7.25.2014

conversa 2111

Ela - Tinha uma grande amiga que desapareceu assim que arranjou namorado. Agora nem cinco minutos para tomar um café comigo tem...
Eu - Pois... já ouvi essa história tantas vezes...
Ela - É triste, não é?!
Eu - Um bocado. Fica a parecer que a amizade é um remendo à falta de uma paixão. Por outro lado, percebo que uma paixão nova absorva muito tempo. Mas as amizades costumam sobreviver aos Amores. Mais tarde ou mais cedo ela volta a contactar-te...
Ela - Espero que sim. E se eu arranjar namorado nessa altura faço-lhe o mesmo.

12 comentários:

Lucy Bell disse...

Ainda ontem eu fui a tal cuja amiga tem cá o namorado e não vai a lado nenhum connosco.. quando ele não está cá anda sempre a ver para onde se pode sair :\

Vadia disse...

Ahahah!!! Muito bom
Também sempre me interroguei porque é que certas mulheres se afastam dos amigos quando arranjam namorado. Até parece que não dá para conciliar...

Maria Mundo disse...

Pois... é verdade. Quem arranja namorado por vezes esquece os amigos. Mas penso que no início isso é normal. Aliás, penso que mal é se no início preferimos estar com os amigos em vez do namorado/a. A não ser que se tenha amigos em comum.
O que se deve evitar, aliás costumo dizer à minha filha para não cair no mesmo erro queu eu, é afastarmo-nos dos nossos amigos em prol de alguém. A relação acaba e depois não vamos a correr ter com as pessoas que não contactamos não sei durante quanto tempo. No meu caso, foram cerca de 12 anos. A agirmos assim corremos sempre o risco da relação acabar e nós olharmos para o lado e percebermos que estamos completamente sós. Podemos sempre falar com o gato, a gata, o cão. Mas por vezes confesso que é um tédio.
A verdade é que se soubesse o que sei hoje faria muita coisa diferente. Mas como costumo dizer, não se pode pedir a um surdo que nos ouça. Isto para dizer que agimos sempre de acordo com o nosso nível de consciência.
Ah, e pode também acontecer, que foi o que aconteceu comigo, levarem-te os gatos que te fizeram companhia durante não sei quantos anos, e tu, mais uma vez, vês-te privado de companhia e ficas então a falar, como se diz lá no porto, a falar para o boneco. Que é o mesmo que dizer, a falar para ninguém.
Enfim, e parafraseando-te, esta vida por vezes cansa-me. Não há pachorra. ;)

Bagaço Amarelo disse...

Lucy Bell, óptimo. és mesmo amiga. :)

vadia, nunca fiz isso. mantenho sempre espaço para as amizades. :)

maria mundo, a verdade é que só sabes o que sabes hoje por causa de teres feito coisas de forma "errada". Tu, eu e todos nós... :)

Maria Mundo disse...

Concordo contigo a 100%. Acredita que, apesar de tudo, sinto-me grata por me encontrar no ponto do caminho em que me encontro. Com isto refiro-me à consciência com que hoje vivo. Sei também, que foram, ou melhor, têm sido, as muitas pedras no meu caminho que permitiram que me tornasse na pessoa que hoje sou.
E voltando a este diálogo, com os meus pés de molho, tal é o cansaço, com umas olheiras que mais parecem um zoombie, gostava de acrescentar algo ao que disse sobre este pequeno diálogo.
Independentemente das razões que tenhamos, fazermos aos outros o que não gostamos que nos façam,para mim não tem qualquer sentido. De todo! Isto a propósito do "E se eu arranjar namorado nessa altura faço-lhe o mesmo." Será que não nos apercebemos que quando agimos assim deixamos de ter qualquer legítimidade para julgarmos comportamentos que não gostamos?
Nós, às vezes,somos mesmo estranhos. Apontamos o dedo aos outros e depois fazemos exatamente a mesma coisa, achando que temos toda a legítimidade para o fazer.
Pois...queixamo-nos do mundo e esquecemo-nos que esse mundo somos nós.
Por vezes somos afetados por comportamentos que denunciam a nossa falta de integridade. E isto é visível quer em homens, quer em mulheres.
OK, pronto, confesso. Nós, mulheres somos bem mais complicadas. Mas também, quem daqui é perfeito?
E, como diz o cebolinha, plonto!
Agora tou no ir, antes que d~eem uma vassourada.
Sweet dreams
Continua a mimar-nos com o teu sentir. LIKE IT! ;)

Olga disse...

