu patinho de borracha. Foi a minha filha que mo deu e gosto de o ter ali. Chama-se Feio mas é bonito.


1) este quadro está minha sala e foi pintado pela mãe da minha ex-companheira. Gosto muito dele e pedi para ficar com ele na altura da separação. Ali, na floresta, há duas árvores divorciadas.


2)pendurados nas sala um cachecol do Beira-Mar e outro da selecção sueca de futebol, mais uma bruxa. O cachecol da Suécia foi-me oferecido por uns suecos que conheci no Euro 2004, numa noite em que o álcool me faz prometer que o teria ao meu lado até ao fim dos meus dias. Em retaliação, eles levaram um português e fizeram a mesma promessa. A bruxa está ali nem sei bem porquê...


Não é só a Cristy que guarda areia de vários sítios do mundo. Eu guardo pedras na janela da cozinha...


Também na cozinha, uma mini aparelhagem amiga que me canta quando estou a cozinhar ou a beber café na janela daquele compartimento. Avariou-se uma vez, e ao arranjá-la parti a tampa. Agora só funciona com uma pedra em cima...


Esta é a Cassandra. É a primeira alma que me deseja boa noite quando chego do emprego. Também é ela que me censura quando saio até muito tarde e bebo uma cerveja que já não devia ter bebido.


Este é o porco. Costuma olhar para mim quando faço a barba.


A minha árvore de Natal. Não se vê bem mas está enfeitada com desenhos da minha filha. Só isso. Ela não percebia muito bem porque é o pai, que tem a mania de reciclar tudo o que pode e está sempre a chateá-la com a necessidade de cuidar do planeta, tem uma árvore de plástico em vez duma natural. Tem lógica, as naturais é que são natureza. Por isso devem estar nos pinhais e não fechadas em casa, onde ficam muito tristes. Foi o que eu lhe disse e ela percebeu.

portagens...

Bem, em nome da comissão de utentes da A17 e da A29, o divorciado já fez várias vezes hoje Espinho a Mira pelas SCTUS e pela N109. Já contou 115 passadeiras, 46 semáforos e 15 rotundas. Também já furou a inauguração dum troço da A17 para falar com um secretário de estado. Fez-lhe umas perguntas a que ele não soube responder e a RTP e a SIC estavam lá. Filmaram mas duvido que passe…

conversa 56

Ela – Não tenho nada a ver com isso mas, nos últimos tempos em que vivias com a tua ex-mulher, ainda tinham sexo?
Eu – Tens razão. Não tens nada a ver com isso.

[update à mesma conversa uns minutos depois]

Ela - Adoro pássaros. Se fores a minha casa vais ver vários...
Eu - Eu também, principalmente frango de churrasco.

frase

Hoje ouvi esta frase: “acho que podíamos tentar aprender a gostar um do outro”, e não reagi porque não sabia como. Mesmo assim sorri.

12.17.2006

o que tu queres sei eu

lol, alguém veio dar ao "não compreendo as mulheres" através da busca no google da frase "como faço para mim sair bem com as mulheres".
Eu ser assim: mim meter palito na boca e esperar mulheres passar. Depois dizer "o que tu queres sei eu" e cuspir chão.

Coisas que li esta semana em blogues de mulheres e gostei muito

A Didas, do farinha Amparo, descobriu que há uma empresa alemã a procurar voluntários para testar preservativos. Basta ter a pila com mais de 9 e menos de 20 centímetros, o que, convenhamos, faz de qualquer homem no mundo um potencial tester. Boa ideia para um divorciado, e estou mesmo tentado a inscrever-me. Precisava era de conhecer mais detalhes e não sei alemão... [+]

A [t], do Red on White, tem um blogue bonito (é o adjectivo mais apropriado), Gostei particularmente do Stick. Gosto de silêncios consentidos... [+]

A Fausta escreve mesmo muito bem, a sério. Mesmo assim não compreende os homens, e não vai compreender nunca se continuar a achar que a única coisa que os põe de pé é o futebol! [+]

A Diana, no Make the difference, pergunta muito bem. Não tem resposta mas pergunta muito bem... [+]

A JP, do Faz de Conta, sente pelo Natal mais ou menos o mesmo que eu... jingobel, jingobel jingololdeueeeeeei....... [+]

pensamentos catatónicos (40)

Será normal uma mulher andar a dizer às amigas que eu me fiz a ela e ela mandou-me passear?! Foda-se (desta vez não é só em pensamento), é mentira...

