6.17.2011

respostas a perguntas inexistentes (159)

o erro

Sem o ter percebido, acho que fiz este blogue para falar de Amor numa altura em que ele, escorregadio, me escapava das mãos. Falar de Amor é difícil porque nunca conseguimos dizer o que realmente queremos dizer. Falar de Amor é fácil porque, diga-se o que se disser, quem lê entende sempre alguma coisa, mesmo que não o seja dito. É aqui que começa a complexidade do Amor e é aqui que ela acaba, e foi esse começo e esse fim que eu sempre quis aqui pôr.

Este blogue fala de um erro, porque o Amor é sempre um erro que cometemos. Um desacerto constante na vida. Apercebi-me disso ou, na melhor das hipóteses, convenci-me disso aqui mesmo, quando me dei conta que todos os dias, mal ou bem, escrevia torto por linhas direitas. É isso que é o Amor, uma sinuosidade na recta da nossa vida.

Olho agora para esse tortuoso caminho com a distância que me permite vê-lo melhor, e essa distância é a de um homem apaixonado. Há um ditado que diz que quando o que queremos ver é grande, vemos melhor se nos afastarmos. O Amor é sempre grande, o desamor também. Apaixonemo-nos para os ver melhor. Cometamos esse erro que enruga a estrada que nos liga do dia em que nascemos ao dia em que morremos, e que nos parece sempre ser a menor distância possível entre dois pontos. É o melhor erro que podemos fazer. Não sei mais nada, mas isto sei.

12 comentários:

Fatyly disse...

Quando falas de Amor é quase sempre aquele amor entre dois seres, também já tive esse pedacinho do ceú, mas...sabes o resto, eu amei sem ser amada.
Vinte anos depois e "olhando para esse tortuoso caminho com a distância que me permite vê-lo melhor", digo que valeu apenas as pequeninas flores que embelezeram essa estrada e nunca mais voltou a acontecer...e englobo o Amor em tudo o que me rodeia e faz de mim o ser que sou, com defeitos, mas sem companhia loll e bastante feliz por ver que há quem se ama em uniões sinceras e reais.

Até que cometeria de novo esse erro, mas cadê? é que não tenho jeito nem pachorra para letreiros, publicidade e muito menos andar à caça e bailes horrorosos... balha-me deus o que eu já ri só de pensar:)

Estás feliz e isso é que interessa!

bagaco amarelo disse...

fatyly, tendo em conta que nesta matéria nunca sabemos o que o dia seguinte nos reserva, acho que fazes muito bem em englobar o Amor em tudo o que te rodeia. Cada um de nós tem a sua própria experiência de vida, e portanto a minha não é para levar como exemplo de nada... beijinho. :)

Bernardo disse...

É assim

bagaco amarelo disse...

bernardo, :)

Malena disse...

Concordo "ao cubo"!! ;)

bagaco amarelo disse...

malena, :)

Anónimo disse...

penso q ue o melhor é nunca teorizar amor. este não nda que ver com teorias. apenas quer ser vivido. qualquer expressão dele fica sempre aquém do mesmo.

abraço

bagaco amarelo disse...

anónimo, ou isso ou o melhor é fazermos o que nos apetecer. abraço. :)

Estudante disse...

Acho interessante que escrevas "Amor" e outras palavras daí derivadas com maiúscula :)

bagaco amarelo disse...

estudante, Os nomes próprios começam por maiúscula. Amor é o nome próprio do meu melhor amigo. Por coincidência também do meu melhor inimigo. :)

Helena disse...

"Apaixonemo-nos " então! :)

bagaco amarelo disse...

helena, exacto. :)