3.25.2016

uma santa Páscoa!

Grupos organizados de ateus têm agredido cristãos e muçulmanos na Birmânia e no Nepal. Em Portugal não se fala muito nisso, mas o jornal brasileiro Globo trouxe várias vezes à luz do dia, durante o ano passado, a forma como famílias muçulmanas são deixadas à morte em pequenas e velhas embarcações de pesca abandonadas no alto mar.
A violência ateísta é, aliás, secular. Já entre os séculos XI a XII, exércitos enormes de ateus da Europa Ocidental realizaram ataques consecutivos aos territórios chamados pelos crentes monoteístas de terra Santa. Pelo caminho, violavam mulheres e decapitavam homens e crianças. A violência era tanta, que a sua fama chegou a Jerusalém antes dos próprios exércitos ateístas.
Recentemente, ateus levantaram um muro que aprisiona na Faixa de Gaza quase dois milhões de palestinos que, assim, vivem numa espécie de gaiola que nem dourada é e são sujeitos a humilhações e privações diárias no exercício do seu direito fundamental de mobilidade.
Actualmente, os ateus encontram-se no auge da violência e da opressão sobre todos os crentes. Alguns, em nome do ateísmo, fazem-se explodir em cidades europeias ou africanas em atentados que já fizeram alguns milhares de vítimas mortais. Na Nigéria, onde centenas de crianças têm sido raptadas para serem usadas como escravas sexuais, a organização ateísta tem mesmo um exército bem armado e treinado.
O mesmo se passa no Médio Oriente, com o autoproclamado Estado Ateísta, que ocupa actualmente uma pequena parte do Iraque e uma grande parte da Síria. O autoproclamado Estado Ateísta não é oficialmente reconhecido por nenhum outro país, mas mantém relações comerciais com a Turquia, a Europa Ocidental e os Estados Unidos, seus principais fornecedores de armamento e clientes de petróleo.
Infelizmente, também na Índia a violência ateísta se faz notar, principalmente contra cristãos. O Partido Nacionalista Ateu tem como prática corrente queimar crianças cristãs e muçulmanas como forma de tortura, deixando-as com marcas físicas e psicológicas profundas para toda a vida.
É claro que este texto é uma enorme mentira, mas passa a ser verdade se, em vez de ateus, falarmos de budistas no primeiro parágrafo, cristãos no segundo, judeus no terceiro, muçulmanos no quarto e no quinto, hindus no sexto.
Os ateus são os únicos cuja condição é pacífica e pacifista. A razão é simples, são os únicos que aceitam a vida como ela é e as pessoas como elas são, colocando todos neste planeta ao mesmo nível de importância, ou seja, ao seu direito de existência.
Os ateus são os únicos que não se puseram a inventar histórias manhosas de mulheres que nascem a partir de costelas de um gajo qualquer, de um tipo barbudo que transforma água em vinho, de virgens no céu à espera de mártires ou outra coisa qualquer.
As religiões são todas uma tanga, o que até não fazia mal nenhum se essa tanga não se tivesse transformado numa via para atingir os poderes económico e político. Mas atingiu, e é em nome de historietas de merda que todos os dias temos más notícias nos jornais e gritamos "Ai, meu Deus!".
Boa Páscoa, é o que vos desejo como ateu que sou.

7 comentários:

pequeno caso serio disse...

Concordo em absoluto contigo.
É por essas e por outras que sou contra a Educação Moral e Religiosa nas escolas básicas. A religião devia ser deixada FORA do ensino. São crianças, logo não temos de lhes impor nada. Se era para falar de religião devia criar-se um espaço onde se falasse de TODAS as possibilidades e não "impingir" apenas uma delas. Acho inclusivamente que se devia ensinar às crianças que têm o direito de não escolher NENHUMA delas. Mas isto digo eu,que ateia me assumo!
Bom feriado ;)

Anónimo disse...

Claro que sim, os ateus são pacíficos e pacifistas. Que o digam o Estaline, o Mao Tsé-tung, o Enver Hoxha, etc.

Boa Páscoa. Aliás, boa não-Páscoa. Com o ateísmo não há Páscoa coisa nenhuma.

Bagaço Amarelo disse...

pequeno caso serio, é por aí... obrigado. :)

anónimo, Mao era budista e Estaline apoiou facções muçulmanas (Uyghur) para promover a violência. Além disso, apesar de marxista, nunca foi realmente ateu. Atacou a igreja ortodoxa enquanto esta foi uma ameaça, mas apoiou-a a partir da segunda guerra mundial segundo o que afirmou ter sido um sinal que recebeu dos céus. Para a Páscoa, sim, estou-me nas tintas. :)

Anónimo disse...

Clap, Clap, Clap! E pronto, é só isto, clap, clap, e por aí fora. Eu nem sequer sou ateia, sou agnóstica, mas... clap, clap, clap. Muito bem, Bagaço, estiveste mesmo muito bem!
Helena.

Bagaço Amarelo disse...

Helena, é possível ser ateia e agnóstica. Eu sou. :)

CD disse...

como cristã católica que sou, não deixo de achar curioso que para ilustrares a violência propugnada pelos cristãos tenhas de resgatar acontecimentos de há MIL anos atrás. ;)

Bagaço Amarelo disse...

CD, está bem visto. claro que podia ter ido à pedofilia escondida pelo Vaticano ou à Inquisição que só acabou no nosso país no século XIX, mas não se pode ir a todas... :)