12.16.2006

Ela, Carolina. Eu, Bagaço Amarelo

Já que estou divorciado, pensei eu hoje enquanto conduzia, podia casar-me com uma mulher que fosse dirigente dum clube de futebol importante. Depois chateava-me com ela, separava-me e escrevia um livro sobre as suas actividades ilícitas. Chamar-lhe-ia "Eu, Bagaço Amarelo". Antes de estacionar lembrei-me que não há clubes de futebol importantes com mulheres na presidência. Aliás, às tantas nem sequer há clubes de futebol com mulheres na presidência. Vou voltar à minha vidinha (expressão que uma das leitoras deste blog não gosta). ;)

catatonias reflectidas não numeráveis

1) Segunda-feira é dia de mais uma acção contra as portagens nas SCUTS do distrito de Aveiro. Vou ter que me levantar às seis da manhã. Ai!
2)Gosto mesmo da *****. Ontem portei-me foi um bocadinho mal. Só um bocadinho, pronto, também não foi assim tanto...
3)Hoje tive que ir a um hipermercado comprar uma ferramenta para fazer uma obra aqui em casa. Hoje, sábado. Só me cabe dizer que o Natal é uma tortura.
4)Gosto mesmo da *****. Ontem portei-me foi um bocadinho mal. Só um bocadinho, pronto, também não foi assim tanto...
5)Hoje vou brincar às lojas com a minha filha. Prometi-lhe, por isso vou mesmo.
6)Gosto mesmo da *****. Ontem portei-me foi um bocadinho mal. Só um bocadinho, pronto, também não foi assim tanto...
7)Soube-me bem a carícia de mais ou menos três segundos, e o sorriso dela também.
8)Gosto mesmo da *****. Ontem portei-me foi um bocadinho mal. Só um bocadinho, pronto, também não foi assim tanto...

12.15.2006

conversa 55

Ele - Foste muito brusco com ela.
Eu – Não fui não.
Ele – Desculpa mas foste. Aliás tu és muito brusco com as mulheres quando te sentes invadido.
Eu – Não sou nada. Aliás, eu até gosto da ****, só lhe disse foi a verdade. Não podia mesmo sair com ela porque já tinha outras coisas combinadas. O que é que queres? Às vezes ando uma semana a beber copos sozinho, depois aparece tudo ao mesmo tempo...
Ele – Mas estás destreinado...
Eu – Destreinado?
Ele – Sim, viveste quinze anos com a mesma mulher e perdeste o treino a falar com elas...
Eu – Não sei... não acredito muito em métodos para falar com mulheres. As mulheres não são todas iguais, os homens também não. Não há UMA maneira de falar com mulheres. Isso é tanga...
Ele – Sim, mas eu já te vi a ter conversas que as afasta... e até parece que fazes de propósito...
Eu – Como por exemplo?
Ele – Devias ter-lhe dito que te apetecia levá-la contigo a um sítio especial na próxima oportunidade...
Eu – Mas... se não me apetece...
Ele – Tás a ver?
Eu – Estou a ver o quê?
Ele – És muito brusco com as mulheres.
Eu (só em pensamento) – Foda-se!

mulheres que eu gostava de poder não compreender (32)



nome: Linda Park
origem: Coreia do Sul
info: naceu em 1978 e é coreana, mas também é hollywoodesca. Entrou, por exemplo, no Jurassik Park III, e na série Enterprise, remake da clássica Startrek. O que é eu posso dizer mais, para além de que as asiáticas, quando lhes dá para serem bonitas são mesmo bonitas? Bem... as europeias também, as africanas também... bem... é melhor calar-me.

12.14.2006

índice ivariano com ligeira subida

O meu estado amoroso e emocional acelera o meu objecto cardíaco, e sobe mais um valor nas escala ivariana, fixando-se agora em 14.

serial killer mata mulheres de segunda

Li mais uma notícia, no Portugal Diário, sobre o serial killer que anda a matar prostitutas na zona de Ipswich, em Inglaterra. Já quase no fim do texto fiquei a saber que "com a maior parte das prostitutas fora das ruas, as autoridades temem que o serial killer procure outras vítimas". Será que li bem? O que isto quer dizer, parece-me, é que as autoridades preferem que ele vá matando prostitutas, ou seja, para as autoridades há mulheres de primeira e de segunda, pelo menos em Ipswich.

seis pensamentos dum divorciado que acorda tarde...

