6.26.2015
6.25.2015
conversa 2129
Eu - Está tudo bem contigo? Pareces esquisita...
Ela - Não, obviamente que não está tudo bem comigo.
Eu - O que é que se passa?
Ela - Desculpa. Não me apetece mesmo falar disso agora. Preciso ficar sozinha...
Eu - Tudo bem, também só passei para te entregar os livros. Vou indo. Se precisares de alguma coisa, telefona.
Ela - Vais-te embora?! Vês-me assim e vais-te embora?!
Eu - Não disseste que querias ficar sozinha?
Ela - Disse, mas é claro que preciso desabafar com alguém...
Eu - Como é que ias desabafar com alguém ficando sozinha?
Ela - Não percebes mesmo nada...
Eu - Pois não...
Ela - Eu preciso ficar sozinha, a não ser que alguém insista para ficar comigo. Senão vou ficar com a sensação que me está a fazer um favor.
Eu - Hum...
Ela - Agora estragaste tudo. Podes ir...
Eu - Pronto. Tchau, então.
Ela - E vais mesmo embora?!
Eu - Não sei. O que é que queres que eu faça?
Ela - Quero que fiques comigo sem eu ter que te pedir. É pedir muito?
Eu - Está bem, mas então não me mandes embora.
Ela - Deixa lá. Vai mas é embora. Às vezes é mesmo melhor ficar sozinha.
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6.24.2015
respostas a perguntas inexistentes (313)
É também por aqui que se distingue um primeiro Amor de um segundo. A primeira vez que nos apaixonamos, não acreditamos que vão existir pessoas que nos apetece Amar para além da pessoa que já Amamos. Quando nos apercebemos que afinal não é assim, às vezes ficamos desiludidos com o Amor para não ficarmos desiludidos connosco.
A segunda vez que nos apaixonamos é diferente. Já sabemos que aquela pessoa é uma escolha entre todas as pessoas que nos apetece Amar. É isso que torna o segundo Amor mais consistente do que o primeiro. O primeiro Amor é uma certeza, o segundo é uma escolha. As escolhas costumam ser mais certas do que as certezas.
Não estou a dizer que os segundos Amores não acabam. Claro que podem acabar, até porque as nossas escolhas erram tanto quanto nós próprios. Até um terceiro, um quarto ou um quinto Amor pode acabar. Não interessa. Sabemos que se acaba não foi o Amor que falhou. Fomos nós.
O Amor nunca falha. É por isso que vale sempre a pena tentar.
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6.23.2015
lixo
A minha tendência é vestir-me quando tenho frio e despir-me quando tenho calor. No Verão quente as árvores vestem-se, no Inverno frio despem-se. A natureza é irónica.
Acabei de me analisar, a mim e ao que visto, no reflexo da montra duma pastelaria venezuelana. Sou grande e corpulento, mais do que gostaria. Encolhi a barriga uma série de vezes para gostar mais de mim, até perceber que algumas pessoas lá dentro me olhavam entre sorrisos e curiosidade. Afastei-me.
O Verão é um segredo.
No passeio há garrafas de vinho e de cerveja vazias, espalhadas um pouco por toda a parte. Uma mulher varre da rua esses despojos do dia anterior, pacientemente, colocando-os num carrinho verde onde se dá a mais bela das mortes. A do lixo. É o lixo que me faz lembrar que a vida não é só isto, um passeio solitário por ruas desertas.
Apetecia-me dar a mão a uma mulher. Aliás, percebo agora porque é que as pessoas que se Amam dão as mãos. É para se encherem. As mãos são as mangueiras da vida quando nos sentimos vazios. E eu estou vazio.
Amar é difícil por causa da saudade permanente. Há uns dias, num passeio semelhante, disse-me que conheço mulheres mais fáceis de Amar do que aquela que Amo. Depois respondi-me. A facilidade no Amor significa sempre Amar menos.
Não quero. O Amor intenso é sempre difícil. Tem que o ser para ser Amor.
Dou um pontapé numa lata de cerveja vazia que acorda, com um ruído estridente, o silêncio sepulcral da manhã. Foi sem querer. A mulher que ainda varre o dia anterior olha para mim. Apanho a lata e dou-lha.
- Bom dia! - diz ela.
- Bom dia! - respondo.
E de repente sou outro.
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6.22.2015
pensamentos catatónicos (323)
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6.20.2015
respostas a perguntas inexistentes (312)
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6.18.2015
conversa 2128
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preconceituoso australopiteco e homossexual não assumido
Estava triste, quando o criei, por causa duma mulher. Neste momento estou feliz por causa de outra. O futuro não sei como será. Tento não pensar nele.
Só estou a escrever isto porque recebi um comentário anónimo que, entre outras coisas, me chama um "preconceituoso australopiteco e homossexual não assumido" (sic).
Já que falo nisto, não sou homossexual nem, se o fosse, teria um orgulho muito especial por sê-lo. Também não teria vergonha. A orientação sexual de cada um é apenas uma característica que não determina nada de importante. Fico à espera, apenas, que um dia destes as pessoas deixem de pensar nisso como um bicho de sete cabeças e consigam ter uma vida sexual e amorosa sem macaquinhos na cabeça. A não ser, claro, que os macacos na cabeça façam parte dum fetiche qualquer.
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6.17.2015
coisas que fascinam (179)
A primeira mulher que me declarou Amor partilhava, às vezes, um baloiço comigo. Disse-me que gostava de mim, deu-me a mão e levou-me para um dos bancos do recreio da escola onde me disse que um dia íamos casar. Eu aceitei imediatamente. Éramos apenas crianças e pouco sabíamos do que viria a ser o Amor quando crescêssemos. Talvez, por isso, tenha sido a declaração de Amor mais genuína que alguém me fez na vida.
Nunca casámos.
É verdade que eu não sabia nada de Amor ou de paixão. Muito menos de sexo. Tudo o que aprendi veio depois desse primeiro estranho suspiro. Aprendi tanto, mas tanto, que hoje posso dizer claramente que sei ainda menos. Menos do que nada, portanto. O Amor sempre teve essa condicionante de se esconder com a sabedoria.
