6.05.2009

conversas 1252

Ela - O meu marido diz muitas vezes que sente que eu e ele não somos apenas um.
Eu - Um quê?
Ela - Um. O que ele quer dizer é que gostava que nós formássemos uma pessoa só, que dividíssemos tudo, que estivéssemos sempre juntos, que vivêssemos apenas como um só...
Eu - Ah! Já percebi... não gosto desse tipo de paleio.
Ela - Nem eu...
Eu - Vocês são dois e não há volta a dar a isso. O amor não pode ter nada a ver com a extinção da nossa individualidade...
Ela - É o que eu acho... mas ainda não tive coragem de lhe dizer...

16 comentários:

zeni disse...

"Um. O que ele quer dizer é que gostava que nós formássemos uma pessoa só, que dividíssemos tudo, que estivéssemos sempre juntos, que vivêssemos apenas como um só..." - QUE ENJÔO!

Bichana disse...

Também nunca fui apologista dessa ideia de dois serem um...nem de perto nem de longe.

toma lá Fresquinho disse...

curioso ... mas isso costuma ser conversa de mulher ! pelo menos já ouvi, vindo sempre da boca de mulheres!

também concordo com voces os dois ...

bagaco amarelo disse...

zeni, lol.... é um enjoo, sim. :)

bichana, a mim dá-me medo. :)

toma lá fresquinho, dizes que é demulher por seres homem, acho eu. eu também o diria... mas se calhar é mais conversa de quem gosta de ter um título de propriedade sobre outra pessoa. :)

Paula disse...

confesso que tb não acho grande piada è teoria do um só e só um!
aliás, nem a percebo muito bem...

Anónimo disse...

Nos dias que correm, já ninguem pensa dessa maneira, penso eu.
Cada um tem que ter o seu espaço

GiGi disse...

É, na verdade, não é bem coisa de mulher. Quem tem muito esse papo de ser "um", é o Cristianismo. Não sei em relação às outra religiões, mas, quando católica, eu ouvia muito sobre isso. A própria Bíblia diz, "... o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e juntos serão uma só carne". Por isso mesmo, esse 'paleio' (gostei disso, lol) que muitas pessoas têm.
Obviamente, é um potencial destruidor da individualidade. E muitos casamentos acabam-se exatamente por isso.

LittleHelper disse...

Muitos de nós (homens ou mulheres) acham que por colocar uma anilha (aliança) no dedo do outro lhes dá o direito de controlar, e que basta soprar no apito para que a ave-rara venha direitinho para o "pombal"...

É certo que há que haver romântismo, partilha e companheirismo, mas isso não quer dizer abdicar da própria consciência. Aí seriamos simples marionetas.

Miepeee disse...

Credo, com um marido assim era meio caminho andado para me por a andar.
Ha pessoas muito lapas e lamechas que ate enjoam.

Lizard King disse...

Acho que o ideal numa relação é sermos 3: O Eu, o Tu e o Nós. Partilha-se o que tem e se quer partilhar mas sempre tendo em primeira linha a liberdade de cada um e a sua individualidade.

O "sermos 1" para mim sempre quis dizer que 1 tinha de se anular perante o outro, o 1 está "feliz" e mantem as suas necessidades satisfeitas e o outro ninguém sabe :/
Quando o 1 se aborrece salta fora e o outro, entretanto viveu tanto tempo a "sermos 1" que já se esqueceu que é uma pessoa com vontades e gostos próprios.

Como é que se ama alguém que se aniquila em prol de um pseudo-narcisismo? E como é que se ama alguém vivendo anulado?

Sou fã do "somos 3" :)

ComoHacerElAmor disse...

aE QUE IMPORTA SER SO UM SI SEMPRE NO AMOR PODES SER MAIS MUITO MAIS QUE DOIS.

ComoHacerElAmor disse...

aE QUE IMPORTA SER SO UM SI SEMPRE NO AMOR PODES SER MAIS MUITO MAIS QUE DOIS.

bagaco amarelo disse...

paula, estás como eu. ou não a percebo muito bem ou então tenho medo de a perceber. :)

anónimo, concordo que há menos gente a pensar assim. :)

gigi, concordo contigo. na igreja católica, aliás, isso é feito também para minorar o papel da mulher na sociedade. a mulher é perigosa porque tem filhos e quem tem filhos tem herdeiros... :)

litlle helper, concordo... e a palavra "controlar" é a adequada. :)

miepeee, lol... :)

lizard king, é exactamente isso que está em acusa: a anulação de um... ou até dos dois. :)

como hacer el amor, boa resposta. :)

Ivan da Fonseca disse...

lol acho gira a insensibilidade da coisa. primeiro, se ela achasse que seria apenas egoísmo ou sentimento de posse da parte dele não teria qualquer tipo de problema em dizer-lho. Parece-me óbvio que ele gosta dela, e que a forma que arranjou de lhe dizer que quer passar mais tempo com ela, sentir-se mais cúmplice dela foi esta. Acho redutor falar-se de individualidade e propriedade. Ele só diz que não sente muitas vezes que eles são um só. Tudo o resto não passa da conveniente interpretação dela. Diria que esse gajo vai levar com os pés, quando o "amor" dela por ele deixar de ser vantajoso :P

Cão Sarnento disse...

Esse tal de marido não é uma pessoa, é a parte de trás de um autocolante, aquele papelinho branco que se deita fora.

bagaco amarelo disse...

ivan da fonseca, também acho que estamos a falar dum tema em que não é possível passar do senso comum. :)

cão sarnento, lol... isso é pior que cromo. :)