1] Fiquei a jogar pictionary até às oito da manhã. Eu e a **** ganhámos à ***** e ao *******. Agora são quase três da tarde e eu estou a levantar-me. Não é normal, a vida dum divorciado...
2] A minha roupa, ali em cima do sofá, cheira mais a tabaco que a boca do Churchill quando era vivo, e eu não sou fumador...
3] Hoje apetecia-me faltar ao trabalho. Não posso... vou bulir até à meia-noite, mais coisa menos coisa.
4] Tenho três convites para sair sexta-feira à noite. Não sei se isso é bom ou mau, mas é, pelo menos, constrangedor. Um bocadinho...
5] Apetecia-me feijão preto com arroz branco e um grelhado qualquer. Não tenho tempo...
6] Tenho medo de começar a gostar demasiado de viver sozinho... é melhor ir ouvir a Mayra Andrade e não pensar mais nisso...

12.13.2006

porque é que as mulheres se divorciam...

Como o divorciado vai beber uma cerveja preta ao melhor bar de Aveiro, e não é egoísta, também quer que vocês se divirtam, deixo aqui um vídeo que explica porque é que me divorciei. LOL. Boa noite a todos.

é assim

Passa-se a tomar café na janela da cozinha, com a luz fechada, às vezes com música a povoar o compartimento, outras vezes em silêncio. O silêncio é uma espécie de convidado desejado mas que não sabe ir embora a tempo e horas. Acaba sempre por insistir demasiado na sua presença, forte presença, aliás, tal como o café, que se continua a fazer com mesma quantidade mas com menos água. Não se consegue estar toda a noite em casa e sai-se.
Sai-se. Desce-se os andares do prédio a olhar para o espelho do elevador. Tem-se um bocado de mais cuidado com a imagem, mas mesmo assim não se tem muito. Não se consegue. O cuidado que se tem é fazer a barba mais vezes, basicamente. Às vezes vem à memória que só se vestiu uma gravata uma vez na vida, e foi porque o obrigaram no dia do casamento. Depois de alguma luta lá cedeu. Queria casar com um t-shirt do Tintim mas não o deixaram. Hoje está tão arrependido de ter cedido...
Cede-se. Sair muito é uma cedência às exigências de alguma solidão. Umas noites encontra-se muitos conhecidos, outras não se encontra nenhum. Não faz mal, o bar é sempre o mesmo e conhece-se todos os que lá trabalham. Nunca se está verdadeiramente sozinho, ali. Às vezes é melhor não encontrar ninguém do que, ao encontrar alguma proximidade com uma mulher, encontrar também incompatibilidades com ela. Pensa-se demais em incompatibilidades do que em compatibilidades, e vai-se torneando noites que podiam ser melhores. Ou piores? Normalmente não se chega a saber. É patológico e patafísico.
É assim, mais coisa menos coisa, que se vive nos primeiros seis meses de separação. Depois, o futuro, não sabe. Ainda bem.

conversa 54

Ela – A ***** não tem boa pinta.
Eu – Não tem boa pinta?!
Ela – Não. A sério... olha que eu sinto... sei ver logo como é que as pessoas são... sei que gostas dela mas, estou-te a dizer isto porque sou tua amiga e vejo-te às vezes com ela, ela é má onda. A sério.
Eu – Não estás a ser minha amiga e, vou-te dizer isto porque sou teu amigo: é melhor calares-te.

12.12.2006

às vezes vale a pena entrar no comboio sem bilhete...

Hoje entrei no comboio sem bilhete. Pensava que tinha tirado, como habitualmente, bilhete de ida e volta, e afinal só tinha tirado de ida. Pus a nota na máquina e guardei o troco sem sequer verificar, e guardei o bilhete na carteira sem sequer o ler. É uma operação de rotina a que já não dou importância.
Ultimamente tenho visto algumas cenas desagradáveis com passageiros que entram sem bilhete no comboio, dando até a impressão que há ordens da CP para não facilitar a vida aos infractores. Por isso é que fiquei um bocado atrapalhado quando a fiscal me disse que o bilhete não era válido. Já vai haver discussão, pensei eu, e logo com uma mulher tão bonita. Expliquei-lhe que tinha mesmo sido sem querer, que fazia aquilo quase todos os dias e que nem tinha reparado. A sério que foi assim, insisti. Ela riu-se um bocadinho e avisou-me que a multa agora é de cem (100) vezes o valor do percurso. Eu sei, respondi, até li isso ontem nuns flyers que espalharam pelos comboios. Ela tornou a rir e tirou-me um bilhete sem multa. Depois ainda me disse que, se faço a viagem quase todos os dias, devia tirar o passe. Já fiz as contas, respondi, não me compensa assim muito porque às vezes venho de automóvel. Então boa viagem, disse ela, e foi-se embora.
Eu não compreendo as mulheres mas esta compreendeu-me a mim, e até acreditou em numa história que, apesar de verdadeira, é pouco verosímel. Obrigado então, à fiscal do comboio que chegou a Aveiro às 20:22, pela compreensão, pela simpatia e pela presença. Às vezes vale a pena entrar no comboio sem bilhete...

