6.19.2014
6.18.2014
conversa 2106
Eu - E como é?
Ela - Com Portugal a perder como perdeu com a Alemanha.
Eu - Isso é bom para a tua vida?
Ela - É! Durante três dias o meu marido não abriu a boca. Andou sempre cabisbaixo lá por casa. Há muito tempo que não tinha tanta paz de espírito.
Publicada por
Ivar C
à(s)
14:22
7
comentários
Etiquetas: conversas
6.17.2014
respostas a perguntas inexistentes (280)
Publicada por
Ivar C
à(s)
12:07
9
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
6.16.2014
pensamentos catatónicos (310)
Agora, a facilidade com que os adeptos festejam um golo é a mesma com que eu festejo pequenos gestos de Amor, que são os que me fazem felizes a mim. Uma mão apertada, um abraço sincero, uma noite de encosto num sofá ou um beijo prolongado.
Como em tudo, às vezes sofremos golos na própria baliza.
Publicada por
Ivar C
à(s)
14:04
13
comentários
Etiquetas: pensamentos catatónicos
6.13.2014
os meus pequenos segredos
Não sei se é normal, francamente, ter alguns lugares assinalados como segredos nas nossas vidas. Sei que para mim é. Principalmente em Aveiro, mas também em vários locais do mundo, encontrei sítios onde nunca irei com ninguém, mas apenas sozinho. São os meus pequenos segredos.
Chamo um pequeno segredo a um espaço qualquer onde já me tenha refugiado algumas vezes, onde consegui falar comigo mesmo com calma, normalmente sobre decepções de Amor, tenham sido elas maiores ou menores.
Na Holanda de Aveiro (chama-se assim por ter sido conquistada à água pela mão humana), em pleno rio Príncipe, há um canto que já me serviu de refúgio algumas vezes. Estive lá, por exemplo, no dia seguinte àquele em que conheci a Raquel. Nesse dia passei lá a manhã e parte da tarde, li um livro inteiro e molhei os pés, só para tentar perceber o que me estava acontecer. Sozinho, porque o Amor deve sempre evitar opiniões alheias.
Ontem voltei lá, não sei bem porquê, e decidi filmá-lo e desvendá-lo assim que vi um lagostim a movimentar-se com dificuldade na terra em direcção à água, onde o perdi para sempre. Não é nada de especial, mas para mim é um canto inesquecível de vários cantos da minha vida.
Podem vê-lo maximizado, porque está em full hd e com uma qualidade de imagem bastante boa.
Publicada por
Ivar C
à(s)
01:44
8
comentários
Etiquetas: memória de baleia
6.12.2014
conversa 2105
Eu - Demasiado facilmente?!
Ela - Sim. Eu perguntei-te se tinhas namorada e disseste logo que sim.
Eu - Querias que eu dissesse o quê?!
Ela - Não queria que dissesses nada, mas a maior parte dos homens, quando diz que tem, diz também que está numa fase má e que a coisa deve estar para acabar.
Eu - Eu não estou para acabar...
Ela - Mas se o disseres sempre abres a porta a um caso extraconjugal.
Eu - Ah! Por um lado não quero abrir essa porta, por outro não acredito que as mulheres sejam parvas ao ponto de irem nessa conversa da relação que está muito mal e prestes a acabar.
Ela - É claro que não são parvas a esse ponto, mas às vezes fingem que sim...
Publicada por
Ivar C
à(s)
14:56
16
comentários
Etiquetas: conversas
6.09.2014
coisas que fascinam (172)
Claro que nos anos setenta e oitenta não havia qualquer tipo de compreensão para com estas manias, pelo que a coisa me valeu algumas reguadas e até expulsões com falta a vermelho. Uma vez a minha professora primária, já irritada, perguntou-me porque é eu não queria dar a mão a ninguém. Eu não soube explicar. Disse-lhe apenas que me fazia impressão. Apanhei.
À Helena, no entanto, dava sempre a mão. Corria com ela de mão dada pelo recreio todos os dias. Foi por causa dessas mãos dadas que experimentei o meu primeiro beijo que, aliás, não me soube a nada. Um dia a minha professora viu-nos assim e afastou-me dela. A lógica era que se eu não dava a mão quando me pediam, também não podia dar quando me apetecia.
Mesmo já mais crescido nunca fui muito de dar mãos. Às vezes acontecia e até gostava, mas a iniciativa nunca partia de mim e sim das poucas namoradas que tive na vida. Olhando agora para trás, creio que todas se queixaram disso pelo menos uma vez. Lembrei-me disso ontem, quando a passear em Matosinhos com a Raquel estiquei o meu braço e lhe dei a mão. Já aconteceu mais vezes com ela. Acho que é a primeira vez.
Publicada por
Ivar C
à(s)
14:37
11
comentários
Etiquetas: coisas que fascinam
6.06.2014
pensamentos catatónicos (309)
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:32
6
comentários
Etiquetas: pensamentos catatónicos
6.05.2014
pensamentos catatónicos (308)
É então que reparo que, apesar do meu humilde gosto pela cozinha, nunca preparo nada com antecedência. Quando cozinho para amigos, o máximo que faço é temperar a comida uns trinta minutos antes. Se cozinhar só para mim, nem isso.
Com o tempo perdemos o tempo, ou seja, perdemos a disponibilidade para pensar nas coisas com alguma antecedência. Só por si, a coisa pode não parecer grave. Afinal de contas vende-se bacalhau já demolhado e vinagre tão bom que tempera bem os bifes em cerca de dez minutos. É na falta de projecto que está o problema. Para a geração da minha mãe tudo era um projecto de vida, para a minha tudo é um improviso.
Às vezes tenho a sensação que este princípio se aplica a tudo. Também ao Amor, onde vamos Amando o que é possível Amar sem ensaiar muito a coisa. Dez minutos agora, vinte minutos amanhã. Só por si a coisa não parece grave. Afinal de contas os Amores vão-se digerindo como uma qualquer refeição improvisada.
Publicada por
Ivar C
à(s)
17:12
12
comentários
Etiquetas: pensamentos catatónicos
6.04.2014
conversa 2104
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:33
9
comentários
Etiquetas: conversas
6.03.2014
conversa 2103
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:00
13
comentários
Etiquetas: conversas
6.02.2014
coisas que fascinam (171)
Publicada por
Ivar C
à(s)
12:03
4
comentários
Etiquetas: coisas que fascinam
6.01.2014
conversa 2102
Eu - Fiambre e queijo?! A que propósito?
Ela - Os homens são óptimos para irem para a fila do fiambre e do queijo enquanto as mulheres fazem as compras...
Publicada por
Ivar C
à(s)
21:41
8
comentários
Etiquetas: conversas
5.30.2014
pensamentos catatónicos (307)
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:02
10
comentários
Etiquetas: pensamentos catatónicos
5.29.2014
respostas a perguntas inexistentes (279)
Publicada por
Ivar C
à(s)
10:00
8
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
5.27.2014
odeio estrelas.