Com os anos, esse primeiro suspiro apagou-se e deu origem a outros, não mais fortes mas, pelo menos, bastante diferentes. A segunda declaração de Amor da minha vida partiu de mim e não dela. Coincidência ou não, era uma rapariga fisicamente parecida com a primeira. Do alto dos meus doze anos repeti a única receita que conhecia e disse-lhe que um dia íamos casar. Ela riu-se, pôs a língua de fora e saiu a correr.
Nunca casámos.
Talvez tenha sido a primeira conclusão que tirei sobre homens e mulheres. Quando uma mulher declara Amor, é uma ordem; quando um homem declara Amor, é um pedido. Conclusão que, diga-se de passagem, veio a revelar-se verdade.
Aprendi a não fazer declarações de Amor.
Estar apaixonado passou a ser pouco mais do que esse suspiro inconsequente que herdei de menino, um suspiro capaz de se transformar no mais forte dos ventos, mas que guardei sempre para mim como se guarda um tesouro. E foi assim que passei a adolescência apaixonado em segredo, dividido entre cartas de Amor que nunca foram lidas e respostas imaginadas que nunca foram escritas. Às vezes via-lhe os cabelos a dançar nos ombros e acreditava que era com o vento da minha respiração. Foi o mais perto que estive de declarar Amor, pela terceira vez, àquela que nem dava pela minha existência.
Um dia, muito mais tarde, casámos.
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6.16.2015
Ainda me Amas?
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6.15.2015
dos Amores antigos
Pensei nisso hoje, quando vi dois turistas nórdicos a fotografar umas casas de pescadores no bairro da Beira-Mar. São casas pequenas, revestidas de azulejos cuja cor se foi apagando com o sopro do tempo. São casas que despertam a curiosidade de quem passa por elas, pelo que aparentam ter sido e albergado. Lembro-me delas desde sempre. Eram apenas casas velhas que, apenas por dedução, eu sei que já foram novas.
Uma relação entre duas pessoas também passa de nova a velha, às vezes mais depressa do que elas mesmas. Envelhece assim que o tempo lhe tira a cor e o que se observa são apenas gestos gastos e usados. É o Amor que pode transformar uma relação velha numa Paixão vintage.
Fiquemos assim: existem desAmores velhos e Amores antigos. É nestes últimos que, tal como a uma casa qualquer, todos os dias olhamos para quem está ao nosso lado e suspiramos de espanto.
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6.12.2015
um adeus para sempre
Que espaço devemos dar a quem Amamos e que espaço devemos exigir para nós e para ambos? Não sei. Sei que, numa relação, só muito raramente duas pessoas estão de acordo nesta matéria, matéria essa que se vai aprendendo quase sempre tarde demais.
Lembro-me duma mulher a quem todos os dias eu não dizia nada. Sei muito bem que há muitas mulheres a quem nunca digo nada, mas esta era por opção. Sentávamo-nos todas as manhãs num café do Porto, frente a frente, a tomar o pequeno-almoço. Trocávamos olhares, sorrisos, às vezes até cheiros e compreensão. Nunca trocávamos palavras, nem sequer a que tem o nosso nome ou deseja um bom dia ao outro.
Obviamente apaixonei-me por ela, porque o mistério é sempre apaixonante. Obviamente passei a conhecer-lhe pequenos gestos e vícios. A forma como lia o jornal de trás para a frente, para no fim o dobrar em dois sempre com a capa para dentro, como se quisesse esconder as vergonhas do mundo que tinha acabado de ler. Bebia sempre um galão num daqueles copos que vêm dentro duma armação metálica e comia meia torrada com pouca manteiga. Às vezes, e esse gesto surpreendia-me sempre, penteava-se no reflexo dum espelho ferrugento. Surpreendia-me, porque parecia-me sempre renovada quando o fazia, como se tivesse acabado de beber um pouco de água da Fonte da Juventude.
Por falar em Fonte da Juventude, teria provavelmente mais uns vinte anos do que eu, ou seja, mais ou menos a idade a idade que eu tenho agora. Vivi naquela relação matinal e silenciosa durante alguns meses e passei a pensar nela como parte da minha vida. Se num ou noutro momento ela se atrasava e não aparecia, eu tornava-me ansioso e triste. Sofria.
Nunca soube o nome dela, nem ela o meu, mas senti-lhe os lábios no dia em que ela se levantou e me disse que era a última vez que nos víamos. Beijou-me. Ia atravessar o Atlântico de regresso a casa. Só aí é que eu soube que era brasileira, apesar do seu português europeu. Despediu-se no seu jeito tímido de todos os empregados e, já na porta, tornou a dizer-me adeus.
Um adeus para sempre.
P.S.: Este fim de semana é o WFC - Out Of Love
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6.11.2015
conversa 2127
Eu - Não digas isso ao teu ex-marido.
Ela - Já disse.
Eu - Disseste?
Ela - Claro. Foi a primeira coisa que lhe disse. Ainda nem tinha levado nenhum gajo para a cama e já lhe tinha dito.
Eu - A que propósito?
Ela - Para lhe baixar a auto-estima, claro.
Eu - E acreditas que lhe baixaste mesmo a auto-estima?
Ela - Tenho a certeza. Os homens são tão totós que até dá dó.
Eu - Totós?!
Ela - Sim. Levas um gajo para cama e no fim dizes-lhe que ele foi o melhor de sempre. A auto-estima dele sobe em flecha imediatamente. O contrário também acontece...
Eu - Se ele acreditar...
Ela - Acredita sempre, por isso é que digo que os homens são uns totós. Uma mulher diz-lhes que eles são os melhores na cama e eles acreditam... (risos)
Eu - Mas mentes muitas vezes?
Ela - Minto sempre. Quando digo a um homem que ele foi o melhor na cama é sempre por pena. Normalmente é porque até é um gajo simpático e esforçado mas... pronto, coitado. Não dá mais...
Eu - As mulheres são todas assim?
Ela - Acredito que há muitas assim. Já alguma te disse que foste o melhor na cama?
Eu - Pois... euh... nem sei bem...
Ela - És um totó!
P.S.: Este fim de semana é o Out Of Love na Pensão Amor, em Lisboa...
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6.09.2015
respostas a perguntas inexistentes (311)
Quando um Amor acaba é sempre triste, mas a maior tristeza não é o seu fim. É a sua morte lenta. O Amor devia morrer como se morria no velho Oeste, com um tiro na nuca e um cadáver no chão. Mas não. Tem a mania de morrer como um náufrago num dia de Verão. Desaparece lentamente numa praia qualquer e esperam-se dias, às vezes meses ou anos, para que o mar devolva o corpo já em decomposição.