coisas que fascinam (25)

Há mulheres que passam por nós, mesmo sem as conhecermos muito bem, e que não percebem que quando se vão o mundo já é diferente. Ou percebem?

desenhos dum divorciado ao balcão dum bar (1)

12.11.2006

buscas constantes

Lamento imenso. Todos os meses têm vindo parar aqui leitores através do google com as seguintes buscas: não compreendo as mulheres (2 em setembro e 2 em Outubro), compreender as mulheres (2 em setembro, 1 em outubro e 4 em novembro), a maneira de pensar das mulheres (1 em outubro), recomeçar depois do divorcio (1 em novembro),não percebo as mulheres (1 em dezembro), quero saber um pouco sobre as mulheres (1 em dezembro), nao sei o que dizer para as mulheres (1 em dezembro). Eu estou com vocês, meus amigos, mas não vos posso ajudar. Também eu ando nesta busca constante...

Já agora, e só para a pessoa que chegou aqui através da busca vinho quente aborta?, em Outubro. Peço desculpa pela demora na resposta mas não. Acho que não.
Bem, e por ser segunda, e porque as segundas são o pior dia para qualquer divorciado, vou sair e beber uma cerveja preta no melhor bar desta terrinha onde vivo...

que estamos mais ou menos

Hoje encontrei um amigo de infância no comboio e sentei-me no banco à frente dele. Andou comigo no ciclo. Lembro-me de ir roubar pêras a um quintal ao pé da minha casa com ele, de sermos perseguidos por um cavalo e de pôr fitas de carnaval nas antenas dos automóveis. Lembro-me que chumbámos os dois no segundo ano do ciclo e depois separaram-nos de turma no ano seguinte. Depois nunca mais o vi. Ou melhor, vi-o de passagem mas nunca mais falámos a sério até hoje.
Está mais ou menos, disse ele, respondendo à minha primeira pergunta de piloto automático: - "então como vai isso?". Que está mais ou menos, que se casou, que teve uma filha (mais velha que a minha), que foi arranjando emprego onde foi possível, que esteve um ano desempregado e viveu com ajuda dos pais, que um dia chegou a casa e a companheira lhe pediu o divórcio sem ele contar, que andou um bocado na merda, que não percebe as mulheres. "Então e tu?" - perguntou depois.
- Eu? Eu não estive desempregado um ano...
Depois a conversa passou para o tempo em que éramos putos e comíamos chicletes pirata. Ainda bem.

desabafo

Não, não gosto de automóveis. Tenho um carro velhinho porque preciso mesmo dele para ir trabalhar. Senão preferia ter uma bicicleta. Não gosto de carros, não sei nada de carros, e não gosto de estar três horas a falar sobre carros. Foda-se!
Ah! e é mentira que esse seja o maior hobby dos divorciados em geral. A sério que eles têm mais em que pensar.

pensamentos catatónicos (39) e coisas que fascinam (24)

1) Às vezes dá sinais de que sim, às vezes dá sinais de que não. Não compreendo.
2)Desde que comecei a escrever este blogue já tive 39 pensamentos catatónicos e apenas 24 coisas que fascinam (que também é o nome dum disco dos Mler ife Dada que eu gostava muito quando era pequenino). A catatonia vai vencendo a fascinação.

mulheres artistas que não compreendo (13)



Gina Lee Felber

Nasceu na Alemanha em 1957. Fotografa essencialmente a preto e branco (acho que só trabalha mesmo a preto e branco mas não tenho a certeza) mas o que faz é totalmente conceptual. Cria ela própria os ambientes que quer fotografar, e cria-os para esse fim, normalmente salas preenchidas de uma vida surrealista sustentada em esculturas de arame feitas pela própria.
O que sei sobre ela vem num livro da Taschen, “Fotografia do Século XX”, sobre o museu Ludwing em Colónia, na Alemanha. De resto não sei muito mais, mas gostava de saber.

gajo estranho

O amor é um gajo estranho, não é?
Das muitas coisas que não percebo nas mulheres uma delas é este gajo, que anda sempre a meter nojo e não se decide por nada. Às vezes apetece-me bater-lhe mas depois nunca o faço. Não sei, talvez fosse melhor mandá-lo à merda.
O amor nunca é um gajo equilibrado. Tem a mania de caminhar torto e pender mais para um dos lados. Não percebe que isso não ajuda ninguém em nada...

