7.30.2009

pensamentos catatónicos (186)



Liu Bolin é um artista chinês que se pinta de maneira a confundir-se com os elementos da paisagem urbana, conseguindo tornar a sua presença invisível. O tema não é novo, retratar a solição do indivíduo nas grandes urbes, mas a forma como o faz sim, é inovadora. A mensagem de Liu é tão política que foi um dos muitos artistas que viu o seu atelier fechado durantes os Jogos Olímpicos de Pequim. É como se o governo chinês se recusasse a aceitar a esfera individual de cada um dos seus cidadãos...
Estava a ler um artigo sobre ele e a pensar como isto também acontece no amor ou na falta dele: uma pessoa tornar-se invisível para outra mesmo que viva com ela. E tal como o governo chinês, também dentro de casa há normalmente uma recusa em aceitar de imediato a situação. É por isso que às vezes fingimos que na nossa vida não há problema nenhum...

7 comentários:

RPM disse...

Onde está o Wally?

Silvia Gonçalves disse...

É.......................

Somos assim mesmo... as vezes nos tornamos invisíveis perante o mundo, as pessoas, a vida...

Esperando sempre que algo possa vir e modificar tudo...

Bjos

GiGi disse...

Não gosto do Comunismo. Mas, gosto do "ter em comum" :-)

bagaco amarelo disse...

rpm, :)

silvia gonçalves, exacto... e é um fenómeno estranho... :)

gigi, eu gosto do comunismo, sim, até porque gosto do "ter em comum". só não acho que o comunismo seja a experiência cubana, soviética, coreana ou chinesa... :)

zeni disse...

"É por isso que às vezes fingimos que na nossa vida não problema nenhum..."

Assumir um problema custa muito (nem sempre somos capazes de o fazer) e dá muito trabalho...é mais fácil, mais cómodo, fingir que está tudo bem. No amor ou noutra coisa qualquer...

Nirvana disse...

"Aceitar a esfera mindividual de cada um dos seus cidadãos"... Aí está a grande questão.Aceitar cada um como ele é.

bagaco amarelo disse...

zeni, pois é... e é algo que se aprende com o tempo. :)

nirvana, exacto. :)