Publicada por
Ivar C
à(s)
17:29
15
comentários
Etiquetas: diversos
5.22.2014
Marinho Pinto
Marinho Pinto, candidato pelo MPT nas eleições europeias, considera que a violência doméstica NÃO deve ser crime público. É por isso que eu estou aqui, da forma mais sincera possível, a solicitar que não votem nele neste Domingo.
A justificação de Marinho Pinto é que, enquanto advogado, já assistiu a um caso em que o casal se reconciliou. A lei nunca impede a reconciliação, mas pode impedir que o abuso sexual e a agressão sejam permanentes. Basta fechar os olhos. Eu não fecho os olhos à violência doméstica!
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:05
21
comentários
Etiquetas: violência doméstica
5.21.2014
conversa 2101
Eu - Porquê?
Ela - Estive a ler sobre isso. Homens com a face como a tua, ligeiramente arredondada, são mais confiáveis do que aqueles que têm uma cara mais quadrada.
Eu - Confiáveis em que aspecto?
Ela - Não traem a mulher e são mais carinhosos.
Eu - Ah! O teu marido tem a cara arredondada também?
Ela - Claro que não. Credo!
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:49
11
comentários
Etiquetas: conversas
5.20.2014
conversa 2100
Eu - Acho que não é bem assim, mas pronto.
Ela - Espero que não seja. Não queria arranjar um namorado decente já...
Eu - Não?!
Ela - Não. Também estou no limite da idade para ter uma vida sexual de jeito e com um namorado decente isso não se consegue.
Publicada por
Ivar C
à(s)
14:52
19
comentários
Etiquetas: conversas
5.19.2014
respostas a perguntas inexistentes (278)
É por isso que me lembro tão bem do momento em que conheci a Irina. Foi a única pessoa a quem associei a palavra “estranha” assim que a conheci. Não que ela tivesse um aspecto esquisito ou outra característica física qualquer fora do normal. O que se passou foi que, desde o primeiro momento, me pareceu uma pessoa totalmente racional e sem pingo de sistema nervoso ou emoção.
De resto, e se eu fizesse um esforço para atribuir uma emoção qualquer à sua face petrificada, era uma mulher bastante atraente. Tinha a pele muito branca, com alguns sinais bem visíveis, e uns cabelos longos e pretos que pareciam ter sido acabados de esticar.
A forma como a conheci também não foi muito normal. Os nossos olhares não se trocaram directamente, mas sim através do nosso reflexo no vidro do comboio. Ela estava a olhar para o meu reflexo e eu para o dela. Quando eu sorri ela falou pela primeira vez.
- Não te preocupes – disse – Quase todas as pessoas que viajam com um desconhecido à frente optam por analisá-lo a partir do reflexo no vidro.
- Não te estava a analisar – respondi.
- Estavas, estavas, só que não sabes.
Com o tempo eu fui falando cada vez menos e ela cada vez mais, até que eu acabei por me tornar num mero ouvinte do que ela tinha para me dizer. Isto aconteceu porque ela parecia saber tudo sobre mim. Não que soubesse factos concretos como a minha idade ou estado civil, mas sim como eu me sentia e como eu pensava em cada momento ou situação. Comecei a sentir-me cada vez mais transparente aos olhos dela, como se fosse apenas um reflexo, e acabei por me silenciar.
Foi então que ela me disse para eu não me assustar. Explicou-me qualquer coisa sobre existirem várias dimensões e nós não passarmos de apenas uma projecção. Disse-me que tem a capacidade de sentir que nós não estamos sozinhos porque sente constantemente outros seres inteligentes à nossa volta. Aquilo pareceu-me conversa de alguém alcoolizado ou sob o efeito de drogas. Ainda assim, por qualquer motivo, não me deu para rir. Segundo ela, todos nós vivemos da forma como nos tínhamos acabado de conhecer, ou seja, como uma série de reflexos que se confundem uns com os outros e com a própria paisagem.
Em Santa Apolónia despedimo-nos um do outro com dois beijos na face. Ela apanhou um táxi e eu segui a pé até à casa dum amigo que ia visitar. Pelo caminho fui sempre a pensar na sua última frase, até porque eu não lhe tinha dito nada sobre o assunto.
-Ah! Compreendo que me aches estranha! - disse.
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:34
9
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
5.16.2014
conversa 2099
Eu - E cortaste?
Ela - Sim, o ambiente entre nós tornou-se insuportável. Infelizmente, acabámos da pior maneira.
Eu - E estás arrependida, é isso?!
Ela - Sim. Esta semana tenho que levar o carro à inspecção e ele dava muito jeito para isso. Não tenho é coragem de lhe pedir...
Eu (risos) - Estou emocionado com tanta sensibilidade.
(dois minutos depois)
Ela - Estava à espera que te oferecesses para me levar o carro à inspecção, pá!
Eu - Azar, também detesto levar o meu carro à inspecção.
Ela - Pronto... nem como ex-marido me servias.
Publicada por
Ivar C
à(s)
17:28
13
comentários
Etiquetas: conversas
5.15.2014
pensamentos catatónicos (306)
Publicada por
Ivar C
à(s)
17:44
10
comentários
Etiquetas: pensamentos catatónicos
5.14.2014
conversa 2098
Ela - Não tenho saído muito. Estou numa fase em que gosto de ficar em casa, sozinha com os meus pensamentos.
Eu - Estás a viver sozinha?
Ela - Sim. Separei-me há quatro meses. Quer dizer, não me separei. Ainda namoro com o David, mas decidimos viver separados.
Eu - Ah! Eu também vivo sozinho, por isso compreendo.
Ela - Nós tivemos uma discussão muito grande e decidimos ir cada um para seu lado no próprio dia. Há coisas que tornam a coabitação difícil.
Eu - Ainda bem que não se chatearam.
Ela - Pois... ele queria tirar a televisão por cabo lá de casa. Para mim é impossível viver sem televisão por cabo. É mais do que evidente que não podemos viver na mesma casa.
Eu - Tens a certeza que gostas de ficar em casa sozinha com os teus pensamentos?!
Ela - Pronto... e a ver televisão também. Admito que sim.
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:10
10
comentários
Etiquetas: conversas
5.13.2014
desabafo
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:21
18
comentários
Etiquetas: violência doméstica
5.12.2014
respostas a perguntas inexistentes (277)
Para quem o deseja mas não acredita nele há várias formas de o prolongar o mais possível. Estou convencido que a melhor de todas é ter vida própria e dar espaço a que a pessoa Amada também a tenha. Vida própria e ciúmes dela, claro.
Os ciúmes não são assim tão maus. Se não se tornarem doentios até são um dos ingredientes obrigatórios do Amor. É por isso que os devemos sentir de vez em quando e, caso já não os sintamos, temos que fazer por isso. A vida própria de ambos é uma boa maneira de o conseguir.