12.10.2006

Roupa



Consegui! Passei a roupa toda a ferro que tinha acumulado nos últimos dias. Cool!

12.09.2006

conversa 53

(no google talk. emendei a linguagem tipo sms, que não gosto muito)

Ela – boa noite!
Eu – Olá!
Ela – Estava mesmo a pensar em ti, ainda bem que apareceste.
Eu – Estavas a pensar em mim? :) Porquê?
Ela – Gosto muito de falar contigo. :)
Eu – Ainda bem, mas chegaste depressa a essa conclusão. Esta é a segunda vez que estamos a falar, não é?
Ela – Sim.
Eu – E também não nos conhecemos pessoalmente...
Ela – lol. Sim, se calhar por isso é que estava a precisar de falar contigo. Mas tu não queres falar comigo?
Eu – Não é isso. Só achei estranho estares a pensar em mim...
Ela – Queres uma foto minha?
Eu – É melhor não...
Ela – Não?! Porquê?!
Eu – Não vejo motivo para estar a ver uma foto tua agora, percebes?
Ela – Não percebo.
Eu – Deixa lá. É melhor não me enviares uma foto agora...
Ela – Só para nos conhecermos melhor.
Eu – Não acho que isso seja conhecermo-nos melhor. Também não acho que o google talk seja um local privilegiado para conhecer pessoas.
Ela – Ah! Também tenho msn.
Eu (só em pensamento) – Foda-se!

12.08.2006

tamagotchi

não tenho a certeza se esta não é a pior coisa que já me aconteceu desde que me divorciei, mas hoje quando fui buscar a minha filha, a mãe dela tinha-lhe oferecido um tamagotchi e, neste momento, como a pequenita está a tomar um banho de imersão, sou eu que estou a tomar conta duma bola electrónica que pula e tem um ruído mais irritante que o último livro do Santana Lopes...

árvore de natal

tarefa da noite: fazer uma árvore de natal. A ver se me desenrasco...

há dias assim...

Uma tarde inteira a limpar o ninho. Vou agora levantar voo para ir buscar a cria, com quem vou passar o fim de semana. Há dias assim: hoje para além do estado civil de divorciado, sinto-me também um bocadinho divorciado do mundo. Sim, do mundo mesmo, o terceiro calhau a contar do Sol. Mas é só um bocadinho. Basta uma merda simples qualquer para tornar a falar com ele. Fico à espera.

mulheres em pinturas nos moliceiros (2)



AI QUE RICA PASSARINHA!...

12.07.2006

Conversa 52

eu - se calhar ela até está um bocadinho chateada...
ela - chateada contigo? naaa! não acredito que alguém se possa chatear contigo...
eu - pois... mas eu acredito. Já aconteceu várias vezes...
ela - então é parvinha, a miúda.
eu - não lhe chames parvinha, pá. ela é minha amiga e eu gosto dela.
ela - vês?! se até assim a defendes, é porque é parvinha em chatear-se contigo.
eu (só em pensamento) - foda-se!

subida instantânea no índice ivariano

Ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me, ela ligou-me... o ii sobe de cinco para treze.

preservativos

No Diário de Notícias soube-se que o Vaticano continua a não aceitar o uso do preservativo, Nada de estranho, acho eu, numa instituição que demorou quatrocentos anos a pedir desculpa a Galileu e mais de cem anos a fazer o mesmo a Darwin. Pode ser que daqui a uns séculos peça perdão a todas as vítimas de doenças sexualmente transmissíveis dos nossos dias. O que eu estranho mesmo nesta notícia do DN é os gajos terem estado dois dias numa conferência sobre “aspectos pastorais do cuidado das doenças infecciosas”. Eu não faço a mínima ideia do que é um aspecto pastoral do cuidado das doenças infecciosas, admito, mas... dois dias em conferência para não decidirem nada?! Quando é que estes ignorantes desaparecem do mapa e deixam as pessoas em paz?

