11.02.2015

pensamentos catatónicos (338)

Em vias de extinção

Percebi hoje que o Amor em mim  é uma espécie em vias de extinção, talvez fruto da tua caça exacerbada e da consequente destruição do meu habitat natural. Ainda assim, como presa, não me lembro de te fugir.
Percebi hoje (não se veio nas notícias) que o que ainda resta foge agora de tudo. Quando sinto perigo, escondo-me em casa com um livro do Paul Auster e uma garrafa de branco, como se fossem esses os mantimentos possíveis para um longo Inverno hibernado. Raramente arrisco expor-me no terreno e, quando o faço, faço-o pela calada. Evito ser presa e recuso-me ser caçador.
Talvez esteja à espera que me caces de novo, uma noite qualquer, no corredor movimentado de um centro comercial. Se o fizeres, extingo-me. É disso que estou à espera.


4 comentários:

Estudante disse...

Então, acho que o amor é uma espécie diferente das outras; ele extingue-se com quem amamos, mas acaba sempre por reaparecer outra vez, espontaneamente... para bem ou para mal ;)

Bagaço Amarelo disse...

estudante, :)

Maria Eu disse...

O amor é mesmo fodido!

Beijos, Bagacinho. :)

Bagaço Amarelo disse...

Maria eu, é! Mas também é bom. :)