Com vida própria temos sempre alguma coisa para contar à pessoa que Amamos. Onde estivemos, o que fizemos, o que aprendemos e conhecemos. Além disso, também temos sempre alguma coisa nova para ouvir. É uma revelação constante, sendo que essa revelação, logo antes do ciúme, é o principal ingrediente de um Amor longo.
Publicada por
Ivar C
à(s)
13:44
13
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
5.08.2014
conversa 2097
Eu - Porquê?
Ela - De repente tornou-se super carinhoso e meigo comigo.
Eu - Ele ser carinhoso contigo quer dizer que te anda a trair?!
Ela - Sim, porque na cama continua a ser um zero à esquerda.
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:23
6
comentários
Etiquetas: conversas
5.07.2014
conversa 2096
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:39
14
comentários
Etiquetas: conversas
5.06.2014
conversa 2095
Eu - Fico contente em ouvir isso.
Ela - Apercebi-me que os maridos não fazem falta para quase nada e sinto-me bem sozinha.
Eu - Para quase nada?! Então fazem falta para alguma coisa...
Ela - Sim, fazem falta para implicar de vez em quando, mas como tenho um filho adolescente não preciso de mais nada.
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:25
13
comentários
Etiquetas: conversas
5.05.2014
conversa 2094
Eu - Só durante algum tempo. Sou FAT* duma gata que decidiu parir dois gatitos lá em casa.
Ela - Ao meu ex-marido aconteceu mais ou menos o mesmo.
Eu - Também é FAT de gatos?
Ela - Não. Foi FAT duma gaja logo a seguir a mim e quando deu por ela, ela já estava prenha.
* Família de Acolhimento Temporário
Publicada por
Ivar C
à(s)
17:37
7
comentários
Etiquetas: conversas
respostas a perguntas inexistentes (276)
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:16
9
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
5.04.2014
respostas a perguntas inexistentes (275)
Para além duma flor para a minha mãe, pousei no tapete corredor do supermercado duas garrafas de vinho, uma embalagem de filetes de peixe e outra de rúcula selvagem. A empregada da caixa fez-me todas as perguntas que já teria feito algumas centenas de vezes, antes de mim, a outros clientes: se eu tinha cartão cliente, se desejava saco plástico e, por fim, se queria número de contribuinte na factura. Não, não, sim.
A última frase, já com o pagamento feito, não foi uma pergunta. Continuação de um bom domingo, disse. Foi simpática, mesmo que o tenha sido apenas porque sim, mas deu-me para não aceitar aquele cumprimento como outra coisa qualquer. Tenho tido um péssimo domingo, respondi.
Na verdade não tenho tido um péssimo domingo. Tenho tido, isso sim, um dia banal. Acho que o que me passou pela cabeça foi não aceitar a inocente presunção daquela mulher de que sabia como estava a ser o meu dia. Dizer coisas por dizer até pode ser, fazer apostas relativamente ao meu dia é que não.
O próximo cliente mostrava-se nervoso, como se eu lhe estivesse a empatar a tarde por estar a fazer compras no mesmo sítio que ele. Ela repetiu-lhe as mesmas duas perguntas iniciais: se ele tinha cartão cliente e se desejava saco plástico. Ele bufava com modos pesados a tanger o grosseiro. Percebi então o motivo pelo qual ela partia do princípio que eu estava a ter um bom domingo. Pedi-lhe desculpa e desejei-lhe um resto de um bom dia tanto quanto possível.
O cliente seguinte pareceu-me acalmar-se.
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:21
4
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
5.03.2014
respostas a perguntas inexistentes (274)
No entanto percebo por que motivo se coloca uma fotografia do Pôr do Sol no Facebook quando se está apaixonado. É o sentimento de impotência para explicar o que nos vai na alma. Nenhuma palavra nos parece suficiente para o explicar, por isso passamos para uma imagem, acreditando que é verdade que ela pode valer mil palavras que no momento nem sequer nos vêm à cabeça. É mentira.
A minha proposta é que escrevam apenas Amor. Chega.
Publicada por
Ivar C
à(s)
19:25
4
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
5.02.2014
coisas que fascinam (170)
Publicada por
Ivar C
à(s)
11:39
12
comentários
Etiquetas: coisas que fascinam
conversa 2093
Eu - Sim, com cerveja vão bem, especialmente no Verão. Só não percebo a que propósito é que me estás a perguntar isso. Estavas a falar do teu...
Ela (interrompendo-me) - Do meu cabelo. Exactamente!
Eu - Ah!
Publicada por
Ivar C
à(s)
00:17
5
comentários
Etiquetas: conversas
4.30.2014
conversa 2092
Eu - Então dá cá um grande abraço.
Ela - Eu disse às vezes, não neste preciso momento.
Publicada por
Ivar C
à(s)
18:13
5
comentários
Etiquetas: conversas
4.29.2014
pensamentos catatónicos (305)
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:43
12
comentários
Etiquetas: pensamentos catatónicos
4.28.2014
conversa 2091
Eu - Sei lá!
Ela - Caramba! Precisava de saber...
Eu - Porque é que raio queres saber isso?
Ela - Ontem bebi uns copos a mais e contei umas histórias ao jantar...
Eu - E?!
Ela - E espero que sejam verosímeis...
Publicada por
Ivar C
à(s)
13:11
3
comentários
Etiquetas: conversas
4.27.2014
conversa 2090
Publicada por
Ivar C
à(s)
22:08
11
comentários
Etiquetas: conversas
4.25.2014
uma estátua de pedra
Publicada por
Ivar C
à(s)
14:42
12
comentários
Etiquetas: crónicas de engate
4.23.2014
pensamentos catatónicos (304)
Nunca me apaixonei nas Finanças, no Registo Civil ou no Notário. A razão é simples, são locais onde não há conversas de treta. A última vez que tirei o cartão de cidadão tive a felicidade de ser atendido por uma mulher bonita e a infelicidade de estar num local onde não há espaço para conversas de treta. Tudo o que ela me perguntou foi útil, tudo o que eu lhe respondi também. No Amor não há muito espaço para a utilidade.
Sobre o estado do tempo, por exemplo, eu sou incapaz de trocar uma só palavra com alguém de quem não gosto. Já com quem Amo posso estar a noite inteira a falar do Sol, da chuva, das nuvens e da precipitação. Com a vantagem de que também consigo estar em silêncio sem que o silêncio me incomode. A companhia de quem Amo é sempre uma contemplação e não há treta melhor do que saber isso.
Sei que uma mulher não gosta de mim o suficiente quando a convido para sair ou jantar e ela me pergunta para quê. Quando há um "quê" num convite para estar com alguém a coisa simplifica-se, mas tudo o resto desaparece. Se eu telefonar ao canalizador há sempre um "quê" muito simples. Uma sanita entupida, por exemplo. Se eu convido alguém para jantar é porque quero ter uma noite de treta.
