10.02.2008

duas coisas

1] O Clip, suplemento cultural do Diário de Aveiro, fala hoje deste blogue, a propósito dum livro que será publicado muito em breve.

2] Os Couscous Prosjekt vão estar hoje no melhor bar do mundo. Para os habitueés e para quem quiser aparecer. :)

10.01.2008

conversa 978

Ela - Aquele tipo é giro.
Eu - Aquele com ar de hippy?
Ela - Sim.
Eu - Não acho que seja assim tão giro.
Ela - Estás com ciúmes?
Eu - Não, claro que não.
Ela - Estás, estás.
Eu - Não estou nada.
Ela - Estás, estás. Mas deixa lá, ele não é assim tão giro, não. Estava só a provocar-te.
Eu - E porque é que achas que achares um tipo giro me provoca?
Ela - Porque gostas de mim. Só não assumes.

descubra as diferenças



Os palermas de extrema direita do PNR colocaram um cartaz em Lisboa, mais um, contra os imigrantes. O racismo é uma parvoíce. Achar que os imigrantes são a causa de todos os males é uma parvoíce ainda maior. Mas a parvoíce total é um partido nacionalista copiar um cartaz... estrangeiro, neste caso um de que falei aqui.

conversa 977

Ela - Podes ligar-me hoje lá para as onze para o telemóvel?
Eu - Posso. Porquê?
Ela - Tu ligas-me. Eu atendo e finjo que tenho um amigo no hospital. Preciso sair do trabalho a essa hora e não tenho mais desculpas.
Eu - Está bem, eu ligo. Estou curioso com a conversa que vamos ter.
Ela - Não vamos ter conversa nenhuma. Podes ficar calado que eu falo sozinha.
Eu - Ainda mais curioso estou...

é sempre ilegal matar uma mulher?



Esta publicidade americana de 1953 ao post meter da Pitney Bowes, sugere que o homem tem o direito de pensar em matar a mulher (neste caso a sua empregada) porque ela falhou o correio. Ele está zangado e devia poder matá-la. Claro que a partir de 1953, com uma máquina que imprimia o selo e selava o envelope duma só vez, passou a haver muito menos patrões com vontade de matar as empregadas.

9.30.2008

pensamentos catatónicos (145)

Durante os meus anos de casado, a minha então companheira passava os dias a reparar em mulheres que me faziam olhinhos, me sorriam e essas coisas todas. Acho que essas mulheres devem ter morrido todas, por coincidência, no dia em que me separei.

mulheres que eu gostava de poder não compreender (72)



nome: Julia Jentsch
origem: Alemanha, Berlim
info: Vi-a já há uns anos no filme Sophie Scholl e nunca mais me esqueci dela. Tem qualquer coisa de adolescente no olhar que me atrai bastante. Nunca mais a vi em filme nenhum mas hoje lembrei-me dela assim de repente e sem motivo aparente. Por isso merece um cantinho na galerias das mulheres que eu gostava de poder não compreender. Para além dos olhos, gosto assim daquele ar despreocupado que normalmente tem...

coisas que fascinam (73)

Anda a apetecer-me apaixonar-me por alguém assim a sério. Acho que isso é bom.

conversa 976

Eu - Deixaste uma coisa lá em minha casa.
Ela - O quê?
Eu - Umas bolinhas esquisitas presas num arame.
Ela - Ah! são os meu brincos. Pensava que os tinha perdido.
Eu - Ah!

conversa 975

(ao telefone)

Ela - Tenho duas coisas urgentes para fazer aí em Aveiro. Por isso esta semana vou aí.
Eu - Que coisas são? Posso saber?
Ela - Comprar uma estante para cd's e ir ao cabeleireiro.
Eu - Ah! Até pensei que ias dizer-me que estavas com urgência em estar comigo.
Ela - Não, mas já que vou aí...