12.06.2006

eyl male rakhamim

Tenho várias músicas de funerais, de sítios e culturas completamente diferentes. Este é um dos que gosto mais “Eyl Male Rakhamim” é hebraico e quer dizer “Deus cheio de compaixão”. Esta música é cantada por judeus, não apenas em funerais, mas também em memoriais. Sabe-se que já era cantada entre os séculos XI e XIV, em memória das vítimas das Cruzadas. Ouçam-no aqui, cantado por Ianet Leuchter, se quiserem. É um dos temas incontornáveis na minha selecção, quando preparo uma noite de música no melhor bar de Aveiro, onde vou pôr música a partir de Janeiro, todas as últimas segundas de cada mês.

mais um sms para me pôr de cama

"fazia-te bem deixares as pessoas que gostam de ti estarem mais perto de ti"
O indíce ivariano situa-se no cinco (5) neste momento. Vou ver se janto bem.

dois pedidos dum divorciado

1] quero aprender a falar crioulo. Eu sei que há vários crioulos, e que deve ser difícil porque não são línguas normalizadas, mas eu quero aprender na mesma. Alguém sabe onde é que posso fazer isso?

2] quero pedir a todas as rádios da região de Aveiro, e também às nacionais, que, por favor, não passem mais músicas dos Pólo Norte. Eles causam-me um nervoso miudinho aqui dentro que nem vos conto. Quer dizer, já contei.

mulheres em pinturas nos moliceiros 1



QUE RICA TAINHA AQUI TÁ

conversa 51

[aqui está uma conversa que amanhã me vou arrepender de ter publicado, mas, como diz um amigo meu: - "não te preocupes que tudo acaba na morte, bebe mais um copo"]

Eu – Mas fiz alguma coisa que não devia ter feito?
Ela – Não...
Eu – Pronto, tudo bem, então. Não percebo como é que parecias gostar tanto de mim numa noite e, pouco tempo depois, mudou tanto. Mas de facto não tenho que perceber nem pedir que me expliques.
Ela – Tu não mudaste nada. Para mim és o mesmo. A sério. Eu não estou preparada para ti... é só isso.
Eu – Olha, sabes? Esta conversa chateia-me um bocadinho. Não gosto de conversas redondas, *****. Prefiro mais pragmatismo... se não der não dá. Tu vais para um lado, eu para o outro. Estas coisas não funcionam sempre, aliás, comigo parece que raramente funcionam, por isso até já estou habituado.
Ela – Vês? Porque é que temos que ir cada um para seu lado?! Só porque já não vai haver sexo?
Eu (só em pensamento) – Não é cada um para seu lado mesmo, é só mais ou menos. Sei lá...
Ela- Isso é que me parece uma conversa redonda...
Eu (só em pensamento) – Foda-se!

apetecia-me

Hoje apetecia-me dormir com a ***** na casa dela. Nem era preciso sexo. Era só dormir com ela, para de manhã ela me dizer que estava atrasada para o trabalho, sair a correr e deixar-me lá sozinho, e depois mandar-me um sms à hora do almoço para saber se eu tinha trancado a porta. Pronto, apetecia-me. Também me apetecia outras coisas, mas esta apetecia-me mesmo, mesmo, mesmo. Só que não deu. Foda-se (só em pensamento).

12.05.2006

o frigorífico de um divorciado

E já que ando numa de cozinhas, vou mostrar-vos algo de muito íntimo: o meu frigorífico. No fundo não sou mais do que um livro aberto ao mundo.



congelador | um saco de pão congelado, esparregado, dez panadinhos filetes de pesacada e um saco de ervilhas

prateleira de cima | manteiga flora, mostarda, ketchup (vários), iogurtes de cereais e leite magro
prateleira do meio | iogurtes líquidos, gelatina de chocolate (feita ontem para a minha filha que almoçou comigo hoje), um tupperware com queijo e fiambre, maionese.

prateleira de baixo | doze cervejas cintra e uma cristal.

porta | manteiga e queijo ralado para cozinhar, alguns xaropes da minha filha, nudella para o pão (só a minha filha é que come), tabasco (sobrou dum almoço de família), vinho branco (uso em refugados), sumol (é o único refrigerante que gosto de beber) e vermute.

falta aqui a parte de baixo mas não faz mal, neste momento só tem cebolas e alhos. Agora não me apetece ir tirar mais uma fotografia, até porque me estou a preparar para saír. Pronto, já conhecem quase todos os meus segredos.

pensamentos catatónicos (38)

detesto esta sensação que, às vezes, se perde alguma coisa nos amores por se ser duma classe média remediada.