O Amor é uma treta. Quando não é uma treta também já não é Amor. É uma utilidade.
Publicada por
Ivar C
à(s)
14:48
7
comentários
Etiquetas: pensamentos catatónicos
4.22.2014
conversa 2089
Eu - Sim, mais ou menos.
Ela - Bem me parecia.
Eu - Bem te parecia o quê?
Ela - Que não estavas bem.
Eu - Eu disse que sim, mais ou menos.
Ela - Ou seja, não estás bem.
Eu - Estou, estou. Mais ou menos...
Ela - Mais ou menos que dizer que não andas bem.
Eu - Mais ou menos que dizer que estou mais ou menos.
Ela - Não me parece nada.
Eu - Mas é o que é. E tu, estás bem?
Ela - Sim, mais ou menos.
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:20
4
comentários
Etiquetas: conversas
Kotka
Dias houve em que me dediquei às terras mais pequenas e desconhecidas. Lia os nomes e tentava decorá-los para sempre, como se fosse possível um dia conhecer o mundo como conheço as palmas das minhas mãos. Tal nunca aconteceu mas ainda hoje, quando atravesso as estradas e ruas deste país, me acontece passar por pequenas terras cujo nome me soa familiar.
Os mapas em suporte de papel não mostravam muito mais do que linhas e nomes. Não serviam, por isso, para que eu tivesse uma noção mínima de como era cada terra, mas serviam para eu conhecer a sua localização. A partir de Aveiro, a cidade onde eu cresci, passava tardes a percorrer com os meus dedos os caminhos que me podiam levar a cidades tão distantes como Roma ou Moscovo, ou a aldeias tão perdidas como Vilarandelo ou Amareleja. Aveiro deixou de ser então a cidade onde eu crescia para passar a ser um ponto de ligação ao mundo inteiro.
Naquele princípio dos anos oitenta, fruto da revolução de Abril alguns anos antes, o nosso país começou a receber turistas um pouco de todo o mundo, mas principalmente de países do norte da Europa. Eram pessoas que se distinguiam fisicamente dos portugueses e para as quais eu olhava com um misto de espanto e de curiosidade. A minha vontade de meter conversa com cada um desses estrangeiros, para saber de que ponto do meu mapa é que vinham, esbarrava normalmente na língua. Mesmo assim, através duma linguagem gestual improvisada, consegui que muitos apontassem naquele imenso desdobrável o seu local de origem. Cada vez que isso acontecia, eu ficava a conhecer um pouco mais do mundo que nunca tinha visitado.
Foram assim as minhas primeiras viagens, a estender um mapa numa mesa de um café de praia para tentar descobrir de onde vinha aquela gente com um aspecto tão diferente. Hoje lembrei-me de um desses pequenos pontos no mapa que um casal de loiros deslavados apontou enquanto sorria pela minha curiosidade. De acordo com a minha memória, em criança pensei que aquela terra ficava numa zona em forma de pistola futurista, algo que eu vira na série Espaço 1999. Fui ao Google Maps e percorri o mesmo caminho no computador que percorri no papel há mais de trinta anos atrás, na esperança de descobrir a origem desse casal simpático. Descobri. Chama-se Kotka, na Finlândia.
Publicada por
Ivar C
à(s)
14:53
4
comentários
Etiquetas: memória de baleia
4.17.2014
coisas que fascinam (169)
Encontrei-a num desses dias em que inexplicavelmente o mundo estava a funcionar e, inexplicavelmente também, os cafés estavam abertos. Abanei os ombros quando ela me perguntou se estava tudo bem e sentei-me na mesma mesa, mais por obrigação do que por vontade. Um televisor sujo mostrava uma telenovela qualquer.
Saímos dali e ela ordenou-me que a acompanhasse. Percorremos as ruas dum bairro suburbano a passo de caracol, até entrarmos num automóvel cuja porta direita não fechava bem.
- Tens que sair e fechar por fora. A mola partiu. - disse ela.
Foi a única coisa que disse durante as várias horas em que percorremos a praia de forma pendular, ao som das ondas que não conseguíamos ver. É verdade que hoje, quando a encontro, ela me costuma sorrir e dizer que lhe dei uma bruta seca nessa noite. Eu, pela parte que me toca, lembro-me dela como a mulher que parou o mundo.
Publicada por
Ivar C
à(s)
18:08
13
comentários
Etiquetas: coisas que fascinam
4.16.2014
conversa 2088
Ela - Ah! Também compraste uma bicicleta de manutenção!
Eu - Comprei. Sinto necessidade de fazer algum exercício...
Ela - E tens usado?
Eu - Tenho. Até aponto todos os tempos e distâncias.
Ela - A minha está nova. Nunca a usei.
Eu - Mas tu compraste a tua há menos de um ano, acho eu.
Ela - Sim. Comprei-a por impulso. Um dia vi-me ao espelho e pensei que tinha que fazer qualquer coisa urgente para emagrecer. Fui à loja e comprei a bicicleta.
Eu - Se não a usares também não emagreces...
Ela - Eu sei, mas nesse dia senti-me bem por a ter comprado. Depois nunca tive força de vontade para a usar.
Eu - E não tentaste devolvê-la? Esta brincadeira ainda é cara!
Ela - Eu sei. Eu devolvo tudo o que não quero, mas a bicicleta não. Seria uma derrota na minha luta pelo emagrecimento.
Eu - Nunca vou mesmo compreender as mulheres!
Ela - É fácil. tem a ver com eu sentir que fiz alguma coisa para emagrecer ou não.
Publicada por
Ivar C
à(s)
20:59
16
comentários
Etiquetas: conversas
4.15.2014
conversa 2087
Eu - Estás comigo e eu sou mais velho que tu.
Ela - Mas nós só estamos a conversar. Para conversar gosto de homens mais velhos, para levar para a cama é que gosto de homens mais novos.
Eu - Ah! A vida pode ser difícil.
Ela - Pode mesmo. Está cada vez vez mais difícil arranjar um homem novo para levar para cama e, ao mesmo tempo, parece-me que os mais velhotes estão a perder conversa.
Eu - Só uma pergunta...
Ela - Diz.
Eu - Nunca conversas antes, durante ou depois do sexo?
Ela - Claro que não. Só se for para mandar o gajo despachar-se.
Publicada por
Ivar C
à(s)
17:32
16
comentários
Etiquetas: conversas
4.11.2014
conversa 2086
Eu - Isso está assim?
Ela - Está. Todas as manhãs o meu marido me pergunta pelo sítio onde estão as coisas dele. As meias, a camisa, os sapatos... é tão enervante.
Eu - E o que é que tu respondes?
Ela - Respondo que estão no sítio do costume e ele diz: "Ah! Obrigado".
Eu - É mesmo estranho.
Ela - É, não é?!
Eu - Nunca lhe disseste para ir directamente buscar as coisas sem te perguntar primeiro por elas?