estamos a ser roubados

Há um fenómeno que não consigo perceber. Toda a gente se sente insegura quando um palerma qualquer assalta uma ourivesaria e rouba uns quilos de ouro, mas ninguém se sente inseguro quando o presidente dos Estados Unidos quer injectar na banca 700 mil milhões de dólares e, sem perguntar a ninguém, o Banco central Europeu colocou mais 120 mil milhões de euros à disposição das instituições financeiras.
É assim: quem vai pagar isto somos nós todos, eu e vocês que lêem este blogue. Por uma razão muito simples: o dinheiro criado artificialmente (sem um correspondente aumento da produção) vai-se transformar obrigatoriamente em inflação e aumento de impostos (directos e/ou indirectos) porque a dívida pública dispara.
Não percebo porque é que ninguém se importa de ser roubado para salvar um banco, mas todos gritam como galinhas histéricas quando um triste qualquer tem direito ao rendimento mínimo porque 'supostamente' não quer trabalhar.
Este é o sistema económico que o PS, o PSD e o CDS-PP defendem, um sistema económico em que se privatiza o lucro e se nacionaliza a dívida. Com um 'senão': quando a dívida é dum cidadão qualquer já ninguém se preocupa. Se um de vocês deixar de pagar o crédito à habitação ao banco, garanto-vos que o governo não vai pensar em injectar dinheiro na vossa conta para vos ajudar, mas é esse banco que agora estamos a salvar.
Estamos a ser roubados todos os dias e ainda ninguém chamou a polícia! [mais no esquerda.net]

o lugar da mulher é na cozinha



Esta publicidade de 1961, a uma food mixer Kenwood, não deixa margem para dúvidas: o lugar da mulher é na cozinha. "A Kenwood Chef faz tudo menos cozinhar. É para isso que as mulheres servem. Eu ofereço à minha mulher uma Kenwood Chef". Para além do lugar da mulher ser na cozinha, o poder de compra é SÓ do marido.
Claro que com esta forma simples de ver a vida os dois só podem sorrir. Ele porque permite que ela tenha algum prazer a cozinhar, ela porque vai preparar o prato favorito dele mais facilmente.

9.29.2008

tu bloqueaste-me, pá

Porque é que todos os contactos da minha lista do msn que têm no perfil o "verificador.net", ou seja, todos os contactos que já foram ver se alguém os eliminou ou bloqueou, são mulheres?

Já agora, aproveito para avisar que o verificador.net é uma tanga. Eu testei-o com dez emails falsos que criei para o efeito e o resultado... é falso.

conversa 974

Ela - Quando eu tiver um homem ele tem que ser só para mim. Não o aceito dividir com mais ninguém.
Eu - Isso acontece-me com os chocolates.
Ela - Com as mulheres não?
Eu - Com as mulheres nunca pensei muito nisso. Nunca dividi nenhuma porque, dividindo-as, elas morrem. Aliás, acontece o mesmo com os homens...
Ela (levantando a voz) - Não percebeste onde é que eu quero chegar?
Eu - Percebi, pronto. A sério que percebi. Não te zangues.
Ela - E então?
Eu - Então o quê?
Ela - Divides ou não?
Eu - Sei lá... só se for gordinha.
Ela - Estou tão farta de ti.
Eu - Mas não me dividas, está bem?
Ela (levantando-se) - Bem... vou buscar mais uma chávena de chá. Queres?
Eu - Quero.
Ela - Então vai buscar.

conversa 973

Ela - Porque é que usas tantas reticências a escrever?
Eu - Sou lento da cabeça.
Ela - Qual cabeça?