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6.08.2015
que não me faças sofrer por ti
Os grandes Amores são aqueles que se vivem, não aqueles que apenas se querem viver. Quando sofremos por um Amor que nunca o chegou a ser, aproveitemos a dor, que será tão passageira quanto não foi esse Amor.
Quando sofremos por um Amor vivido, aproveitemos essa espécie de Amor que nos faz sofrer sem ter razão para isso.
Eu, agora que disse isto, peço-te que não me faças sofrer por ti.
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6.05.2015
coisas que fascinam (178)
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6.04.2015
conversa 2126
Eu - Então?!
Ela - A minha relação anda tremida e acho que um amante até podia ajudar a salvá-la...
Eu - E porque é que queres salvar uma relação tremida?
Ela - Tenho três filhos.
Eu - Ah! De qualquer forma não te posso ajudar. Estou apaixonado...
Ela - Também não queria a tua ajuda. Já te disse uma vez que tenho a sensação que darias um bom marido e um péssimo amante.
Eu - Não considero isso um elogio.
Ela - Não é.
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6.03.2015
respostas a perguntas inexistentes (310)
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6.02.2015
respostas a perguntas inexistentes (309)
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6.01.2015
coisas que fascinam (177)
Nunca tinha tido um Amor como este, capaz de se alimentar de pequenas fracções de tempo. De um segundo, por exemplo. Chamo-lhe o Amor Colibri, desde que soube que o colibri bate as asas setenta vezes por segundo quando se alimenta duma flor qualquer. É a dedicação inteira a apenas um momento.
Uma pequena fracção de tempo não significa uma pequena fracção de Amor. Muito pelo contrário. Num segundo apenas, por exemplo, um terramoto pode destruir uma cidade e levar tudo com ele. É o que me acontece no segundo em que ela me dá a mão. Vou todo com ela.
Já tinha experimentado o Amor do tempo inteiro, aquele em que a mão se dá mesmo quando está cansada de se dar. É o Amor do tempo todo que o tempo tem. Não sei se é melhor ou pior. Sei que um dia cheguei a casa e ele, o Amor, tinha partido e eu só dei por ela muito tempo depois.
O truque do Amor Colibri é que das pequenas fracções de tempo também se faz o tempo todo. Os colibris alimentam-se de quinze em quinze minutos e ingerem diariamente trinta vezes o seu peso. Impressionante, para quem já passou dias inteiros a comer sem comer nada.
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5.29.2015
Desde que esse alguém fosses tu.
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Etiquetas: mensagens por telemóvel que não envio por serem foleiras mas que queria enviar na mesma
5.28.2015
conversa 2125
Eu - Então?
Ela - Estou cansada de discutir. Preciso de paz e de sossego.
Eu - Compreendo... mas não acho muito bem.
Ela - Porquê?
Eu - Porque assim perdes a capacidade de intervir. É como se não existisses em muitos aspectos.
Ela - Não existo, o tanas é que não existo.
Eu - Se não discutes, não existes. É o princípio da dialéctica. Tornas-te inútil.
Ela - Sabes onde é que podes meter a dialéctica? No teu cuzinho.
Eu - Tem calma. Só estava a...
Ela - Estavas a dizer que eu sou uma inútil.
Eu - Pensei que estavas numa fase da vida em que não discutias...
Ela - Contigo abro uma excepção.
P.S.: Olha a Dialéctica no WFC...
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5.27.2015
pensamentos catatónicos (322)
O problema dos homens sós não é apenas a solidão. É o Amor estar em todo o lado menos neles. Os homens sós estão para o Amor assim como um ateu está para Deus. Sabem que ele existe mas não lhe conseguem tocar. Assim como os ateus dizem "Meu Deus!" sem acreditarem que podem chegar a Deus, os homens sós dizem "foda-se" sem acreditarem que podem chegar ao Amor. Vai dar ao mesmo. É um desabafo.
O problema das mulheres sós não é apenas a solidão. É o Amor não estar em lado nenhum a não ser nelas. As mulheres sós estão para o Amor assim como Deus está para os ateus. Sabe que eles existem mas não obtém nada deles. Assim como Deus não lhes diz nada, as mulheres sós também nada dizem. Vai dar ao mesmo. É o silêncio.
E eu, que ateu me confesso, homem só me sinto.
P.S.: Out Of Love. Podem ir sós
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5.26.2015
conversa 2124
Eu - Às vezes cansam-me as alterações de humor femininas.
Ela - Não são assim tantas...
Eu - Eu acho que são. É verdade que têm uma explicação hormonal, mas são...
Ela - São o tanas, pá! Explicação hormonal o tanas, pá! Pareces parvo!
Eu - Não te zangues.
Ela - Como é que não me hei-de zangar?! Não digas parvoíces...
Eu - Okay, eu calo-me. Não abro mais a boca a não ser para beber do meu vinho
Ela - Ah! ah!
Eu - Agora estás a rir...
Ela - Claro. Com essa conversa de bêbado...
Eu - É conversa dum gajo que bebe para esquecer que está a ter esta conversa.
Ela - Também não me ponhas assim triste. Agora não queres falar comigo?!
Eu - Estás a ver? Já estiveste zangada, a rir e agora estás triste. Tudo em dois minutos.
Ela - É melhor calares-te, antes que eu me chateie a sério.
P.S.: Preparem-se para as alterações de humor no WFC, em Lisboa...
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respostas a perguntas inexistentes (308)
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5.24.2015
pensamentos catatónicos (321)
Saímos dessa história e caímos na realidade quando temos uma chatice no Amor. Quando somos maltratados, por exemplo. É por isso que usamos o verbo cair. A realidade é sempre uma queda e só nos tornamos a pôr de pé quando nos apaixonamos de novo.
As pessoas que sofreram muito numa história de Amor, às vezes desistem dele. Passam a considerar a solidão o maior dos bens, mesmo que seja triste, e optam por viver sempre sós. Podem escrever um pequeno conto de vez em quando, mas desistem de escrever grandes romances.
É uma pena que isso aconteça, perdermos a noção de que somos nós que escrevemos a nossa história de Amor. Até porque perdemos também a noção de que é melhor uma intensa verosimilhança do que uma frágil verdade.