Ela - Já, mas não resultou. Se ele não me perguntar primeiro, abre o armário e diz: "a minha camisa não está aqui!", mesmo que esteja. Depois eu digo: "procura melhor!" e ele responde: "Ah! Obrigado".
Publicada por
Ivar C
à(s)
13:42
13
comentários
Etiquetas: conversas
4.10.2014
respostas a perguntas inexistentes (273)
Os desgostos de Amor, aliás, são mais difíceis de esquecer do que os gostos. Um gosto de Amor, que já o foi mas já não é, gastou-se. A sua memória é idêntica à duma fotografia na parede. Está morta, apesar de sabermos que já viveu. Pelo contrário, um desgosto de Amor torna-se saudade assim que nasce. É também assim que se mantém durante muito tempo, talvez até para sempre. Está vivo.
Quem se considera vítima por ter um desgosto de Amor é porque nunca teve um gosto de Amor a sério. Não faz mal. De um gosto de Amor a sério nunca desistimos. Vale a pena continuar a tentar.
Publicada por
Ivar C
à(s)
14:17
11
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
4.09.2014
respostas a perguntas inexistentes (272)
Publicada por
Ivar C
à(s)
11:14
9
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
4.08.2014
coisas que fascinam (168)
Publicada por
Ivar C
à(s)
12:58
10
comentários
Etiquetas: coisas que fascinam
4.05.2014
coisas que fascinam (167)
A Sara estava em minha casa, passou o dedo por uma das prateleiras da estante da sala e ficou a olhar para a ponta durante alguns momentos.
- Alguém te limpa o pó! - disse.
- Sou eu que limpo o pó. - respondi.
A Alla era ucraniana e não pescava nada de português. Costumávamos falar em inglês para nos entendermos os três, mas aquela reflexão sobre o pó tinha saído em português por distracção.
- Tlim popó! - repetiu ela antes de se rir.
Hoje em dia a Alla já fala português, ainda que com algumas dificuldades naturais. Deixei de a ver durante alguns anos, porque entretanto foi trabalhar para alguns restaurantes transmontanos. Esta semana estava eu a sopesar algumas laranjas no supermercado quando ouvi atrás de mim Tlim popó!. Era ela.
Há alguns atrás, creio que seis ou sete, a Alla veio para Portugal sem conhecer cá ninguém. Nessa altura ficou três ou quatro dias em minha casa e mostrei-lhe a região de Aveiro, algum vinho e alguns doces. Falámos sobre tudo e sobre todos, mas o que ficou como marca desses dias foi um som tão banal como outro qualquer. Tlim popó!
Um som que agora me fez recordar tudo em poucos segundos, antes de largar a laranja que tinha na mão e me virar para a abraçar.
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:17
6
comentários
Etiquetas: coisas que fascinam
4.04.2014
conversa 2085
Eu - Noventa por cento?!
Ela - Sim, mas não faças essa cara. Só estou com o meu namorado cerca de duras horas por semana. Uma vez ao sábado, outra ao Domingo.
Publicada por
Ivar C
à(s)
13:00
4
comentários
Etiquetas: conversas
4.02.2014
respostas a perguntas inexistentes (271)
Tenho passado a maior parte dos meus dias comigo mesmo. De vez em quando vou dar um pequeno passeio e, principalmente à noite, recebo uma visita de vez em quando. Mesmo assim nunca tive a casa tão suja e desarrumada como agora. Creio que é por estar a ter algum gozo em estar em casa e a desfrutar dela. É aí que penso que o dia não é tão de merda assim.
Olhando agora para a minha sala, encontro uma pilha de cds espalhados pelo sofá e pelo chão, dois livros que ando a ler de forma intercalada, dois copos de vinho com o fundo pintado de tinto, alguns papéis de coisas que tenho para resolver e metade de um chocolate Garoto (uma das boas coisas que nos chegam do Brasil). A minha casa está desarrumada porque aproveito o tempo que passo nela.
Ontem, no meio desta confusão, recebi uma visita inesperada da Tereza (outra das boas coisas que o Brasil nos trouxe) e foi ela que me disse isso mesmo quando lhe pedi desculpa pela desarrumação.
- Quer dizer que está vivendo! - disse ao entrar.
A Tereza tem razão. É mais ou menos o mesmo que acontece com o Amor. Quando desfrutamos dele há alturas em que ele parece mais ou menos desarrumado, como se não soubéssemos por onde começar para pôr tudo no sítio outra vez. Não faz mal, é assim mesmo.
Beba-se vinho.
Publicada por
Ivar C
à(s)
09:19
18
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
4.01.2014
conversa 2084
Eu - Só para as mulheres?
Ela - Sim. Um homem pode ser feio, uma mulher não.
Eu - Não percebi.
Ela - Uma mulher feia tem uma vida difícil só por ser feia. Um homem pode ser feio à vontade...
Eu - Continuo a não perceber.
Ela - Estou a tentar explicar-te que as mulheres se sentem quase obrigadas a serem bonitas, enquanto os homens não. Por causa das revistas, da televisão...
Eu - A sério que não percebo mesmo.
Ela - Queres que eu te explique melhor?
Eu - Se conseguires...
Ela - Tu és feio e sempre andaste com mulheres bonitas.
Publicada por
Ivar C
à(s)
05:48
11
comentários
Etiquetas: conversas
3.31.2014
conversa 2083
Ela - Anda cá a casa beber um copo, que eu estou farta de beber sozinha.
Eu - Estás farta de beber sozinha?!
Ela - Sim.
Eu - Então pára.
Ela - Não consigo. A única forma é vires cá a casa.
Eu - Para parares de beber?
Ela - Não, para beber acompanhada.
Publicada por
Ivar C
à(s)
11:13
7
comentários
Etiquetas: conversas
3.26.2014
pensamentos catatónicos (303)
Publicada por
Ivar C
à(s)
04:09
12
comentários
Etiquetas: pensamentos catatónicos
3.24.2014
conversa 2082
Eu - Assim como?
Ela - Tão mal.
Eu - Achas que me visto mal?
Ela - Acho. É como se pegasses na primeira roupa que te aparece à frente e a vestisses...
Eu - É mais ou menos isso, sim.
Ela - Vês?! Dá-te um ar de abandono. As mulheres não gostam de homens abandonados.
Eu - Na verdade, neste momento é-me igual ao litro o que as mulheres gostam ou deixam de gostar.
Ela - Ainda por cima antipático.
Eu - Uma mulher que ligue muito a isso torna-se desinteressante, percebes?
Ela - Eu ligo.
Eu - Eu sei.
Ela - Sou desinteressante?
Eu - Sim.
Ela - É melhor ir-me embora, então.
Eu - Não te esqueças de pagar o café.
Ela - Só pago o meu.
Eu - Claro.
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:38
10
comentários
Etiquetas: conversas
conversa 2081
Eu - O tamanho de quê?
Ela - De que é que há-de ser?!
Eu - Ah! E é importante ou não?
