7.21.2015

não quero saber!

Quero escrever sobre o Amor, mas é como se não me chegasse a coragem para o fazer. Cansa-me a merda do Amor calculado, porque também me cansa a vida programada. E por aqui, talvez não exista uma única mulher que possa gostar de mim a sério. Mesmo a sério, digo eu.
Ou se calhar existe só uma. Sei lá.
Passamos a vida a abdicar da vida em nome da vida, sem percebermos que estamos a abdicar de nós mesmos, incluindo do nosso Amor, em nome duma outra coisa que nos permite respirar, mas não nos permite viver.
Já não nos apaixonamos por ninguém, mas sim pelo que alguém representa, mesmo que isso represente o nosso fim. Então que se foda! Digo eu.
Fiquem vocês com a merda do Vosso sucesso, da merda a que chamam pragmatismo e empreendedorismo. Privatizem-se à Economia e ao pouco tempo que têm para viver para além de um trabalho humilhante e que vos toma até os cinco minutos de pausa ao almoço. Fiquem com isso tudo, mas não me levem com vocês. Até podem ficar com os fins de semana que só servem para recuperar da vida merdosa e fria que têm. Só para vocês. Eu estou noutra, ou então não estou.
Isto chama-se capitalismo. Não se chama Amor... e eu não faço parte.

2 comentários:

paula disse...

trata-se de prioridades apenas e só isso. o que é mais importante para ti não é mais importante para a outra pessoa. sabendo as prioridades, as verdadeiras, e não as que dizemos para parecer bem e bonito tudo fica esclarecido.

Bagaço Amarelo disse...

paula, o "apenas" é que é um bocado surreal, às vezes. :)