2.26.2013
2.22.2013
conversa 1995
Eu - Maturidade?
Ela - Solidão. Com esta idade já ninguém me quer...
Eu - Lá vem essa história da carochinha...
Ela - Da carochinha?
Eu - Sim. Falas como se só as mulheres envelhecessem.
Ela - Os homens envelhecem no corpo, mas na mentalidade não. Tens razão... também é uma questão de maturidade.
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:03
16
comentários
Etiquetas: conversas
2.20.2013
cartuchos
Publicada por
Ivar C
à(s)
00:46
9
comentários
Etiquetas: crónicas de engate
2.14.2013
conversa 1994
Eu - Um automóvel descapotável de dois lugares.
Ela - A sério?!
Eu - Não, claro que não. Na verdade não comprei nada. Eu não ligo nada a este dia. Ligo mais ao dia em que a conheci...
Ela - Não me venhas com essa conversa de que este é só um dia comercial e blá blá blá...
Eu - Para mim é mesmo só isso.
Ela - És pouco romântico.
Eu - Talvez. E tu compraste o quê, ao teu marido?
Ela - Nada.
Eu - Nada?!
Ela - Ele já não é meu namorado. É meu marido. Faz toda a diferença.
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:59
18
comentários
Etiquetas: conversas
2.13.2013
conversa 1993
Ela - Só para te dizer que não podemos tomar café. Estou com uma gripe fortíssima. Hoje até já me sinto melhor, mas tenho medo de te contagiar...
Eu - Okay. Obrigado por avisares.
Ela - Okay?!
Eu - Sim. Nesse caso o café fica desmarcado, não é?
Ela - Estou fechada em casa, de molho, há uma semana. Apetece-me tanto sair...
Eu - Então e o contágio?
Ela - Eu levo um lenço para pôr à frente da boca quando espirrar.
Eu - Então sempre queres tomar café?
Ela - Sim.
Publicada por
Ivar C
à(s)
13:20
11
comentários
Etiquetas: conversas
2.10.2013
O que se pode fazer com a vagina?
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:59
30
comentários
Etiquetas: memória de baleia
2.08.2013
respostas a perguntas inexistentes (246)
Às vezes vou a casa duma amiga minha beber uma caneca de chá. Digo-o assim porque, por mais tempo que passe, é sempre para um chá que ela me convida. Seja de manhã, à tarde ou à noite, telefona-me de vez em quando e pergunta-me se quero ir beber chá. Admito que, não sendo um grande adepto dessa bebida, gosto muito do que ela faz e bebo-a com uma dose acrescentada de prazer. Não sei como é que ela faz, mas sei que para além de mergulhar a saqueta com uma planta qualquer na água a ferver, acrescenta ainda mais alguns ingredientes. Canela é um deles.
Há uns tempos, por qualquer motivo, acabou o assunto entre nós assim que ela me deu uma segunda caneca para beber. Eu tinha acabado de lhe dizer que gostava muito do chá dela, especialmente em noites frias como aquela, e ela tinha-me perguntado se eu queria aprender como é que se fazia.
- Não. - Respondi.
Não se sentiu ofendida. Calou-se, tal como eu, e encostou-se para trás no grande sofá da sala. Fez-se silêncio. Bebi todo aquele líquido saboroso em pequenos e delicados goles, para não fazer barulho. Não sei quanto tempo demorei, mas talvez uns quinze ou vinte minutos. O que eu sei é que foram quinze ou vinte minutos de tranquilidade total. Conseguia ouvir o respirar dela e, penso eu, o meu próprio bater do coração.
Depois, quando a caneca chegou ao fim, lá lhe expliquei porque é que não queria aprender a fazer o chá.
- Mesmo que me ensinasses a fazer este chá e mesmo que o conseguisse fazer da mesma forma, nunca ia ser igual. Já me habituei a bebê-lo aqui na tua casa, e é a estes momentos que eu associo este sabor e este conforto.
Ela sorriu. Percebeu, ou fingiu perceber, o que eu lhe tinha dito. Despedi-me e saí passado pouco tempo. No caminho para casa, de mãos nos bolsos e o casaco apertado até ao queixo para me proteger do frio, fui a pensar em como é confortável ter momentos destes. Pensei que nunca na vida conseguiria explicar a alguém a sua importância, até porque dizer que um dos momentos especiais que se tem na vida é quando se vai beber chá a casa duma amiga, pode parecer bizarro.