conversa 972

Ela - Eu já não acredito no amor eterno.
Eu - Não me parece grave, desde que acredites pelo menos no amor temporário.
Ela - Começo a não acreditar nem nesse.
Eu - Esse vai-te acontecendo...
Ela - Mas nunca se pode confiar num namorado, percebes? Os homens estão sempre a pensar noutra mulher.
Eu - Sempre não. Talvez uma vez por outra, sim, mas isso é normal. Isso também acontece com as mulheres, não acontece?
Ela - Sim, mas pelo menos as mulheres ficam com um sentimento de culpa.
Eu - Nunca traíste o teu marido?
Ela - Sim, mas é o que te estou a dizer, fiquei com um sentimento de culpa. Ele, não sei se me traiu ou não, mas se o fez foi na boa.
Eu - Talvez isso não seja assim tão importante. Já pensaste nisso?
Ela - Estás a ver? Tu não achas importante, ou seja, não tens sentimento de culpa nenhum quando o fazes...
Eu - Não foi isso que eu disse.
Ela - Foi, foi.
Eu - Não foi nada.
Ela - Foi, foi.

conversa 971

(ao telefone, quando eu vinha dum fim de semana em Corunha)

Ela - Vens hoje para Aveiro?
Eu - Sim, já estou a ir. Estou quase na fronteira. Vou parar em Viana para comer qualquer coisa. Devo chegar pouco depois da meia-noite.
Ela - Depois da meia-noite já não é hoje. Vemo-nos amanhã, então.

pergunta

Um amigo meu pergunta se as mulheres, mesmo que estejam apaixonadas por um tipo qualquer, esperam sempre que ele tome a iniciativa de ir ter com elas. Mais, também pergunta se quando ele não vai, elas partem do princípio que ele é um banana...

o décimo trabalho do Bagaço... ir ao baño...


Hércules, Corunha, Setembro 2008

Eu não sabia, mas o décimo dos doze trabalhos de Astérix Hércules foi ali para os lados da Corunha, onde passei este fim de semana. Diz a lenda que Hércules libertou aquelas terras do domínio do gigante Gérion após três dias de intensa luta, e que ali mandou construir uma torre e povoar uma grande cidade.
Hércules até pode ter sofrido nessa luta mas eu garanto que sofri muito mais. A quantidade de mulheres bonitas que frequenta aquela noite galega é impressionante. Tive, portanto, uma espécie de décimo trabalho do Bagaço Amarelo quando, num dos muitos bares daquela cidade, vi a provavelmente mais bonita mulher do mundo, passando devagar entre a multidão. Bebi a cerveja que tinha na mão de penalti e pedi um uísque (para ganhar coragem) que também bebi de penalti. Desmarquei-me discretamente do meu grupo de amigos e fui ter com ela. Quando estava quase a perguntar-lhe se lhe podia oferecer uma bebida vi uma mão abraçar-lhe a cintura. Era o namorado dela, que se não era do tamanho de Gérion pouco faltava. A minha aproximação, no entanto fez-se notar, e ambos olharam para mim. Ora bem... tendo em conta que não tenho propriamente a coragem de Hércules, perguntei só: "Sabes dónde está el baño?" e lá fui eu... ao banõ...
De resto, apenas quatro considerações mais sobre a Corunha:

1] A Praça de Portugal é muito maior do que a Praça de Espanha.
2] Os espanhóis, afinal, não estão sempre aos gritos como uns histéricos que meteram LSD. É só quando vêm passar férias a Portugal.
3] A Corunha é uma cidade com alguma coisa do Porto, mas sem os arrumadores de carros completamente enfarinhados e sem cotas a cuspir para o chão de cinco em cinco segundos.
4] A percentagem de mulheres bonitas a sair à noite é muito maior na Corunha que em qualquer cidade portuguesa que eu conheça.

9.26.2008

bom fim de semana na mesma

Ontem fui ao Porto e aprendi a fazer sushi. A esplanada do Piolho tem uma incrível percentagem de mulheres bonitas. Pronto, é só o que tenho a dizer.
Este fim de semana vou-me ausentar do país (esta é a forma de dizer que vou a Espanha mais apetecível que conheço). Não sei se vou ter internet ou não mas, caso não tenha, bom fim de semana para todos vocês. Aliás, se tiver, bom fim de semana na mesma.