Compreende-se que os 2 precisem de momentos a sós, no entanto isolarem-se do resto do mundo não parece que vá dar grande resultado a longo prazo. Ter namorado(a) deve ser bom mas sem perder a individualidade de cada um.

Bagaço Amarelo disse...

maria mundo, embora te compreenda, o "não fazermos aos outros o que não queremos que nos façam a nós" insere-se num contexto muito específico, em que desprezamos as características individuais de cada um. :)

olga, a mim, mesmo em princípios de relações, nunca me deu para desaparecer da vida social, precisamente pelo que dizes... :)

Maria Mundo disse...

Oh Bagaço Amarelo, agora não percebi o que queres dizer com "o "não fazermos aos outros o que não queremos que nos façam a nós" insere-se num contexto muito específico, em que desprezamos as características individuais de cada um." Será que me podias explicar o que queres dizer como se eu tivesse apenas quatro anos? :)

tianika disse...

Sinceramente, nem eu compreendo. Como mulher, sempre inclui as minhas amigas no namoro (não nos momentos íntimos, claro!). E depois que duas amigas, hem? Uma deixa a outra por causa do namorado e a outra diz que quando arranjar um namorado faz o mesmo à outra. Parece coisa de miúdas e não de mulheres, não?

Bagaço Amarelo disse...

maria mundo, não gostamos todos do mesmo, logo, em alguns casos podes fazer aos outros o que não queres que te façam a ti. desde que que eles gostem, claro. :)

tianika, acho que se chama competição. :)

Maria Mundo disse...

Obrigada Bagaço Amarelo pela explicação.
Mas é claro que eu sei que cada um de nós tem os seus gostos próprios. Mas neste episódio que relatas, temos alguém que se queixa do comportamento de outro alguém e, no entanto, afirma que vai ter o mesmo comportamento. Pois... nós temos destas coisas. Ok.
Estou a lembrar-me de há tempos alguém contar que ofereceu um ramo de flores à namorada e ela não gostou. E isto porque quem ofereceu pensou no que gostava e não no que o outro gosta.
Neste contexto penso que, sim, a frase "não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti" não faz qualquer sentido.
Mas ambos sabemos que essa famosa frase só se aplica a determinados contextos. Quem é que gosta de ser roubado, traído, maltratado, etc?
Ok, já sei. Vais dizer que existem pessoas que gostam. Mas essas pessoas com toda a certeza têm uma patologia qualquer. :)Só pode!

E agora, deixa-me contar-te este episódio que, no fundo, mostra que a língua portuguesa é mesmo muito traiçoeira :)
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Duas amigas que já não se viam há algum tempo, encontram-se na rua e uma delas pergunta à outra como é que ela vai ao que esta responde:

- Eu vou bem , obrigada. Tudo na mesma. Ainda continuo com o mesmo emprego, o mesmo marido, a morar no mesmo sitío. E tu, o que é que tens feito? Já casaste?

- Olha, eu estou super feliz! Imagina tu que há dois meses conheci alguém espetacular. Ele é um cavalheiro! Ofereceu-me um carro de sonho. Aliás, o carro que sempre desejei ter. Levou-me a conhecer a Europa. Estás a ver este meu anel?! Foi também ele que me ofereceu. E ontem, vê lá tu, pediu-me em casamento!!! Não é fantástico?!

- Pois… - responde a outra amiga. Mas ouve lá, tu ainda mal o conheces. Vai aceitar casar já?

- Claro que sim, porque não?!

- Mas então diz-me cá uma coisa: tu vais casar com ele por amor ou por interesse.

- Olha querida, deve ser por amor pois eu não tenho interesse nenhum nele.

(rindo)

Bagaço Amarelo disse...

maria mundo, neste contexto é isso mesmo, sim. por isso é que tem piada. :)