4.17.2008

conversa 672

Ele - Tu não lutaste o suficiente por ela, pá. Não foste à luta.
Eu - Lutar? Achas que não tenho mais nada que fazer?
Ele - Quando se gosta muito duma gaja tem que se lutar por ela. Elas gostam disso...
Eu - Quando gostas muito duma gaja, se ela tentar alguma coisa contigo, tu vais recusar só para a obrigares a lutar por ti?
Ele - Claro que não.
Eu - Pronto é isso. Se uma gaja quiser obrigar um gajo a lutar por ela é porque não gosta suficientemente dele. Então não vale a pena a não ser, talvez, para uma noite ou duas.
Ele - Não percebes mesmo nada de mulheres. Nós somos homens, é diferente.
Eu - Está bem, não percebo nada de mulheres, pronto, mas percebo de mim e eu não me sujeito a essas coisas. Além disso detesto o verbo lutar. Isso quer dizer o quê, relativamente a uma mulher?
Ele - Quer dizer que elas gostam de nos ver a sofrer e a insistir por elas.
Eu - Se uma mulher gosta de me ver a sofrer por ela então não gosta de mim. Então eu não vou investir nela.
Ele - Vais ficar sozinho muito tempo mesmo.
Eu - Pelo menos tenho tempo para mim...

51 comentários:

Man Next Door disse...

subscrevo!

quem quer luta, vai ao boxe ou ao wrestling!

Peter Mary disse...

Hé pá esta é das maiores verdades que já escreveste por aqui. Concordo plenamente. Mas a parte mais INCRIVEL dessa cena é que elas têm consciencia disso e defendem com unhas e dentes um ponto de vista, que sabem que não é racional nem razoavel, como se fosse uma absoluta.

Abraço

Anónimo disse...

Eu concordo contigo. Mas eu detesto esses jogos idiotas que se fazem. Não ligues hoje que pareces demasiado ansioso; faz-te difícil, deixa-a sofrer; não vás para a cama com ele cedo demais, vai pensar que és uma fácil... É que não há pachorra!

*
mariana

Luis Pinto disse...

Sempre achei que esta era das coisas mais imbecis que tinha ouvido... Mas o estúpido é que é verdade. Um gajo mostra-se demasiado disponível e interessado a princípio, tá tudo lixado. Mesmo a meio da relação, se nos mostramos garantidos, ganhamos um par de patins num instante.

E também já me aconteceu ao contrário - se se mostram demasiado interessadas eu perco o interesse - e normalmente fico obcecado pelas que não querem nada comigo...

Flávio disse...

É que é mesmo assim. Se ela quer que se lute muito é porque tá-se a cagar. Igualdade de tratamento, "mainada".
(vou plagiar-te)
Abraço

Joana Amoêdo disse...

Concordo contigo. Depende muito da situação em causa mas também acho que quando existe convergência de sentimentos não precisas propriamente de andar a tentar convencer a outra pessoa de que devem ficar juntos. Isso parece marketing agressivo e não sedução. Pelo menos tu já chegaste a essa conclusão, eu também (demorou), mas nem toda a gente lá chega...

qrestina disse...

E se substituirmos o verbo "lutar" por "conquistar"?

Bem sei que esta é mais outra pancada descabida das mulheres... mas acho que para muitas de nós é importante sentirmo-nos conquistadas. Podes chamar-nos de inseguras, tótós, presunçosas ou aquilo que quiseres... isto é um facto!

Motivo para preocupação será se nós, mulheres, não estivermos preocupadas em conquistar quem está connosco. Nesse caso, digo com sinceridade: não vale a pena perder tempo com uma mulher assim.

Anónimo disse...

E ainda bem que não percebes nada de mulheres!
No dia em que perceberes, ainda achas que o blogue deixa de fazer sentido e eu perco uma das minhas leituras!
;)
Tens razão no que dizes, mas não te esqueças que nem sempre as mulheres podem fazer o que querem... ou, pelo menos, à mesma velocidade dos homens.

Estrelita disse...

axo que sim!!

Anónimo disse...

Estas cheio de razão, quem gosta não faz o outro sofre. Não te preocupes não faz ficar muito tempo sozinho :-)

rafaela disse...

Nisto, não podia concordar mais contigo, não entendo o prazer meio sádico desta coisa... entendo que se lute por uma relação quando há factores contra e nos parece que mesmo assim vale a pena, entendo que se lute contra preconceitos, que se lute contra distancias para as diminuir, que se lute contra o mundo por alguém que nos dizem não ser para nós quando sabemos que é... Não entendo é que tenha de se ter alguém aos nossos pés para nos sentirmos valorizados, gosto acima de tudo de igualdade, de me mostrar ao mesmo nível de quem quero...