Viva o Amor verosímil! Abaixo a realista solidão!
P.S.: Já foram ao site Out Of Love - WORLD FAILURISTS CONGRESS?
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5.21.2015
pensamentos catatónicos (320)
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5.20.2015
conversa 2123
Ela - Detesto que me digam isso.
Eu - Porquê?!
Ela - Porque a beleza é supérflua, é por isso. Prefiro que gostem de mim pelo que eu sou.
Eu - Pronto... não és bonita mas és adorável, então.
Ela - Vê lá se levas duas chapadas.
P.S. O congresso do ano está aí à porta! WFC
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5.19.2015
A Guerra dos Tronos
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as pessoas que falam demais e as pessoas que falam de menos
As pessoas que falam demais sabem que falam demais, mas acreditam que as pessoas a quem contam tudo não lhes vão fazer a desfeita de as desmascarar. Acreditam, acima de tudo, que falam demais a pessoas que falam de menos.
As pessoas que falam de menos fazem-no porque põem sempre a hipótese de estarem a falar com quem fala demais. É melhor não contar nada a este tipo porque ele vai contar tudo a toda a gente, pensam.
As pessoas que falam demais são boas, porque acreditam no outro. As pessoas que falam de menos são umas desconfiadas, apesar de desconfiarem de pessoas boas que confiam nelas.
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5.16.2015
conversa 2122
Eu - Sim... tirando não ter dinheiro para mandar cantar um cego, está tudo bem.
Ela - O Stevie Wonder, por exemplo.
Eu - O quê?!
Ela -O Stevie Wonder é cego e não tens dinheiro para o mandar cantar. Deve ser caríssimo...
Eu - Onde é que queres chegar com isso?
Ela - A lado nenhum...
Eu - Pareces chateada...
Ela - E estou... mas não é contigo.
Eu - Então?!
Ela - O meu marido entrou hoje na casa de banho quando eu lá estava...
Eu - E qual é o problema?
Ela - O problema é que eu sou casada com ele e a retrete é o único lugar onde uma pessoa casada consegue ter alguma privacidade. Até à retrete ele já chegou. Percebes o que eu estou a dizer?
Eu - Mais ou menos... qual é a relação com o Stevie Wonder?
Ela - Mandei-o sair da casa de banho e ele veio com a mesma conversa de que não temos dinheiro para mandar cantar um cego, por isso temos que partilhar a casa de banho quando for preciso. Não temos dinheiro para uma casa maior. O Stevie Wonder foi a resposta que eu lhe dei...
Eu - E ele?
Ela - Começou a cantar o "I Just Called To Say I Love You".
Eu - E tu?
Ela - Saí de casa um bocado enraivecida e depois de discutir com ele...
Eu - Ele está bem?
Ela - Está. Não te preocupes, não o matei.
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Etiquetas: conversas
5.14.2015
bullying
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5.13.2015
diz que disse (1)
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5.12.2015
coisas que fascinam (176)
Na pessoa que Amamos, há sempre aquilo de que gostamos mais e aquilo de que gostamos menos, ou melhor, de que até não gostamos nadinha. É inevitável. Nós também temos sempre algumas características de que os outros não gostam, mesmo quando gostam de nós. O Amor dá-se quando passamos a gostar de não gostar. É simples, não é?
É simples e difícil. Simples porque é aquilo que todos nós somos, difícil porque passa por não desejarmos que o outro mude. Eu gosto assim do meu Amor, tal como está, e não lhe mudava nadinha. Nem sequer mudava as coisas de que não gosto.
Não gostar de alguma coisa na pessoa que Amamos dá ao Amor um gosto muito maior. Mais intenso, digamos, até porque o Amor sem um ou outro desgosto é a coisa mais deslavada que pode haver. É arroz sem sal. Discorde quem quiser, mas quem nunca fez Amor depois de um quid pro quo ainda não sabe o que é fazer Amor.
Aquilo de que não gostamos no nosso Amor nunca pode ser um factor de acusação. Pode apenas ser um pequeno ponto de discórdia, partida para uma concordância maior. Pelo menos enquanto gostamos dele. É esse um dos aspectos mágicos do Amor: ficarmos bêbados de alegria por não gostarmos do outro.
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5.11.2015
pensamentos catatónicos (319)
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5.07.2015
respostas a perguntas inexistentes (307)
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5.06.2015
conversa 2121
Para se ser amigo de um homem são precisas duas coisas: gostar de cerveja e conseguir ver um jogo de futebol no café. Para se ser amigo de uma mulher são precisas mil e quinhentas coisas, entre elas muito tempo e uma confiança nunca quebrada. A cerveja e o jogo de futebol também podem existir, mas mais lá para o fim da lista.
Foi com as mulheres que eu aprendi o que é a Amizade, aquela que vai para lá da divisão de um prato de tremoços enquanto se comemora um golo do Sporting. Tudo porque as mulheres sabem fazer a distinção entre esses tremoços e ir para as cambalhotas na cama. Os homens não sabem. Eu, pelo menos, sempre tive dificuldade.
- Queres dormir comigo? - perguntei.
- Porquê?!
- Talvez eu queira ser mais do que teu amigo! - atirei como se fosse a última carta num jogo de póquer.
- Nunca vais conseguir ser mais do que meu amigo.
- Porquê?
- Porque isso não existe. Se fores para a cama comigo, passas a ser menos do que meu amigo.
Continuei a comer tremoços.
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5.04.2015
respostas a perguntas inexistentes (306)
As mulheres têm um segredo. Sabem que a vida é uma coisa estúpida, só não o dizem a ninguém. Se as mulheres dissessem aos homens que a vida é estúpida, os homens iam tomar isso como uma ofensa, porque no seu brilhante egoísmo pensariam, não na vida, mas sim na vidinha. A deles.
O segredo delas é maior. Sabem que a vida tem o lado biológico da reprodução da espécie e que ninguém consegue perceber muito bem porquê. Sabem que só existimos quando calha termos um corpo e que, quando o temos, não sabemos muito bem o que fazer com ele. O Amor é uma excepção à estupidez. É esse o segredo delas, Todas o têm, mesmo quando não sabem que sabem isto.
Uma mulher fica desiludida quando é enganada no Amor, um homem fica fodido. São coisas totalmente diferentes. A mulher passa a depositar esperança num hipotético Amor futuro, um homem faz o balanço dos despojos.