[update depois de ter jantado e já mais bem disposto]
se se perde alguma coisa por se ser um gajo de classe média remediada, então não se pode perder muito.

mulheres que eu gostava de poder não compreender (31)


Nome: Joan Osborne
origem: EUA
info: Esta mulher quase derreteu o meu objecto cardíaco há mais de dez anos, com este vídeo. Detesto piercings e tatuagens, mas em mim, note-se. Nas mulheres acho que ficam muito bem, normalmente. Na Joan aquele no nariz fica-lhe a matar. E a música é gira... E o que é vocês têm a ver com isso? Sei lá, o único valor do que digo aqui é que é verdade. De resto não sei... What if God was one of us? / Just a slob like one of us /Just a stranger on the bus / Trying to make his way home?

cozinha 0 - divorciado 1






Venci claramente a cozinha. Quero agradecer à Mayra Andrade (não sei se já vos falei nela) pela banda sonora que me motivou e me fez não desistir. Se vocês cheirassem agora a minha cozinha... hummmm... com o lava-tudo azul do supermercado Dia do retail Park (0,54€). O resto da casa continua uma desgraceira, mas eu juro não desanimar. Opá, Mayra, se estás a ler isto, quero dizer que és... sei lá, nem tenho palavras. Obrigado por existires!

lá lá lá

vou levar a minha filha ao médico, apesar dela estar muito feliz por estar doente, já que faltou à escola e deu para ficar comigo mais tempo. Depois mostro-vos a minha cozinha já arrumadinha, apesar de ninguém me ter oferecido ajuda. ;)

índice ivariano debaixo de mau tempo

Aveiro está debaixo de mau tempo, diz o Portugal Diário. Eu também estou, portanto, debaixo de mau tempo, diz o meu objecto cardíaco. O índice ivariano cai para 7.

alguém me ajude

são quase seis da manhã. ainda bem que saí esta noite. estou outra vez com o meu objecto cardíaco aos pulos. phónix! alguém me ajude...

12.04.2006

transparência

Falei agora com a minha ex-companheira ao telefone. Ela conhece-me tão bem que chega a assustar-me. Bem, assustar-me não, até porque ela é incapaz de fazer mal a quem quer que seja. Mas... já tiveram aquela sensação de que são totalmente transparentes para outra pessoa? Mesmo pelo telefone. Phónix...
Se esta merda não fosse a internet, e eu estivesse com vocês em carne e osso, por exemplo a jantar robalo grelhado, batatas cozidas e azeite, com uma garrafa de vinho tinto alentejano, servia-me pela segunda vez agora e pedia mais uma garrafa. No fim ainda bebia um uísque novo com o café.
Vou tomar um banho e sair. Fiquem felizes.

dia esguio



Não se fez tudo, mas pagou-se algumas contas, cortou-se o cabelo a pente 4, foi-se ver um familiar doente e ainda deu para tomar um café na praia. Também instalei uma preciosa ajuda para os próximos tempos de divorciado (tenciono fazer alguns jantares): uma máquina de lavar loiça. Agora vou é ter que arrumar a cozinha que está como podem ver nas fotos. Os dias livres têm a mania de ser esguios, mas hoje à noite ainda vou ao melhor bar de Aveiro beber uma cerveja preta, depois da meia-noite. É só isto, mas deste dia ficar-me-á ainda na memória uma preciosidade que esteve ao pé de mim na fila duma caixa do Carrefour agora mesmo. De certeza que era caboverdiana, pelo menos era muito parecida com a Mayra Andrade (não me lembro se já vos falei nela) e estava sempre a sorrir. Que pena eu nunca ter coragem para meter conversa...
Fiquem bem, por favor. Vou dar um avanço ao ninho e ainda aqui volto antes de ir beber um copo.

lista

para dois dias de folga, esta é a lista de afazeres dum divorciado. Não sei se consigo fazer tudo (não consigo de certeza), mas vou fazer o mais possível. Vou começar já. Vemo-nos ao fim da tarde. ;)

grupo 1]
cortar o cabelo com pente 4
pagar as contas todas de casa (incluindo as atrasadas)
passar as duas toneladas de roupa acumulada no corredor e fazer outra máquina
pôr essa máquina a secar
abastecer o frigorífico
abastecer o depósito de gasolina do automóvel
resolver um problema na Segurança Social

grupo2]
almoçar com a filha no intervalo da escola
tomar café numa esplanada da praia enquanto se faz desenhos num bloco pequenino
actualizar a leitura de alguns blogues (eu escrevo assim no plural porque para mim blog é um neologismo)
visitar um familiar doente
jantar com uma amiga
beber um copo com um amigo
trabalhar num livro infantil que se espera publicar em 2007
trabalhar noutro livro que se gostava de publicar antes de morrer
começar a fazer o storyboard dum filme que se espera fazer em 2007