é isso =)

Hélder disse...

Sinto o mesmo. Não gosto da palavra lutar e não gosto da palavra conquista.
Nas relações, acho que os dois devem estar numa posição de igualdade, e não de supremacia uns sobre outros.

Abraço!

Anónimo disse...

Apoiado... :)

Victor disse...

Bagaço
Tens toda a razão!!
Ou mudamos todos o pneu do carro ou deixa de haver igualdade entre nós/elas.
Por isso, não queremos lutas mas sim conquistas mútuas!! E para isso, também gostamos (ó se gostamos) de ser conquistados.
Tal como para nós, é conveniente que as imaginações delas sejam férteis (há aqui algum erro?)

vr disse...

mais vale só que mal acompanhado... e concordo contigo, quando se gosta, minimamente, evita-se que o outro sofra... abraços

Anónimo disse...

Mas que diabo de mulheres é que têm encontrado?
Ficaram um pedacinho amarguitos não?
As mulheres não são todas assim.

L u i s P e s t a n a disse...

Quem fala assim não é gago

Sou... disse...

Não é o "lutar" que interessa, mas a maneira e intensidade que se demonstra o interesse em... Pensando nisso, a falta de insistência denota a falta de interesse.
A parte do fazer "sofrer" é macabra e não é justa na apreciação do "Ele"!
bjs

Sou... disse...

Não é o "lutar" que interessa, mas a maneira e intensidade que se demonstra o interesse em... Pensando nisso, a falta de insistência denota a falta de interesse.
A parte do fazer "sofrer" é macabra e não é justa na apreciação do "Ele"!
bjs

Ivar C disse...

man next door, exactamente. :)

peter mary, pois têm.. normalmente têm. :)

mariana, não há pachorra mesmo... e eu já jogo mais. :)

luis pinto. a mim n é isso que me faz ou não perder o interesse. de resto é verdade. :)

flávio, tá na boa. :)

debbie harry, lol, já chegámos mas se calhar custou um cadito. :)

qrestina, o problema é mesmo esse, quando se acha possível confundir os dois verbos. :)

i, olha que não perdes nada... este blogue é um vício. :)

bruxita :)

nenufar com sardas, obrigado... e é mesmo isso. :)

rafaela, exacto, é como se se escolhesse a guerra permanentemente em vez da paz. :)

htsousa, chama-se a isso socialismo emocional, lol. chamo eu, pelo menos. :) abraço

anónimo. :)

victor, lol, não há erro nenhum. é mesmo isso :)

vr, essa é a questão central :)

sibila, podia fazer uma lista, lol :)

pestana, ou então é gago mas está farto, lol :)

sou, exactamente, bjs :)

Anónimo disse...

"olha que não perdes nada"

Traduz lá...
Era tipo "mesmo que passe a compreender, não deixo o blogue"?

Ivar C disse...

i, é mais um "compreender as mulheres na sua plenitude... não me vai acontecer" :)

Anónimo disse...

Pois não.
É mais dificil que procurar o Santo Graal. Pelo menos, esse, calcula-se que possa ter existido!

Ivar C disse...

i, eu nem nisso acredito :)

Anónimo disse...

Nao é a crença que está em causa.
É que, ainda que não acredites, há uma possibilidade de que possa existir... ao contrário da compreensão masculina sobre a feminina!
:)

Ivar C disse...

i, lol... a compreensão masculina sobre a femininatalvez possa existir tb. :)

Anónimo disse...

eu acho que tu percebes bastante de mulheres e às vezes até pensas como nós!

Beijinho,
Caricas

Ivar C disse...

caricas, percebo o suficiente para perceber que não percebo. :)

Anónimo disse...

Assim como o Universo poderá não ser infinito, mas não será nas próximas gerações que alguém o descubrirá.
:)

Ivar C disse...

i, lol... descobrirá sim... aliás, o universo é finito e pronto. :)

Anónimo disse...

Esse "pronto" era o "end of story"?
:)

Ivar C disse...

i, é a teoria científica mais aceite... :)

Anónimo disse...

Mesmo?
Tipo o Universo é como uma pizza gigante que quando acaba as naves caem no buraco?
(Acho que já ouvi uma versão comparavel no sec XV).
Lol.

Ivar C disse...

i, lol, um buraco existe. o nada não existe. :)

Anónimo disse...

E se fosse uma parede também existiria... portanto ficariamos aqui o dia todo...