- Pelo menos dei umas quecas! - pensa.
Ser enganado no Amor, para quem tiver dúvidas, não é o mesmo que aquilo que se costuma chamar traição ou, para os mais terra à terra, ser encornado. Ser enganado no Amor é pensar que se é Amado quando, de facto, não se é. Em todos nós há enganos de Amor de uma vidinha inteira e enganos de cinco minutos.
Os enganos de cinco minutos são mais femininos, os enganos de uma vidinha são mais masculinos. Isto quer dizer que a mulher pode deixar de Amar um homem durante cinco minutos e aguentar a coisa, um homem pode não Amar uma vida inteira e aguentar na mesma essa coisa. Lá está, pelo menos deu umas quecas. A coisa é o casamento.
Quando um homem descobre que não é Amado durante cinco minutos, explode. Lá está, fica fodido. Quando uma mulher descobre que não é Amada uma vida inteira, vai-se embora. Lá está, sabe que o Amor é o segredo duma vida estúpida. Não faz fretes.
O próximo WFC é sobre desmistificar o Amor e a forma como o pensamos e vivemos. Vão estando atentos...
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4.30.2015
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4.29.2015
Amor e carapau frito
Sou português por mero acaso. Se tivesse nascido noutro sítio, era doutro sítio. Por acaso nasci aqui, neste país. Gosto, apesar de tudo o que não gosto. De qualquer forma, orgulho, orgulho mesmo, não posso dizer que tenha.
Ainda assim, sinto-me português de gema em muitas situações. Quando joga a selecção de futebol não sinto nada, mas quando como carapau frito com arroz de tomate, sim, sinto. Se houver algum motivo de orgulho neste país é esse. Acreditem que é um bom motivo.
Acontece-me mais ou menos o mesmo com vinho tinto, sardinha assada com pimento e alguma música, principalmente fado. Por falar em música, é uma área em que sou muito mais africano e brasileiro do que europeu.
Voltando a Portugal, e para além do carapau frito com arroz de tomate, acredito que tive a sorte de nascer num país bom para me apaixonar. A razão é simples: a única mulher do mundo inteiro por quem eu me poderia apaixonar é portuguesa. Foi uma sorte brutal que eu tive, porque isso me permitiu conhecê-la.
Espremo o mundo inteiro e é essa a razão de eu gostar deste país: poder apaixonar-me nele e conseguir acreditar na enorme mentira que me diz que nunca me apaixonaria noutro lugar.
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4.28.2015
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Podemos sentir uma nova paixão todos os dias. Todas as horas, até. Nenhuma delas chega aos calcanhares da paixão de todos os dias, aquela cujo princípio já se transformou numa memória distante, como a de um filme clássico qualquer.
Quando um Amor de todos os dias termina, o que sobra é um imenso nada. Mais do que da pessoa Amada, temos saudades do próprio Amor. É por isso que, às vezes, tentamos colmatar um grande Amor com um Amor pequenino. Se de um Amor grande sobra um imenso nada, dum Amor pequeno sobra sempre uma chaticezinha. Uma chaticezinha sempre é alguma coisa ou, pelo menos, dá para fingir que sim.
É essa a grande diferença entre um pequeno e um grande Amor. Tudo o que sobra ao terminar. Ou uma chaticezinha porque precisamos dela, ou nada porque já vivemos tudo.
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4.24.2015
o Síndrome do Frasco
Há três coisas que elas sabem quando fazem tal pedido: que ele não vai recusar, que ele não vai conseguir e, finalmente, que ele se vai sentir envergonhado. É por isso que o fazem. Por isso, e porque assim o reduzem a um mero instrumento doméstico: "Olha, preciso de abrir este frasco e lembrei-me de ti". Acontece-lhes o mesmo com o secador de cabelo, do qual só se lembram depois do banho.
O grande problema de um homem que não consegue abrir um frasco de azeitonas passa, naquele exacto momento, a ser o mesmo de um secador de cabelo avariado. Não serve para nada. No desespero, a humilhação aumenta quando ele se se põe a secar as mãos num pano de cozinha enquanto vai dizendo que as tem húmidas. Ao mesmo tempo, entre risos fininhos, elas vão assumindo uma condescendência cruel, do género "deixa lá, eu vou pedir ao vizinho!"
Homens de todo o mundo, quero dizer com orgulho que ontem recusei o pedido duma mulher para abrir um frasco de azeitonas. Não foi fácil, mas alguém tinha que ser o primeiro. A partir de agora também o podem fazer sem terem que ouvir que os outros nunca se recusam a tal coisa. Libertei-vos para sempre do Síndrome do Frasco.
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animais
Eu concordo com estas pessoas e com estes argumentos, mas o meu argumento principal em defesa dos animais é diferente, porque tem o próprio Homem por trás. Considero que quando um Homem trata mal um animal perde um pouco de humanidade. Enfim, é uma vergonha para a espécie. Para quem se estiver a perguntar, sim, considero que é o caso dos toureiros e de quem defende a tauromaquia. Para mim não são pessoas, são uma imitação barata de pessoas.
Não estamos aqui a falar apenas de emoções (mas também, claro). Estamos a falar de ciência, ou melhor, neurociência e neuropsicologia. Eu sou um ignorante em ambas porque ambas ultrapassam em muito o empirismo, mas sei o suficiente para perceber que a estrutura nervosa de um gato, de um cão ou de um touro lhe "permite" sofrer física e emocionalmente. Simplificando, eu sei que se der um pontapé num cão, ele vai sofrer pela dor física e também pela dor emocional. A minha resposta é fácil: não dou pontapés em cães.
É a partir daí que defendo os animais para defender o Homem. Custa-me ver um indivíduo da minha espécie descer ao nível mais reles que o mundo possibilita, que é esse de fazer outro ser sofrer em nome de coisa nenhuma. É o caso de todos os toureiros, pelos quais sinto imensa vergonha alheia. Enfim, posso chamar-lhes todos os nomes, menos o de animais, porque os animais são melhores do que eles.
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4.23.2015
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As mulheres que precisam constantemente de provas de Amor são umas chatas. As outras, acredito que a grande maioria, são melhores. São aquelas que percebem que o Amor se prova a si mesmo todos os dias, sem testes, sem pressões e sem condicionamentos.