Conversa 50

(eu comigo mesmo, há um bocadinho quando estava a chegar a Aveiro do trabalho)

Eu1 - Vais meter gasolina e depois ainda vais à praça beber um copo
Eu2 – Bem... deixa-te de ser parvo. É domingo à noite. Vais beber um copo para quê?
Eu1 – Só para descontrair. Passei o fim de semana prolongado fechado, ou num escritório ou numa cabine de cinema... nem falei praticamente com ninguém, a não ser pelo telefone.
Eu2 – Vá... a vida não acaba aqui. Vai mas é para casa e toma um banho quente. Bebes lá uma cervejita e tá-se bem...
Eu1 – Epá... tens razão. Provavelmente nem vou encontrar ninguém...
Eu2- Exacto. Vá lá. Casa, casa, casa, casa.
Eu1 – Ok! Mas apetecia-me mesmo dar dois dedos de conversa...

mulheres artistas que não compreendo (12)



Kara Walker
Kara Walker nasceu em 1969, apenas dois aninhos antes de mim. É americana e negra. Ser negra não interessaria se não baseasse todo o seu trabalho no facto de o ser, remetendo-o normalmente a imagens e instalações sobre esclavagismo. É dela a frase: - “Todos trabalhamos imenso para mudar os comportamentos raciais, mas é como tentar agarrar uma enguia molhada”. O que mais admiro nela, para além de ser mulher, é que mistura no seu trabalho uma cuidada ingenuidade com uma dose de agressividade e perversidade imensa.
Para quem tem curiosidade sobre estas coisas, e caso não a conheça, vale a pena procurar no google por mais informação. A sério que sim.

12.03.2006

uf!

Três dias seguidos a trabalhar até à meia-noite, mais coisa menos coisa. Amanhã vou dormir até às duas da tarde ou assim, e à tarde vou à praia mesmo que esteja a chover. Porque é que isto tem interesse? Sei lá, acho que não tem interesse nenhum, mas gosto de sentir que passam aqui pessoas com quem posso ter uma boa conversa de café. Ah! Renovei o meu site pessoal. Se não tiverem mesmo mais nada que fazer...

frase da noite

Se arranjares alguém espero que não deixes de falar comigo...
E eu (só em pensamento e várias vezes)- Foda-se!

12.02.2006

Pensamentos catatónicos (37)

Estou na dúvida se devo ir pra uma coisa que não é a sério. Que nunca vai ser, aliás. Acabou de me dizer ao telefone que eu pareço uma criança, e parecia um bocadinho zangada com qualquer coisa. Phónix! Depois disse-me para eu ver se saio deste "mundinho em que vivo", e desligou. I´m the antipope... I´m the antipope...

12.01.2006

mulheres que eu gostava de poder não compreender (30)



Nome: não sei :(
Origem: Molvania (país fictício)
info: entra em todos os vídeos dos Zlad, que são só dois até agora, e com aquele cabelo pintado fica montes de gira. O que é que hei-de fazer? I´m the antipope... I´m the antipope...

feeling

Foi só um feeling. Mas ainda assim... o índice ivariano sobe dois valores e volta ao 10.

parabéns às duas

Parabéns e mais parabéns...

conversa 49

(a três, em minha casa, com vermute nos copos)

Ela – Acreditas no amor à primeira vista?
Eu – Claro que sim, mas também acredito que à segunda vista esse amor já pode ter acabado.
Ele (ri-se) – Fala a voz da experiência.
Eu – Uma das coisas que a minha experiência de casado me diz, é que quando alguém passa os dias a dizer que gosta muito de ti, é porque não tem a certeza que gosta realmente de ti. Mesmo que o diga durante anos e anos...
Ela – Não estás a ser pessimista?
Eu – Não. Estou a ser realista. Isso já nem me interessa muito...
Ela – Mas... não tens vontade de começar alguma coisa com outra pessoa?
Eu – Neste momento nem sequer tenho outra pessoa em vista. Já tive, mas agora não tenho.
Ela – Mas arranjas num instante...
Ele – Iá.
Eu – Olhem que não. Isso não é assim tão simples. Às vezes nem sequer chega duas pessoas gostarem uma da outra.

pensamentos catatónicos (36)

Ela disse-me que tem um namorado há quase dois anos mas nunca o viu pessoalmente. Vai vê-lo no próximo fim de semana pela primeira vez. De resto só falaram no messenger. Eu respondi: - "Ah!". Sabia lá o que é que havia de lhe dizer.