Mas já agora, a ver se tu me consegues decifrar isto:
-Que aconteceria se uma força imparável encontrasse um barreira intransponivel?
Hum?

Ivar C disse...

i, desintegração, acho eu.:)

Anónimo disse...

E se ambas fossem indestrutiveis?

Ivar C disse...

i, a indestrutibilidade não existe. :)

Anónimo disse...

Não sabes. Só nunca te deparaste com ela, mas isso não implica, à partida, que não exista.
:)

Rui disse...

Um bloquista que não gosta do verbo lutar???

Saber lutar é uma virtude, mas saber desistir também o é.

Ivar C disse...

i, a física diz que não existe, portanto... :)

rui, tenho uma visão da forma como o socialismo se deve impor muito pacífica... a luta pode, claro, ter uma interpretação não violenta. aí sim... :)

Anónimo disse...

a luta tem o seu quê de fantástico :)lá isso tem :)))

Ivar C disse...

that's all folks, a luta política tem. :)

coisas minhas disse...

lol.. nada a ver.. o pessoal acha engracado ver que gostam de nos, que lutam e sofrem ( um poouco).. ver o que podem ou conseguem fazer para que nos lhe demos um pouco de atencao

Nuno disse...

esse conceito de luta deixa muito a desejar...
penso o mesmo: "Se uma gaja quiser obrigar um gajo a lutar por ela é porque não gosta suficientemente dele."
Na verdade também gosto daqueles jogos de "conquista". Agora "luta"? Quem quer lutar que entre num ringue ou algo do género. ^^

moi chéri disse...

Não li as respostas todas, por isso não sei se vou repetir ideias, mas acho que não é uma questão de lutar, é mais de nos sentirmos especiais, de não sentirmos ser mais uma. e muito melhor que "mostrar" estar disponível ou "mostrar" ser frio ou "mostrar" qq outra coisa, é ser-se o que se é. Sem querer "mostrar" nada. Por melhor que se consiga "mostrar" apenas o que se quer, por melhor que se consiga fabricar o que se quer mostrar... é sempre esforço em vão... eu se sinto que se estão a fabricar à medida daquilo que pensam que eu quero... é mais de meio caminho andado para eu me meter ao caminho... na direcção oposta!

Maria Arvore disse...

Talvez eu seja radical mas penso que mais vale só que mal acompanhada.

É que nem eu sou um território para conquistar nem o outro é meu senhor. É que sou muito pelas cooperativas feitas com as charruas dos nossos corpos inteiros.

E se há mulheres que pensam como ele desta história... não os compreendo. :(

Ivar C disse...

tanokas, eu cá n acho nada engraçado. :)

anti, de acordo. totalmente. :)

moi chéri, percebo o que dizes... a fronteira entre o que é insegurança e dar desprezo é muito ténue. o normal numa relação é ambos serem especiais, se não for assim, não vale a pena. :)

maria árvore, pois... mas há mesmo... ou então sou eu que tenho azar. :)

Solo disse...

Quando era um adolescente tímido e dava os primeiros passos nas lides do cortejamento, conheci uma menina lisboeta e mais velha do que eu uns 3 anos por quem me apaixonei loucamente sobretudo porque ela era de ir às lágrimas quando se punha em fato de banho, e porque era Verão. Numa noite em que me sentia mais corajoso lá lhe fiz uma proposta mais atrevida, mas recebi um rotundo não, e fui a correr enfiar-me no buraco mais fundo que encontrei. Dias mais tarde, a mesma menina, porque fazíamos parte do mesmo grupo de amigos de Verão, ao ver-me taciturno e que me escondia dela, veio ter comigo e disse-me, que nunca, mas nunca devia, como naquela noite tinha feito, desistir-se à primeira tentativa daquilo que se queria muito.

Agora que já estão todos com a lágrima no canto do olho, serve a pequena narração para dizer que o que acho mesmo, é que não acho que sejam as gajas que nos obriguem a lutar por elas. Nós é que nos obrigamos a isso se queremos muito, ou não.

redonda disse...

Ainda não li os posts anteriores, mas neste não se está a generalizar demais? Eu penso que as mulheres não são todas iguais, assim como os homens não são todos iguais, e mesmo consoante a relação que se começa a ter se poderá ser diferente. E então, poderá não ser um jogo, mas insegurança, querer ter a certeza de que o ele ou o eu ou o tu está mesmo interessado nela.

Ivar C disse...

solo, obrigado pela tua narrativa. :)

redonda, generalizar é sempre um erro, sim. por isso é que se deve ler isto tendo em conta a devida margem de erro. :)