Os homens que tentam provar que Amam uma mulher são uns palermas. Normalmente acabam a fazer pedidos de casamento em estádios de futebol, declarações de Amor em noites de karaoke ou a pagar jantares gourmet para ficarem na mesma com fome. Digo-o eu, com a experiência própria de quem já fez palermices a mais.
O Amor é um ser vivo. Eu diria até que é como uma pessoa qualquer. A partir do momento que existe, tem a noção da sua existência, e nenhuma pessoa precisa de anunciar ao mundo a sua existência. Por um lado porque o mundo apercebe-se facilmente dela, por outro porque se está nas tintas para isso.
O melhor Amor não se anuncia, vive-se. E a vida prova-se a ela mesma. Às vezes num olhar, outras vezes num simples toque de mãos. Na distância e na presença.
Nunca me peças que te diga que te Amo. O "Amo-te!" como simples resposta não vale coisa nenhuma.
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4.22.2015
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4.21.2015
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4.20.2015
conversa 2120
Eu - É novo?
Ela - Sim.
Eu - Gosto, é bonito.
Ela - Mas não gostas assim tanto...
Eu - Gosto, gosto.
Ela - Pelo teu tom de voz, não sei se gostas.
Eu - Qual tom de voz?! Se eu disse que gosto é porque gosto. Se não gostasse, dizia que não gostava.
Ela - E se só gostasses mais ou menos?
Eu - Dizia que gostava mais ou menos.
Ela - Os homens são mesmo incompreensíveis.
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4.18.2015
conversa 2119
Eu - Quatro Caminhos, sem dúvida nenhuma...
Ela - Quanto custa?
Eu - Quase oito euros...
Ela - E qual é o pior?
Eu - Na minha opinião, Porta da Ravessa.
Ela - Quanto custa?
Eu - Menos de dois euros...
Ela - Detesto esta dúvida existencial de fim de semana.
Eu - Qual dúvida?
Ela - Se devo ficar sóbria com um bom vinho ou bêbada com um mau vinho.
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4.17.2015
Os nossos governos estão cheios de Jics
Estar bem com todos pode dar jeito no futuro, porque assim ninguém lhes aponta o dedo. A quem não tem opinião, ninguém acusa de a ter ou de ter tido. Por isso, just in case, não são contra nada. É daí que vem a alcunha de Jic.
O grande problema dos Jics é a palavra "mas", que os trai a cada conversa e a cada momento. Eu não tenho nada contra os homossexuais, mas...; eu não tenho nada contra os comunistas, mas...; eu não tenho nada contra as tatuagens, mas...; o "mas" é a palavra que morde pela calada.
"Não ter nada contra, mas..." é uma característica de género e, já agora, também portuguesa. É dos homens portugueses, pronto. É ela o grande denominador comum da nossa querida classe política (aquela que pertence à esfera do poder, pelo menos), contra a qual não tenho nada contra, mas que só faz merda, lá isso é verdade.
Os nossos governos estão cheios de Jics.
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4.16.2015
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As mulheres gostam mais de sexo do que os homens. Muito mais, mesmo. Por isso é que o querem menos vezes. É comum os homens pensarem que as mulheres não gostam tanto de sexo assim que ouvem o primeiro "hoje não me apetece" da namorada ou da amante. O que eles não percebem é que para elas o sexo é um prato gourmet, para eles é um hambúrguer num restaurante de fast food.
Pensem num Caril de Peixe com frutas em que juntam Perca, Cherne e Alabote. Refogam tudo em alho e cebola enquanto juntam os temperos: sal, salsa ou os coentros e o louro. É o sexo das mulheres. Tem sabor, dedicação e oportunidade. Não se come é todos os dias.
Eles conduzem um carro até ao drive in mais próximo e pedem um Big Mac. Sim, todos os dias.
O melhor que pode acontecer a um homem é encontrar uma mulher que o ensine, não só a cozinhar, mas também a comer, para que ele possa conhecer receitas gastronómicas. É quando um homem deixa de ter a mania que é o melhor do mundo na cama que passa a ser alguma coisa de jeito. É também, nesse momento, que ela o acompanha uma vez por outra ao pior restaurante do mundo.
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4.14.2015
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O mais bonito nos homens que não sabem fazer declarações é que nunca desistem de tentar. Passam a vida a esbarrar na incompreensão feminina, que ora reage com desprezo total, ora com um sorriso igual ao de quem parte em viagem, isto é, de quem vai embora porque está farto de ali estar.
As mulheres deviam ter mais atenção aos homens que bebem. Acredito que não há um único bêbado neste mundo que não o seja por causa delas. Delas e, claro, da sua incompetência natural para fazer declarações de Amor.
Lembro-me do dia em que percebi que não sabia fazer declarações de Amor. Foi num dia como o de hoje. A espuma da minha cerveja descia pelo vidro num lento suicídio em direcção ao fundo do copo e ela, que ainda só tinha dado dois goles, sugeriu-me que pedisse outra.
- És bonita! - disse eu.
Os olhos dela continuaram a olhar para o meu copo, como se estivessem a admirar uma obra de arte qualquer, indiferentes ao que eu acabara de dizer. Para meu espanto, o mundo continuava a funcionar à minha volta como se nada fosse. Menos mal. Os clientes continuavam a entrar e sair daquela esplanada e o empregado de mesa, demasiado calmo para o número de clientes que esperavam por ele, empilhava copos vazios numa bandeja que me parecia demasiado pequena para o efeito.
- Outra cerveja, por favor! - pedi-lhe assim que passou perto de mim.
É claro que ela ficou indiferente. A minha declaração não chegava a ser de Amor. Era apenas uma tremida constatação da sua beleza, pela qual ela nem sequer tinha responsabilidade nenhuma. Acabei a minha segunda cerveja no mesmo momento em que ela acabou a primeira. Vi-a levantar-se, pagar e afastar-se enquanto me dizia adeus com a mão esquerda. Aquela era uma despedida que me despedia a mim, definitivamente, de candidato a poder Amá-la.
- Paguei as três... - disse ela. Depois desapareceu.
Fiquei eu e o bar.
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4.11.2015
conversa 2118
Eu - Não concordo nada com isso.
Ela - Podes não concordar, mas é verdade. O meu marido, por exemplo, não era um homem especialmente bonito quando o conheci. Tornou-se bonito pela maneira de ser...