Ela - Claro que não.
Eu - Okay...
Ela - Desde que não seja demasiado pequeno, nem demasiado grande.
Publicada por
Ivar C
à(s)
05:00
8
comentários
Etiquetas: conversas
3.21.2014
conversa 2080
Ela - Sabe-me dizer onde é que fica a Segurança Social?
Eu - Sei, é este edifício aqui com cerca de vinte andares.
Ela - Caramba! Já passei aqui tantas vezes e ainda não o tinha visto.
Publicada por
Ivar C
à(s)
18:22
4
comentários
Etiquetas: conversas
3.20.2014
conversa 2079
Eu - Estás com ar pensativo...
Ela - Sim, estava aqui a olhar para as pessoas...
Eu - E?
Ela - E não percebo porque é que os homens engordam à frente e as mulheres engordam atrás...
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:32
6
comentários
Etiquetas: conversas
3.18.2014
conversa 2078
Eu - O que é que tem ser uma mulher como tu?
Ela - Gosto de dormir na diagonal da cama e de ocupar o colchão todo. Durmo mal se sinto alguém a mexer ao meu lado...
Eu - Podes sempre ter duas camas. Uma para ti, outra para ele.
Ela - O meu ex-marido dormia no chão.
Eu - E ele aceitava isso? Se tu é que estavas mal, ias tu para o chão.
Ela - Eu gosto de dormir na diagonal da cama, não na diagonal do chão.
Publicada por
Ivar C
à(s)
18:08
8
comentários
Etiquetas: conversas
3.17.2014
Não chegámos a ir à Islândia!
O livro chama-se Gente Independente e é de um escritor islandês. Sei isso porque uma das poucas coisas de que me lembro é que tu o conhecias. Eu não, apesar de ser eu quem o andava a ler.
- Estás a gostar? - perguntaste.
- Sim.
- Porque é que andas a ler um autor islandês?
- Porque me ofereceram este livro. Só isso.
Deste-me um abraço e afogaste a tua vontade de rir no meu peito, como se te quisesses aninhar na minha camisola de lã grossa. Achavas que era estúpido andar a ler um livro sem me informar sobre o autor. Depois respiraste fundo.
- Um dia vamos os dois à Islândia! - decidiste.
- Está bem.
Encontrei-te muitos anos depois, numa altura em que já não te aninhavas em mim. Demos dois beijos na face e perguntámos um ao outro como estávamos. Bem, respondemos abanando os ombros. De um Amor de Verão pode não sobrar quase nada, a não ser a memória de que foi bom.
- Quando duas pessoas marcam uma viagem para data incerta, para um futuro qualquer, é uma forma de prometerem que querem ficar juntas até lá...
- Não chegámos a ir à Islândia! - respondi.
Sorriste.
Publicada por
Ivar C
à(s)
14:16
12
comentários
Etiquetas: crónicas de engate
conversa 2077
Ela - Ando com a libido tão em baixo e o meu marido não me dá tréguas...
Eu - É normal isso, principalmente nas mulheres.
Ela - É que os problemas da vida afectam-me muito. São as contas por pagar, é o emprego de merda que eu tenho, é a nossa casa que precisa de obras urgentes...
Eu - E isso não o afecta a ele também?
Ela - Afecta, mas ao contrário. Ele diz que quanto pior está a vida, mais importante é o sexo...
Publicada por
Ivar C
à(s)
06:45
10
comentários
Etiquetas: conversas
3.15.2014
pensamentos catatónicos (302)
Publicada por
Ivar C
à(s)
05:41
6
comentários
Etiquetas: pensamentos catatónicos
3.14.2014
conversa 2076
Eu - Olá. Por acaso não estás com o teu marido? Não atende o telefone e preciso urgentemente de falar com ele...
Ela - Ah! De facto o telemóvel dele tocou. Ele saiu a correr e deixou-o cá em casa, mas daqui a uns minutos já deve estar aí outra vez.
Eu - Mas está tudo bem?
Ela - Está. Foi só à casa de banho.
Eu - Saiu de casa a correr para ir à casa de banho?!
Ela - Sim, nós só temos uma e eu estou a estudar. Foi ali ao café da frente...
Eu - Estás a estudar na casa de banho?!
Ela - Sim, porquê?!
Eu - Por nada. Pronto... eu já ligo de novo.
Publicada por
Ivar C
à(s)
06:50
4
comentários
Etiquetas: conversas
3.13.2014
conversa 2075
Eu - Ui!
Ela - Achas grave?
Eu - Acho gravíssimo. Ele já sabe?
Ela - Não, não sabe. Vou-lhe contar logo quando estivermos os dois a lavar os dentes.
Eu - A lavar os dentes?! Porquê a lavar os dentes?
Ela - Porque os homens não conseguem falar enquanto lavam os dentes. Assim falo só eu e vou-lhe explicando que estou pronta para o sexo antes de adormecer, a ver se ele se acalma...
Publicada por
Ivar C
à(s)
07:01
6
comentários
Etiquetas: conversas
3.12.2014
coisas que fascinam (166)
Aprendi com a vida (a minha, não a dos outros) que a eternidade do Amor é uma mentira. É por isso que, quando me acontece Amar alguém a sério, tento que esse Amor se prolongue por toda a minha finitude. É que o Amor é finito, tal como cada um de nós. O meu objectivo é que o meu Amor e eu próprio possamos morrer no mesmo instante. Não é um jogo, é por ser mais feliz assim.
Se não tivermos cuidado, o Amor vai-se mais depressa do que um gelado numa tarde de Verão, daqueles que sabem muito bem mas se derretem na própria mão.
É que o mais difícil no Amor é precisamente que Amar não chega para nada. Amar, só Amar, é igual a zero. Talvez até menos que zero.
Quando dizemos ou pensamos que Amamos alguém, estamos apenas a dizer ou pensar que queremos ser Amados por esse alguém. É por isso que o Amor não é uma dádiva nem uma partilha. É um pedido, é uma exigência, é um amuo perante os dias que passam.
Eu cá, quando sou Amado, ou pelo menos sinto que sim, pego no meu gelado e vou saboreá-lo para a sombra tão devagar quanto possível. É só isso.
Publicada por
Ivar C
à(s)
05:45
13
comentários
Etiquetas: coisas que fascinam
3.11.2014
conversa 2074
Eu - Divorciaste-te?!
Ele - Não, mas esta semana a minha mulher está em Madrid numa conferência qualquer, por isso é como se estivesse. Posso sair até à hora que me apetecer, meter-me com mulheres e jantar fora. Posso fazer tudo o que me apetecer!
Eu - Desculpa lá, mas dito assim parece mesmo que o teu casamento é uma coisa sofredora.
Ele - Não são todos?
Eu - Se calhar são, passado algum tempo.
Ele - Então mudemos de assunto e deixa-me aproveitar esta semana.
Eu - Okay, desculpa.
