1.25.2014

Já não há pachorra para os Patetas

Os Patetas adoram
Morangos Com Açúcar
Resposta a um Pateta que escreve no Público

O ainda jovem Pateta é cada vez mais uma figura de relevo em Portugal. Não há semana em que não escreva uma crónica num jornal, palco de um coitado a quem o país deu um futuro, apesar de demonstrar ter uma capacidade de análise igual à de uma das figuras mais emblemáticas da Disney: o Pateta.

O Pateta critica severamente aqueles que se queixam dum país que os obrigou a emigrar por uma questão de sobrevivência e não por opção. Pior, não percebe que se este país é chamado de piolheira por alguns, é precisamente por causa de jornais de seriedade duvidosa que deixam gajos com menos de dois neurónios escreverem o que lhes apetece e ainda lhes paga por isso. Se puxarem por ele, até é capaz de se referir a esses emigrantes como amigos do Gato Xoné.

Felizmente não sou amigo destes Patetas. Acredito mesmo que constituem uma minoria hiperbolizada pelos jornais que defendem o interesse de grandes grupos económicos (o Público é do Tio Belmiro). Se não escrevessem este tipo de asneiras, não tinham lugar no jornal.

E eu nem estou a falar de cronistas que, apesar de estarem ligados ao poder político actual deste país, fazem uma ideia mínima do que está a acontecer. Este Pateta tem uma génese diferente. Apresenta-se aos leitores como alguém que "nasceu no segundo mês dos anos 80 e gosta de gelatina de morango". Uau, mas que grande totó...

As asneiras e a arrogância com que este Pateta escreve é alimentada pelo mito de que a crise económica se deve ao facto dos trabalhadores deste país terem vivido muito tempo acima das suas possibilidades e que, portanto, a solução passa por massacrá-los com impostos, baixos salários, trabalho temporário e desemprego. O Oliveira e Costa, a especulação financeira protegida pelos governos portugueses das últimas décadas, as parcerias público-privadas e os paraísos fiscais não tiveram nada a ver com isto.

É importante que alguém desengane este Pateta e lhe explique que para escrever não basta saber juntar palavras. É preciso pensar e ter, no mínimo, um neurónio em actividade. Já agora, perceber alguma coisa de Economia e de Política também ajuda.

Este Pateta tem, por isso, duas opções, ou continua a escrever no Público (pasquim que eu vou deixar definitivamente de comprar), ou emigra para deixar de ser totó e ver o que custa a vida.

20 comentários:

Fatyly disse...

Infelizmente estamos recheados por patetas, a começar pelo governo e conquentes ou inconsequentes políticos...e sinceramente já não tenho paciência para tantos "patetas" em que a maioria qinda usa fralda. Arre!!!!

PM disse...

Mas quem é esta personagem? Tive a ler o texto e este gajo só tem merda na cabeça. A sério que escreve no Público?!

Enfim...

o jantar do inoportuno disse...

'Acredito mesmo que constituem uma minoria hiperbolizada pelos jornais que defendem o interesse de grandes grupos económicos (o Público é do Tio Belmiro). Se não escrevessem este tipo de asneiras, não tinham lugar no jornal.'

Este é o ponto. No resto estás a bater num funcionário.

Os donos dos jornais são os donos do pais e os donos dos políticos.

E sendo donos do que se diz, são donos do que a maioria pensa e assim acabam sendo donos da maioria dos votos.

E assim se perpetua a exploração.

E a tolice dos patetas.

Bagaço Amarelo disse...

fatyly, o problema é que os do governo não têm nada de pateta. :)

pm, perguntei-me o mesmo. :)

o jantar do inoportuno, não estou a bater num funcionário, embora perceba onde queres chegar. estou a bater num ideólogo. :)

redonda disse...

Eu gostava do Pateta do Walt Disney. Entretanto, não sei quem é este porque não costumo ler o Público...

Maria Eu disse...

O problema destes patetas é que se alimentam à custa das croniquetas tendenciosas que escrevem! Deixassem-nos passar uns tempos no desemprego, ou a viver com o salário mínimo que talvez arrepiassem caminho!

Beijinhos Marianos, Bagacinho!:)

Maria Eu disse...

O problema destes patetas é que se alimentam à custa das croniquetas tendenciosas que escrevem! Deixassem-nos passar uns tempos no desemprego, ou a viver com o salário mínimo que talvez arrepiassem caminho!

Beijinhos Marianos, Bagacinho!:)

Bagaço Amarelo disse...

redonda, eu costumo... mas cada vez ando mais DN e menos Público. :)

Maria Eu. concordo plenamente. beijinhos. :)

mundoameuspés disse...

Por falar em cronistas, tenho tantas saudades do Manuel Pina, cronista que escrevia no JN! Esse grande Senhor!
Não costumo ler o Público e já sei o motivo.
Ao se apresentar dessa maneira, faz-me logo lembrar um catraio e de patetas e catraios está este país abarrotar.

Bagaço Amarelo disse...

mundoameuspés, desse também tenho saudades. são campeonatos diferentes. :)

Super desportivo de 917 cavalos sem emissões e queijo de ovelha no porta luvas disse...

Concordava mais se ele não fosse pago.

Em 2009 arranjei uma solução para as patetices dos jornais. Deixei de os ler.
O curioso é que não sinto em nada menos informado.

Arakné disse...

Num país de patetices, não admira que o tempo de antena seja dos patetas!! mas o pior é que se calhar não é um só um pateta, talvez antes um mercenário à procura de um lugar de lacaio dos Tios Patinhas desta Patolândia
...

Bagaço Amarelo disse...

super, ser pago não justifica tudo. não pode... :)

arakné, :)

Mel disse...

Não concordo com este alarve!
Excepto em algo... de facto a imprensa tem feito todas as semanas reportagens e mais reportagens sobre jovens imigrantes.
Chega a um ponto que eu jovem recém licenciada (de Bolonha mas com 4 anos a suar!) me apetece desistir de lutar e assumir que de facto a única saída é essa, imigrar. Porque é isso que a media me impinge todos os dias. Raramente vejo uma notícia positiva, de esperança e de motivação.
E quanto a este senhor, está desfasado da realidade, gente com licenciaturas (e com um QI bastante mais elevado do que o dele) a trabalhar em caixas de supermercado, nas obras, em call center's, é o que infelizmente não falta.

Dalilah disse...

O problema deste pateta e de gajos como ele é que nunca tiveram uma necessidade na vida, sempre tiveram tudo de bandeja, através das suas amizadas ou das dos papás que como eles nasceram em berço de ouro. Gente que nunca precisou de trabalhar honestamente para se sustentar, porque em última análise tem quem os sustente. São uns tristes.

Bagaço Amarelo disse...

mel, :)

dalilah, concordo. :)

Nada disse...

Não podia concordar mais...o Público conseguiu perder assim vários leitores em prol do desbobinar ressabiado de asneirada de um pateta...é triste ver a quem metem no pódio para falar.

Bagaço Amarelo disse...

nada, :)

cucamandro disse...

Isto sim foi uma real ofensa ao desgraçado do Pateta que para desgraças já lhe chegam as do pequeno ecran. Infelizmente bandalhos como este, vão florescendo muito neste jardim à beira mar plantado.

Bagaço Amarelo disse...

cucamandro, :)