7.01.2011

coisas que fascinam (129)

o ninho das cegonhas

Estou habituado a ver os ninhos das cegonhas nas chaminés de fábricas abandonadas ou nos postes de alta tensão da região de Aveiro. A semana passada, na viagem que fiz a Marrocos, vi pela primeira vez ninhos de cegonhas em árvores. "Que estranho, as cegonhas também fazem ninhos em árvores", pensei imediatamente.
Foi um pensamento absurdo, que as árvores já cá estavam antes das fábricas e dos postes de alta tensão. Estavam cá para, entre muitas outras coisas, receberem os casais de cegonhas que queriam construir um ninho e constituir família.
As cegonhas são animais monogâmicos, o que quer dizer que constroem um ninho para viver toda a vida com o/a mesmo/a companheiro/a, e vivem assim assim alheadas ao que as rodeia e à própria civilização. Por um segundo, mas mesmo só por um segundo, passou-me pela cabeça que talvez pudéssemos aprender qualquer coisa com elas.

23 comentários:

Anónimo disse...

Aprende lá o que tu quiseres com elas, menos especares-te no meio da faixa da auto-estrada ao ponto de quase me fazer começar mal o dia. E foi na semana passada.
CR

bagaco amarelo disse...

cr, eu?! :)

Anónimo disse...

lol, não, uma cegonha daquelas que vivem nas barras por cima da A25.
CR

bagaco amarelo disse...

cr, ufa! sei quais são... :)

*Lili* disse...

Olha sem dúvida! Aprender com os animais pelos vistos é o que está a dar, ou devemos antes dizer animais a ensinar animais (nós)? O.o Acaba por ser o mais acertado de se dizer, embora talvez uma ofensa para os animais animais :P

bagaco amarelo disse...

lili, lol. :)

Salsa disse...

é um animal admirável mas ao mesmo tempo muito porco para os meus padrões gosto de as ver a voar e nos ninhos mas não gosto de as ter perto de mim.
Sabias que aqui na Europa são espécie protegida e no norte de África são petisco?
Aqui em Espanha existem zonas que são centenas ou talvez milhares de ninhos inclusive alguns em árvores.
No fim de semana que foste a Marrocos eu fui almoçar aí a tua terra com uns amigos e beber uns copos e tive o mesmo pensamento do CR por causa das cegonhas por cima dá A25.

bagaco amarelo disse...

salsa, as cegonhas de Aveiro alimentam-se na lixeira e na celulose de Cacia... não creio que seja boa ideia comê-las. :)

Estudante disse...

Acho que, tal como tu, também acharia estranho encontrar um ninho de cegonha numa árvore... tal é a nossa tendência a acreditarmos só naquilo que vemos.

Não sabia que eram passarinhos tão fiéis! Sempre a aprender ;)

bagaco amarelo disse...

estudante, são... os cisnes também. sempre achei isso bonito. :)

Olga disse...

Para muitos seres humanos monogamia é antónimo de liberdade e talvez por isso lhe tenham criado alguma aversão.

No Ribatejo também fazem ninhos nas árvores. Conheço uma em especial que alberga uma comunidade de cegonhas enorme.

AR disse...

Bom Dia!

Nas tuas experiências como viajante está a faltar-te uma visita ao Alentejo profundo porque o que não falta por lá são ninhos de cegonha em árvores ;) ...também em escarpas junto aos rios, casas em ruína e basicamente em qualquer outro lugar alto como postes de alta tensão :)

Ana

bagaco amarelo disse...

olga, a monogamia até tem a ver, seja em que espécie for, com a forma de reprodução e sobrevivência da espécie... a poligamia também. mas eu continuo a admirar as cegonhas. :)

ar, eu adoro o Alentejo. Todo ele... mas de facto nunca tinha visto cegonhas em árvores. nem sequer em Serpa, quando lá ia... :)

memyselfandi disse...

Por aqui também há muitas. Algumas são bem famosas, fartam-se de aparecer na TV porque Têm os ninhos em lugares emblemáticos da cidade. Gosto de as observar. Também já dei por mim a pensar a mesma coisa... =)

bagaco amarelo disse...

memyselfandi, quando aí vou passo a vida praia... é por isso que não as vejo. :)

Malena disse...

Ora! Elas só são fiéis porque estão geneticamente calhadas para isso! Não nos imagino a fazer engenharia genética para ficarmos parecidos com as cegonhas! ;)

bagaco amarelo disse...

malena, credo. :)

Anónimo disse...

No Ribatejo já vi arvores cheias de ninhos de cegonhas. Para mim, não é novidade.

Quanto a aprender alguma coisa com os animias, por que não? Do género "comer, dormir e fornicar"...
:-)
Fiquei bem disposto.

EJSantos

Fatyly disse...

Em Angola e sobretudo em Luanda eram às centenas e sempre em árvores. Não eram comestíveis, mas o certo é que nos 3 últimos anos de guerra civil...elas desapareceram por completo.

Recordo-me de um casal de cegonhas terem o ninho no topo de uma mangueira de um vizinho nosso, e como miúda (uns 6/7 anos) ficava horas a apreciar a sua energia e beleza. Mas não achei graça nenhuma quando um dia uma delas fez uma rasa no nosso quintal e levou uma boneca da minha irmã mais velha, que a tinha posto "sentadinha" num muro. Não pelo acto da cegonha (nunca percebi a razão de a ter levado para o ninho que por lá ficou) mas pela berraria feita pela minha irmã, que eu e o meu irmão a seguir a mim ficámos tão felizes porque ambos só faziamos patifarias à pobre coitada que ficou traumatizada até hoje loll

Já fiz a A25, mas como não era eu que ia a conduzir pude apreciar esse espectáculo maravilhoso, porque é uma ave lindissima!

Podiamos aprender sim, pelo menos no que toca ao respeito que deveriamos ter mais uns para com os outros.

bagaco amarelo disse...

ejsantos, boa! :)

fatyly, sim, pelo menos as aves não têm que pedir um certificado para emigrar. a boneca foi, com certeza, para o ninho dela. :)

Helena disse...

Devias de ve-las na zona de Alcácer do sal...lindas! :)

bagaco amarelo disse...

helena, pois são... Alcácer do Sal também. :)

Anónimo disse...

Olá!
Só conheci o teu blog hoje. Estou a trabalhar com esta página aberta :) às vezes faço um intervalo e leio uma publicaçao. Acho simpático a maneira como expoes os teus pensamentos/sentimentos.

Enquanto lia esta publicaçao tb eu senti algo de vontade de nos refugiarmos no nosso ninho longe de tudo mas quando terminei de ler o primeiro pensamento foi: se as cegonhas falassem como nós... talvez nao aguentassem toda uma vida juntos e isolados...
Que tenhas um bom dia,
sm