Ele - Mas agora que penso nisso...
Eu - Que pensas nisso, o quê?
Ele - Será que a minha mulher também está farta do casamento e inventou esta ida a Madrid só para ficar sozinha?
Eu - Pois... não sei.
Ele - Já não estou assim tão feliz.
Publicada por
Ivar C
à(s)
07:46
6
comentários
Etiquetas: conversas
3.10.2014
conversa 2073
Eu - Porquê?
Ela - Prefiro que ele assuma que eu gosto e pronto, convide.
Eu - E se tu não gostares?
Ela - Vou na mesma. Pelo menos janto.
Publicada por
Ivar C
à(s)
08:28
11
comentários
Etiquetas: conversas
3.07.2014
conversa 2072
Eu - Eu até acho que é quando o sexo é melhor.
Ela - Achas?
Eu - Às vezes é. Ter sexo a seguir a uma discussão pode ser bom porque também é reconciliador.
Ela - Nunca tinha pensado nisso assim. Logo, quando chegar a casa, a primeira coisa que faço é discutir com o meu marido, a ver se tens razão.
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:24
12
comentários
Etiquetas: conversas
3.06.2014
conversa 2071
Eu - Fica-te bem, a tua fantasia.
Ela - E tu?! Não te disfarçaste de nada?
Eu - Sim, de gajo simpático. Igual ao costume, mas simpático. Percebes?
Ela - Percebo. Por acaso, agora que penso nisso, estás irreconhecível.
Publicada por
Ivar C
à(s)
05:36
8
comentários
Etiquetas: conversas
3.05.2014
13 erros que as mulheres devem evitar num encontro com um homem
Publicada por
Ivar C
à(s)
03:54
29
comentários
Etiquetas: coisas tão estúpidas que até tenho vergonha
3.04.2014
conversa 2070
Eu - Um bocado radical, não?
Ela - Achas radical?
Eu - Acho... se falasses com ele talvez ele mudasse a forma de beijar.
Ela - Está mas é calado. Radical é ficar com a sensação que se fez uma endoscopia cada vez que um gajo nos enfia a língua pela boca dentro.
Publicada por
Ivar C
à(s)
19:42
10
comentários
Etiquetas: conversas
3.03.2014
respostas a perguntas inexistentes (270)
Só agora, com mais de quarenta anos, é que percebi plenamente uma frase da minha professora de Educação Física do sétimo ano do liceu. Quase trinta anos depois, portanto. Não sei o que é feito dessa professora, porque nunca a mais a vi. Nem sequer faço a mínima ideia se ela está viva, nem me lembro do nome dela. Aquela frase, no entanto, e por qualquer motivo, agarrou-se às paredes da minha memória e nunca mais a esqueci.
- O exercício físico é a melhor forma de esquecermos os nossos problemas de Amor.
Eu tinha uns treze anos quando ela me disse isto, pelo que os meus problemas de Amor se resumiam às minhas crises e inseguranças do princípio da adolescência. Embora fortes, não eram verdadeiros problemas de Amor. Mesmo assim, aquela frase pareceu-me importante e nunca mais a esqueci. Esta semana, numa das poucas tréguas que a chuva deu à cidade de Aveiro, pus-me a caminhar sem direcção, apenas pelo vício de caminhar. Creio que com a mesma sensação que um urso deve ter quando sai da toca depois de um longo período de hibernação, porque de facto as condições meteorológicas não me têm dado muita vontade de sair de casa.
Encontrei a Catarina, com um passo apressado, ali perto de um centro comercial no centro de Esgueira. Já não a via há algum tempo e a primeira coisa que me veio à memória assim que a vi foi a de um abraço que ela me deu há uns atrás do qual, talvez por me ter sabido a uma sinceridade extrema, também nunca mais me esqueci. Convidei-a para tomar café, mas ela limitou-se a cumprimentar-me, dizer-me que precisava de andar e despedir-se de mim novamente.
Devo dizer que tenho um fetiche por centros comerciais construídos nos anos oitenta, daqueles que eram apenas uma série de corredores com lojas que mais pareciam aquários. Tenho esse fetiche porque, nos dias que correm, esses locais mais parecem locais assombrados de tão abandonados que estão. É por isso que de vez em quando visito um ou outro, que foi o que fiz nesse dia. Primeiro passei pelo Carramona, em Esgueira, que mesmo assim ainda tem bastantes sinais de vida, depois pelo Riaplano, perto duma das mais importantes avenidas da cidade e que faz mais justiça à descrição de local assombrado.
Foi nesse local assombrado que reencontrei a Catarina, umas duas horas depois, com o mesmo ar tenso que lhe vira antes. Sorri-lhe, mas não lhe disse nada, pois a forma como ela se despedira de mim antes indicava que ela não estava com muita paciência para ter conversas de circunstância comigo. Só que desta vez foi ela quem parou.
- Também estás desiludido com alguém?
A pergunta apanhou-me de surpresa e até me deixou um pouco baralhado, mas não me ri porque o ar dela era grave e sério.
- Para além de alguns milhares de portugueses que consideram que o país está no bom caminho, não estou desiludido com ninguém... - arrisquei.
- É que eu só me ponho a andar assim pela cidade quando estou desiludida. - respondeu.
- E estás desiludida agora?
- Sim, e acho que o exercício físico é a melhor forma de esquecer um problema de Amor.
Assim que ela me disse isto lembrei-me da minha professora de Educação Física. Talvez ela, naquela altura, tivesse feito exactamente o mesmo que a Catarina estava a fazer naquele preciso momento, andar pela cidade sem qualquer tipo de objectivo a não ser mergulhar num mundo maior do que os seus pensamentos mais íntimos e preciosos. Pelo menos, acho que é assim que, caminhando ou fazendo exercício, conseguimos esquecer um problema de Amor.
Ainda assim, a Catarina, aceitou tomar o tal café comigo. Expliquei-lhe porque é que gosto de visitar centros comerciais decrépitos e abandonados. À semelhança do que ela sentia, talvez seja porque em todos eles identifico sinais de agitação, de felicidade e alegria adormecidos em cada canto.
Talvez dentro de todos nós, depois de passada uma determina idade, exista um local assombrado destes, uma memória de felicidade que entretanto nos deu um abraço sincero e nos disse adeus. Um local desses é sempre uma história de Amor.
Publicada por
Ivar C
à(s)
01:22
8
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
2.27.2014
conversa 2069
Eu - Então, que cara é essa?
Ela - Estou muito pensativa.
Eu - Mas está tudo bem?
Ela - Mais ou menos. Hoje é quinta-feira e já comi duas natas esta semana, que é o limite a que me propus a mim mesma.
Eu - E então?
Ela - Estava aqui a pensar se devia, ou não, desobedecer às minhas próprias regras.
Eu - Ah!
Ela - O problema é que, faça eu o que fizer, é sempre triste.
Eu - A sério?!