Foi nessa noite que decidi voltar a brincar com sons e experimentar fazer umas músicas. Estive até às quatro ou cinco da manhã a trabalhar e, assim que acabei, encontrei a minha amiga online no facebook. Mandei-lhe o mp3 por email e perguntei-lhe se ela conseguia ouvir tudo até ao fim.
Esperei uns minutos. Os cinco minutos e três segundos que a música tem e mais um bocado, sempre a olhar para o espaço em branco onde as letras escritas por ela apareceriam supostamente em qualquer altura. Era como se estivesse a olhar para o futuro e ele não quisesse ser presente.
Depois, por fim, ouvi o sinal de que tinha mensagem nova no facebook.
- É esquisita! - escreveu. - mas eu gostava de saber fazer músicas assim.
- Queres que eu te ensine a trabalhar com o software? - Perguntei.
- Não.
Não me explicou porquê.
USDA no Facebook USDA no Bandcamp
Publicada por
Ivar C
à(s)
03:09
21
comentários
Etiquetas: o gajo pensa que é artista, respostas a perguntas inexistentes
2.06.2013
conversa 1992
Ela - Já não te vejo há tanto tempo. Podemos tomar café amanhã à noite?
Eu - Podemos. Por acaso vou estar em Aveiro e sem nada para fazer.
Ela - Que pena. É que eu já tenho um jantar marcado...
Eu - Mas...
Ela - Depois ligo-te. Marcamos para outra altura!
Publicada por
Ivar C
à(s)
17:55
18
comentários
Etiquetas: conversas
2.04.2013
respostas a perguntas inexistentes (245)
Publicada por
Ivar C
à(s)
15:34
12
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
2.01.2013
conversa 1991
Eu - Boa tarde. Tem fantasias para o Carnaval do Super Mário?
Ela - Do Super Mário acho que já não temos nada. Só do outro...
Eu - O Luigi?! Também serve...
Ela - De qualquer maneira para o seu tamanho não temos nada.
Eu - Hum... é para uma criança de oito anos. Não é para mim.
Ela - Ah! Então procure ali naquelas prateleiras, por favor.
Eu (só em pensamento) - Foda-se!
Publicada por
Ivar C
à(s)
14:12
23
comentários
Etiquetas: conversas
1.31.2013
conversa 1990
Eu - Ah!
Ela - Adoro tanto iogurtes que prefiro iogurtes a chocolate.
Eu - Hum, hum...
Ela - E olha que gosto muito de chocolate. Prefiro chocolate a aletria.
Eu - Ena!
Ela - E aletria é um dos meus doces preferidos desde criança...
Eu - Eu percebo...
Ela - Gosto mais de aletria do que de arroz doce, por exemplo. Mas adoro arroz doce.
Eu - Já não te via há muito tempo, mas parece-me que andas com uma fixação por comida.
Ela - Estou muito gorda, é?
Eu - Não, não estás. Falas é muito de comida.
Ela - Falo?
Publicada por
Ivar C
à(s)
12:32
21
comentários
Etiquetas: conversas
1.30.2013
conversa 1989
Publicada por
Ivar C
à(s)
00:54
35
comentários
Etiquetas: conversas
1.29.2013
respostas a perguntas inexistentes (244)
Publicada por
Ivar C
à(s)
16:45
5
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
1.26.2013
tudo isto é triste
Ela, uma ucraniana que não diz quantas cirurgias já fez para se parecer com a boneca lançada em 1959 pela Mattel, viajou até aos Estados Unidos para conhecer um homem que já fez cerca de cem cirurgias plásticas para se assemelhar ao popular boneco lançado nos anos sessenta pela mesma empresa. Conheceram-se, mas o Ken já fez saber que a considera "muito esquisita, muito formal e com falta de personalidade". Parece ser um casal sem futuro, portanto.
Eu defendo que cada um de nós tem direito ao seu próprio corpo e que, por isso, pode fazer com ele o que muito bem entender. Mesmo que esse entendimento passe por ficar igual ao Ken, à Barbie ou até ao Senhor Cabeça de Batata. Não os vou criticar, assim, por isso.
O que me assusta nisto tudo, é a forma como a sociedade mediática nos diz como deve ser o nosso corpo. Uma empresa lançou dois bonecos há mais de cinquenta anos e, entretanto, nasceu uma indústria que decide por nós o que é bonito e feio. Nos Estados Unidos há uma indústria gigantesca à volta de concursos de moda para crianças, em que o objectivo é ser o mais parecido possível com o Ken ou com a Barbie. Alguns pais investem milhares de euros nos seus filhos apenas com o objectivo de os vencer.