Eu - Eu percebo isso perfeitamente. Acho que os homens também têm essa capacidade.
Ela - Já te aconteceu interessares-te por uma mulher menos bonita fisicamente, apenas porque a achaste inteligente?
Eu - Já, claro que já. Contigo, por exemplo.
Ela - Comigo?!
Eu - Sim.
Ela - Ah! Meu sacana. Então não me achas bonita?!
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4.10.2015
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4.09.2015
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pensamentos catatónicos (318)
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4.08.2015
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3.27.2015
respostas a perguntas inexistentes (298)
Espantam-me os apaixonados que não sentem ciúmes. Eu cá sou um homem ciumento, apesar de não ter ciúmes de ninguém. É com o mundo que me zango constantemente, por ter mais do meu Amor do que eu próprio. Chamo-lhe nomes, mas ele não me liga nenhuma. Filho da puta!
É que é sempre assim quando me apaixono. Vem o mundo e zás, estraga tudo. Tem a mania de atrair as atenções e eu que me lixe. Fico como um cão abandonado enquanto o meu Amor e Ele se divertem. É a merda do trabalho, dos programas baratos da tv por cabo, do livro que nunca acaba por mais páginas que passem e até da gastronomia.
Ainda há dias estávamos juntos na cama, acabadinhos de acordar, eu e o meu Amor, quando se decidiu levantar para ir comer torradas com doce. E eu com ciúmes daquilo tudo, à espera que eles decidam descansar um do outro para conseguir um pouco de atenção. Passei-me!
A única coisa que eu queria era que o mundo desaparecesse cada vez que me apaixono, mas isso nunca acontece. É um chato. O mundo parece um vendedor ambulante, sempre a tocar à campainha nos piores momentos.
Quando alguém me diz que nunca teve ciúmes, então é porque nunca esteve apaixonado. O Amor é isso: ter ciúmes do mundo.
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3.26.2015
sem título
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3.10.2015
inútil declaração de Amor
Volto ao princípio para me explicar melhor. O Amor tem que ser uma causa, daquelas pelas quais lutamos com todas as nossas forças. Não podemos aceitar que estar apaixonado seja a mesma coisa que estar na fila para o pão, ou seja, que o Amor se transforme numa variável útil da nossa vida, daquelas que só temos porque dá jeito ter.
O melhor Amor é aquele que não dá jeito nenhum. É o Amor inútil. Só existe pela mesmíssima razão que o Big Bang se deu. É a explosão que nos permite viver. Tirando essa razão para viver, não nos dá mais nada, a não ser sexo.
Ninguém devia responder "mais ou menos" quando lhe perguntam como está de Amor. Estar mais ou menos é a mesma coisa que estar mal, ou pior, é ainda mais vazio, mais cheio de nada. É só por isso que hoje, mais de seis anos depois de te ter conhecido, me apetece dizer publicamente que te Amo inutilmente.
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2.27.2015
há coisas que não vão mudar
As mulheres bonitas e magras só estão ao alcance dum homem milionário. Já os homens têm mais sorte, podem ser sempre feios, ter um bigode mal cortado e barriga de cerveja. Enfim, a vida deles é muito mais simples do que a delas, que têm que estar sempre em forma e bem tratadas.
Claro que eles só podem ser feios se forem ricos e elas só devem ser bonitas se forem compráveis. Tudo o resto foge a uma normalidade que me escapa totalmente.
Hoje é sexta e eu não joguei no Euromilhões, apesar do meu sonho de dar a volta ao planeta de mochila às costas. Quando um dia destes jogar, se vir uma mulher na fila, dir-lhe-ei que é um jogo só para homens. O melhor que lhe pode acontecer é ser mulher dum gajo rico ou, em última análise, mãe incomodada desse mesmo excêntrico.
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2.26.2015
respostas a perguntas inexistentes (297)
Ainda ontem ouvi alguém falar do grande Amor da sua vida. É claro que o tamanho importa, por isso é que todos procuram esse grande Amor. Nunca ninguém deseja um Amor pequeno, porque à falta de mais conhecimento sobre o assunto, sobra o tamanho. O tamanho é o primeiro objecto de análise. Vivam os grandes Amores.
Eu também sempre quis um grande Amor, até ao dia em que percebi que os melhores Amores são os pequenos que, por serem menores, também são difíceis de encontrar. No dia em que decidi que precisava de um pequeno Amor vivia um grande, enormíssimo, Amor. Tão grande que ocupava o espaço todo, incluindo o de uma praia invernosa e deserta onde eu tinha caminhado sozinho toda uma tarde, apenas porque a solidão também é uma necessidade.
- Onde é que andaste o dia todo? - Perguntou-me.
Voltei a essa praia já a pensar em como desejava um Amor mais pequeno, daqueles que não são óbvios e que, para termos a certeza que existem, precisam de uma lupa ou até de um microscópio. São os Amores de pormenor, que por serem pequenos não exigem nada. Dão é tudo. É o pormenor de uma mão dada, de um segredo ao ouvido ou de um abraço. Ninguém vê, a não ser quem o sente.
Há alguns anos que vivo o mais pequeno Amor da minha vida. Assim, porque não quero outro.
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2.15.2015
conversa 2117
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2.13.2015
respostas a perguntas inexistentes (296)
Lembro-me da primeira vez que tentei matar por interesse. Com excepção do curso que tirei no Politécnico do Porto, nunca fui um aluno propriamente brilhante. Desde cedo revelei alguma incompatibilidade com a escola, tão incompatível que, para ser sincero, eu próprio não me apercebia que era um aluno à parte.
Um dos miúdos que eu conhecia e que também era um mau aluno vivia mesmo ao meu lado. Não dava nada para os estudos, mas dava para o negócio. Com doze anos já vendia de tudo aos colegas, desde relógios a doces e também ratos brancos. Nunca fomos grandes amigos, mas foi a ele que eu comprei um rato para levar para a aula de Ciências da Natureza, com o intuito de ser aberto. O rato ia morrer, mas era uma rara oportunidade que eu tinha de fazer qualquer coisa de positivo naquela disciplina.
O Filipe, sim, era um bom amigo. Também era um excelente aluno. Depois de termos estado todos a fazer festinhas ao rato, ele emocionou-se, pegou na caixa com o animal e fugiu. Soltou o bicho pela rede de arame para uns terrenos onde, na altura, apenas crescia milho. Enfureci-me e bati-lhe. Ele também me bateu. Ficámos os dois bastante marcados e chorámos bastante tempo. Menos mal, foi desde esse dia que nos tornámos amigos inseparáveis.