Ela - Se eu comer uma nata, é triste porque engordo. Por outro lado, se eu não comer, é triste porque fico ougada.
Eu (risos) - Parece um problema existencial.
Ela - Felizes são os homens, que só se preocupam em ter os seus automóveis a brilhar.
Eu - Eu nem isso.
Ela - Tu és o cúmulo da felicidade, então.
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:13
6
comentários
Etiquetas: conversas
2.26.2014
conversa 2068
Eu - Uma ou duas horas por dia?!
Ela - Sim, em vez do dia todo.
Eu - Ah!
Ela - Se eu soubesse o que sei hoje, nunca tinha casado. Ficava namorada dele a vida toda, mas cada um na sua casa.
Eu - Compreendo perfeitamente.
Ela - Compreendes?
Eu - Sim. Duas pessoas, quando vivem juntas a vida inteira acabam por se cansar, por muito que gostem uma da outra.
Ela - Pois é... e quando não gostam muito, como é o meu caso, ainda é pior.
Eu - Então... não gostas muito dele e querias ficar namorada dele mesmo que cada um vivesse na sua casa?!
Ela - Queria. Não gosto muito dele, mas sei que ele é requisitado por muito gajedo e não o quero dar a ninguém...
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:54
8
comentários
Etiquetas: conversas
2.25.2014
conversa 2067
Eu - E não é?
Ela- Claro que não. É quando acordam no dia seguinte, se é que chegam lá...
Eu - Quando acordam?!
Ela - Sim... uma coisa é conhecer um gajo à noite, gostar dele nem que seja só um bocadinho e levá-lo para cama. Outra coisa, totalmente diferente, é gostar dele quando ele está com aquele ar ensonado, cabelo espetado e, se for preciso, com gases matinais.
Publicada por
Ivar C
à(s)
10:59
4
comentários
Etiquetas: conversas
2.24.2014
coisas que fascinam (165)
Se não acontece com todos, ter um grande Amor pelo desconhecido, então devia acontecer. O desconhecido tem uma enorme paciência para aturar os nossos maiores defeitos e todas as nossas exigências. É um Amor incondicional.
As mulheres que nunca conheci fazem parte dos grandes Amores da minha vida e, como sou um homem que gosta de prolongar o Amor por muito tempo, opto por continuar assim, sem as conhecer de lado nenhum.
Publicada por
Ivar C
à(s)
10:20
9
comentários
Etiquetas: coisas que fascinam
2.16.2014
olha o que eu fiz...
Publicada por
Ivar C
à(s)
03:23
15
comentários
Etiquetas: o gajo pensa que é artista
2.14.2014
conversa 2066
Eu - O Pai Natal dos adultos?!
Ela - Sim. Todos dizem que existe, mas ele nunca aparece...
Eu - Parece-me que andas triste...
Ela - Ando mas é com raiva de todos os que são felizes!
Publicada por
Ivar C
à(s)
17:29
11
comentários
Etiquetas: conversas
2.13.2014
conversa 2065
Eu - Não me parece que isso seja um problema.
Ela - E não é... mas às vezes tenho ciúmes dela, admito.
Eu - Ciúmes porquê? Ele agora até é teu namorado. Não é dela.
Ela - Mas ela é que esteve com ele quando ele era novo. Agora eu levo com um velhote de quarenta anos...
Eu - Obrigado por pores isso assim. Eu tenho quarenta e dois...
Ela - Eu gosto dele, percebes? Mas há uma parte dele que eu nunca vou ter e aquela sacana teve.
Eu - Aquela sacana é a tua melhor amiga?
Ela - Sim. Chamo-lhe sacana porque, ainda por cima, conta-me tudo sobre eles os dois sempre que estamos juntas.
Eu - Nunca lhe pediste para não falar disso?! Explica-lhe que o tema te incomoda...
Ela - Estás maluco?! Para ela ficar a saber que eu tenho ciúmes do passado?!
Publicada por
Ivar C
à(s)
05:21
8
comentários
Etiquetas: conversas
2.12.2014
conversa 2064
Ela - Para quê?
Eu - Para quê, como?! Para conversarmos...
Ela - Para conversarmos sobre quê?
Eu - Sei lá.
Ela - Pode ser.
Publicada por
Ivar C
à(s)
17:23
7
comentários
Etiquetas: conversas
2.09.2014
conversa 2063
Eu - Porquê?
Ela - Por causa do Dia dos Namorados.
Eu - Ah! Eu não ligo nada ao Dia dos Namorados...
Ela - Eu também não ligava quando tinha namorado. Agora, como não tenho, ligo. Percebes?
Eu - Mais ou menos...
Ela - Quando esse dia chega, lembro-me sempre que estou encalhada há mais de três anos.
Eu - Encalhada?! E não te lembras disso nos outros dias?
Ela - Lembro-me com mais intensidade nesse dia.
Eu - Não me aprece um problema grave, para ser sincero.
Ela - Não te parece, porque não és uma mulher de quarenta anos que todos os dias se vê ao espelho e nota que está a envelhecer à velocidade da luz.
Eu - Não me vejo ao espelho quase nunca...
Ela - Sabias que és irritante?!
Eu - Porquê?
Ela - Porque respondes a tudo como se nada tivesse importância. Ao menos podias fingir que me compreendes.
Eu - Está bem, desculpa. De facto estás a envelhecer muito depressa e deve ser lixado não teres namorado há três anos.
Ela - Estou quase a estrangular-te!
Publicada por
Ivar C
à(s)
23:23
15
comentários
Etiquetas: conversas
2.05.2014
recomenda-se
Este é apenas um dos problemas deste mundo, a forma como confiamos ou desconfiamos uns dos outros. Uma empresa não confia num trabalhador que não conhece de lado nenhum, mas confia na carta de recomendação de outra empresa que também não conhece de lado nenhum. Não há nada que prove que uma empresa merece mais confiança do que um trabalhador. Na minha opinião, muito pelo contrário. Pela minha experiência, até sei que algumas empresas passam cartas de recomendação aos trabalhadores dos quais se querem ver livres, precisamente por isso.
Ninguém consegue pôr em causa o que está estabelecido como normal. Por exemplo, a uma empresa alemã que me pediu uma carta de recomendação, obrigatoriamente em alemão, eu fiz o mesmo e pedi uma carta de recomendação dos seus trabalhadores, obrigatoriamente em português. Demoraram quinze dias a responder-me que não tinham que o fazer. Pois bem, eu também não tenho que o fazer, nesse caso.
A este propósito, lembrei-me dum quase Amor que vivi uma vez. Era um Amor recomendado por amigos comuns, tanto de um lado como do outro. Encontrámo-nos num Domingo, num café em Viana. De tanta recomendação, estávamos convencidos que tínhamos sido feitos um para o outro, mesmo sem nos conhecermos de lado nenhum. A coisa durou um quarto de hora.
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:05
11
comentários
Etiquetas: opinião












