3.07.2011

respostas a perguntas inexistentes (135)

Por estes dias estou de visita ao Alentejo, numa casa caiada de branco e que tem a porta principal durante mais tempo aberta do que fechada. De vez em quando, e com alguma regularidade, um ou outro vizinho entra por ela para dizer alguma coisa, seja perguntar pelas crianças (que nesta terra podem sempre estar em qualquer lugar), seja para oferecer alguma fruta ou carne. 

Gosto do Alentejo também por isso. A solidão que parece povoá-lo à primeira vista, desaparece quando o conhecemos melhor. Em Aveiro ou no Porto, as cidades por onde vou dividindo os meus dias, é impensável ter a porta de casa sempre aberta, para que em caso de necessidade um vizinho possa entrar sem ter que bater. Ontem estava a pensar nisto e em como o Amor também é uma necessidade.

19 comentários:

Ana ツ Diario da Mamã disse...

Tão verdade...

TheWriter disse...

Quando era pequena, na minha casa também funcionava assim. A porta sempre aberta para quem quisesse entrar. Agora não, chegamos mesmo a discutir o facto da porta estar aberta, porque não pode ser.
Digamos que o Amor entrava pela porta aberta, e não pode entrar quando a porta está fechada.

Mi disse...

Isso é uma prática generalizada nos meios mais pequenos. Seja no Alentejo, seja no Norte. Quando visito a terra da minha mãe, uma aldeia algures em terras de Viseu, o cenário é o mesmo. A porta sempre encostada, as pessoas que a abrem muitas vezes para apenas dar os bons dias,...
kiss

LM disse...

http://fuivereraoovario.blogspot.com/2011/01/nao-me-percebo.html

;)

Helena disse...

Eu também adoro o Alentejo!
É aproveitar tudo muito bem, a comida, a vizinhança, o sossego...:)

bagaco amarelo disse...

ana diárioa da mamã, :)

the writer, :)

mi, pois... eu conheço algumas terras pequenas do Norte e, da mesma forma que vejo as portas abertas no Alentejo, nunca as vi no Norte. :)

lm, :)

helena, exacto. tenho aproveitado. :)

memyselfandi disse...

Na minha terrinha também ainda se mantém a porta principal quase sempre aberta e é o único lugar em que me permito largar por algum tempo o olhar do meu filho. É das coisas que mais aprecio quando lá vou.
Oh! Então não! =)

bagaco amarelo disse...

memyselfandi, :)

Briseis disse...

Esses sítios são Santuários! A paz que dá ver uma porta aberta. É logo um atestado de pacatez...

Fatyly disse...

Alentejo e não só e gostei da comparação com o Amor..."uma necessidade"!

bagaco amarelo disse...

briseis, concordo. :)

fatyly, obrigado. :)

Rana disse...

Também gosto do Alentejo.
Principalmente, das suas planícies, que parecem não ter fim.
Gostava de ter asas para as sobrevoar e sonhar.

bagaco amarelo disse...

rana, :)

Sally disse...

Grande conclusão que chegaste com uma coisa tão simples, mas no fundo tão complexa como deixar a porta principal aberta :)

EK disse...

Belo relato. A beleza está em todo lado assim que nos sintamos bem connosco. Acho eu.

bagaco amarelo disse...

sally, :)

ek, achas bem. :)

EJSantos disse...

Há mais sitios para viver do que Lisboa ou Porto (já vivi num, agora vivo noutro :-0 )
Por exemplo, Aveiro... ;-)
(gosto muito de Aveiro)

Estudante disse...

Conclusão: vamos deixar a porta aberta; às pessoas e ao amor :)

bagaco amarelo disse...

ejsantos, em Aveiro está-se bem, até porque estando em Aveiro também se está no Porto. :)

estudante, boa. :)