A própria moda emagreceu as mulheres, multiplicando os problemas de bulimia e anorexia na adolescência, colocando à margem social aqueles cujo corpo não se presta a tais semelhanças. A beleza deixou de ser uma contemplação e passou a ser uma violência.
Eu, como já referi aqui, defendo o direito de cada um ao seu corpo, e é por isso mesmo que me assusto com esta agressividade da indústria da moda, que nos tira esse mesmo direito sem sequer notarmos. Sem notarmos também, estamos a ceder todos os dias a nossa individualidade a um paradigma social que só tem um objectivo: servir um modelo de crescimento económico em que nada mais cresce a não ser ele mesmo. Nem os nossos salários, nem a nossa qualidade de vida, nem a nossa felicidade.
Tudo isto é triste.
Publicada por
Ivar C
à(s)
20:18
27
comentários
Etiquetas: opinião
1.25.2013
conversa 1988
Eu - Este anos podíamos fazer uma sardinhada...
Ela - Sim, boa ideia.
Eu adoro sardinhas.
Eu - Eu também.
Ela - Ainda dizes que não nos entendemos. Estás a ver? Há uma coisa em que estamos em sintonia...
Eu - Sim, de facto. Adoro umas sardinhas com broa e pimento assado.
Ela - Com broa e pimento assado é que já não. Prefiro-as no prato com uma saladinha de tomate e alface.
Eu - Pronto... não é grave, desde que possamos escolher o mesmo vinho...
Ela - Eu não bebo vinho. No máximo bebo uma cervejinha, mas actualmente é mais água..
Eu - Isso lá é bebida para acompanhar sardinhas?!
la - Então não é?! Vamos para o campo assar umas sardinhas, levamos umas cervejas fresquinhas e a ver se não bebes...
Eu - Para o campo?! Sardinhas é na praia. Em Mira, por exemplo.
Ela - Não gosto de piqueniques na praia. É só areia!
Eu - Bem... se calhar é melhor pensar noutra coisa, sem ser uma sardinhada.
Ela - Talvez... umas fêveras de porco, por exemplo.
Eu - Não como carne vermelha, actualmente.
Ela - Bem, talvez seja melhor adiar este projecto e pensar melhor lá mais para a frente...
Eu - Talvez...
Publicada por
Ivar C
à(s)
13:50
12
comentários
Etiquetas: conversas
1.23.2013
conversa 1987
Eu - Deves ter tido razão. Por acaso sempre te achei simpática.
Ela - Normalmente sou simpática, sim. Não tenho outro remédio.
Eu - Não tens outro remédio?!
Ela - Não, porque não sou assim muito bonita. Se fosse uma mulher daquelas mesmo muito bonitas, já podia ser uma cabra com toda a gente.
Eu - Ia dizer-te que te acho bonita, mas de repente achei melhor ficar calado.
Publicada por
Ivar C
à(s)
20:29
15
comentários
Etiquetas: conversas
respostas a perguntas inexistentes (243)
Publicada por
Ivar C
à(s)
10:45
8
comentários
Etiquetas: respostas a perguntas inexistentes
1.22.2013
o lugar das mulheres é na cozinha
Publicada por
Ivar C
à(s)
19:45
5
comentários
Etiquetas: a mulher na publicidade
1.21.2013
meia hora de vida
Publicada por
Ivar C
à(s)
03:06
17
comentários
Etiquetas: crónicas de engate
1.18.2013
conversa 1986
Eu - Ena! Mudaste as mobílias todas. Está fixe, assim.
Ela - Mudei ontem. Estava aqui em casa sem fazer nada e decidi aproveitar...
Eu - Espera aí! Mudaste este armário pesadíssimo sozinha? Deves ser a super-mulher...
Ela - Não foi bem sozinha. Vieram aqui dois mormons todos simpáticos, perguntaram-me se eu precisava de ajuda e eu aproveitei. Pus os homens a carregar alguns móveis...
Eu - E depois não tiveste que os aturar a falar de Deus?
Ela - Não. Assim que mudaram as coisas mais pesadas, ofereci-lhes um café e aproveitei para lhes dizer que sou ateia e que não não valia a pena chatearem-me com essas coisas...
Eu - E eles não ficaram chateados?
Ela - Claro que não. São mormons...
Publicada por
Ivar C
à(s)
17:55
12
comentários
Etiquetas: conversas