Talvez o Filipe, que já não está entre nós, tenha sido o meu grande amigo de infância. Foi a ele que confessei o meu primeiro Amor falhado. E o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto e o sexto. Na verdade perdi-lhe a conta. Era criança e apaixonava-me todos os dias porque nem sequer sabia o que era o Amor. Bons tempos, esses, em que não sabemos o que é o Amor mas sabemos o que é a Amizade.
Hoje o movimento na minha loja esteve parado. Fiquei um bocado de tempo a olhar, surpreendido, para duas crianças que faziam equilibrismo no muro do outro lado da avenida. Tocavam-se a medo para tentar fazer o outro cair. Tantas vezes que eu brinquei assim com o Filipe. Se ele estivesse ali, provavelmente tínhamos bebido e brindado com uma cerveja. Como não está, é este o meu brinde para ele.
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1.30.2015
Alabote
No presente atendo uma cliente na minha loja de congelados que procura um peixe muito específico chamado Alabote.
- É aqui que vendem Alabote? - Pergunta-me da porta.
- É! - E ela sobe os três degraus da entrada.
Habituei-me a esta pergunta com alguma regularidade. Não faço a mínima ideia porquê, mas o Alabote é um peixe difícil de encontrar. Eu próprio só o saboreei pela primeira vez depois de ter iniciado este negócio. Normalmente, quem compra este peixe já sabe ao que vem.
Lá fora , três árvores nuas vão-se acariciando mutuamente com as pontas finas dos galhos, indiferentes ao trânsito automóvel que mastiga a estrada como se não soubesse muito bem para onde ir. Olho pela janela e ouço uma arca frigorífica a abrir-se.
- Não sei muito bem quando é que comi este peixe pela primeira vez, mas sei que me sabe muito bem. Foi uma amiga que já cá veio que me disse que vendia Alabote.
Sorrio. A cliente não sabe, mas enquanto lhe faço a conta penso em como ela respondeu à minha dúvida. Decidi que ter um Amor é melhor do que ter cinquenta no exacto momento em que o provei e me soube bem. Ela sai, devagarinho, com a carteira numa mão e o saco de peixe noutra. Agradeço-lhe a compra e, sem ela saber, tudo o que ela me disse.
O vento amainou e as árvores pararam com as carícias. Talvez estejam a pensar em como lhes souberam bem. Acho que às vezes todos paramos por um momento ou dois para pensar no prazer de estar vivo. Mesmo que não saibamos de onde ele vem, guardamo-lo. Acho que é tudo.
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1.27.2015
sou um enorme sucesso entre as mulheres
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Etiquetas: coisas tão estúpidas que até tenho vergonha
1.15.2015
respostas a perguntas inexistentes (295)
Estou a olhar para os meus sapatos agora. Ainda é assim hoje em dia. Tem piada, reparar na forma como as minhas solas estão gastas trouxe-me várias recordações de infância. A voz doce da minha mãe, a luz do Sol a desenhar os buracos da persiana na parede do meu quarto e ao canto, sempre no canto, a minha velha bola de futebol a descansar dos pontapés que levava diariamente.
Às vezes jogava no tapete de relva que ainda está no bairro da Gulbenkian, em Aveiro, onde morava a minha avó. Jogava o dia todo, com intervalos apenas para comer o pudim amarelo, que ela fazia quase todos os dias, e para fugir dos funcionários da câmara que nos proibiam de pisar a relva.
Lembro-me de, ao fugir deles a sete pés, tropeçar no passeio, cair e ser apanhado por um.
- Um dia, quando cresceres, vais perceber porque é que não podes pisar a relva! - disse-me ele em tom ameaçador.
A minha avó viu tudo da varanda e saiu em meu socorro. O homem afastou-se, pareceu-me que frustrado por não me ter assustado mais.
- Eu já sou velha e ainda não percebo porque é que fazem tapetes de relva, se não os podemos pisar... - disse ela.
Eu tenho quarenta e três anos agora. Também ainda não percebo.
E foi nisto que pensei ao olhar para os meus sapatos.
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1.13.2015
conversa 2116
Eu - Porque é que dizes isso?
Ela - Não sei... sinto-me estranha e nem sei bem porquê, o que já é estranho.
Eu - Não te preocupes. És uma gaja como outra qualquer.
Ela - Uma gaja como outra qualquer?! Não melhorou nada, preferia ser uma gaja estranha.
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1.12.2015
um pássaro assustado
Não me considero com jeito para vendedor, mas nunca me tinha acontecido isto: simplesmente não conseguir ter emprego e ter que iniciar uma actividade por conta própria. A minha loja ainda não está a dar dinheiro, mas as reacções da generalidade dos clientes dão-me alguma esperança de que eu possa vir a viver disto. Uma das vantagens é que converso com mais pessoas que não conheço de lado nenhum, clientes que entram, compram uma ou duas postas de peixe e falam sobre temas variados. Ainda assim, passo muitas horas sozinho.
Na rua onde estou não há árvores no passeio. É uma avenida preenchida por edifícios herméticos, com cerca de seis ou sete andares cada um, que parecem indiferentes ao que se passa lá fora. Existe uma esplanada onde o Sol costuma tomar café depois do almoço e eu, sempre que posso, também. Tudo o resto é quase sempre sombra.
Foi num desses momentos que percebi que alguns pássaros pequenos pousam na frágil vegetação da faixa central da avenida. Cada vez que passam automóveis, eles assustam-se e voam. Depois tornam a pousar, como se o susto os tivesse cansado bastante. Não sei se é sempre assim, mas pelo menos foi uma vez.
Foi dessa esplanada, também, que vi um senhor de idade tropeçar e estatelar-se no chão. Ninguém se levantou para o ajudar, a não ser eu e o amigo que estava nesse momento comigo. Às vezes parece que quantos mais somos, mais sós vivemos. É por isso que aproveitamos a compra duma posta de peixe para falar sobre qualquer coisa, seja o que for. Eu também sou assim, uma espécie de pássaro assustado.
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1.06.2015
a minha loja, ou como não consigo fazer as pazes com o mundo
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1.05.2015
engolida pelo Sol
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