12.31.2007

o último dia do ano

lista do que tenho para fazer no último dia do ano:

1] tomar banho na minha banheira
2] cortar o cabelo na barbearia aveirense
3] tomar um café no Bom Gosto
4] tomar banho na minha banheira
5] ver a minha filha na casa da mãe dela
6] comprar bebidas no Pingo Doce
7] dar um jeito à minha casa na minha casa
8] ir para a casa duma amiga minha passar o ano na casa duma amiga minha
9] talvez ir ao riff passar um pouco da noite no riff

e pronto: bom 2009 para todos porque 2008 vai certamente ser uma boa merda, tendo em conta que o Sócrates vai continuar como primeiro ministro!

conversa 484

Ela - O Marilyn Manson... *suspiro*. Se eu não fosse casada...
Eu - Não acredito. Não me digas que gostas do Marilyn Manson...
Ela - É o homem mais bonito, charmoso e interessante que conheço. Não tenhas dúvidas.
Eu - Epá! Estou fodido. Não percebo mesmo nada de mulheres. Ainda por cima tu.
Ela - Ainda por cima eu, porquê?
Eu - Opá... sei lá... parecias-me uma mulher... normal. Até este momento, claro.

pensamentos catatónicos (117)

Conheço uma mulher que, quando está mal disposta ao nível intestinal, gosta de passear na praça da alimentação dum shopping qualquer que tenha muita gente, e perfumar silenciosamente a refeição de todos com a sua má disposição.

12.30.2007

respostas a perguntas inexistentes (20)


Tinha preparado a resposta. Quando ela passasse por mim e dissesse que um rapaz do meu tamanho já não devia andar de baloiço, eu respondia-lhe que estava a tentar ser criança durante o máximo de tempo possível. Eu tinha dezasseis anos e ela mais de trinta. Tinha a certeza que a ia impressionar com a minha resposta e talvez até acabar por sair com ela. Era tão linda.
Depois ela passou e nem me ligou. Nem sequer um curto enquadramento pelo canto do olho me lançou, e eu fiquei a andar de baloiço até ao fim da tarde, enquanto via a paisagem desfocada.

conversa 483

Ela - Olha, como é que te chamas?
Eu - Bagaço.
Ela - Bagaço?! Que nome giro. Olha, deixaste a tua garrafa ali em cima do balcão.
Eu - Pois deixei. Está vazia. Mas obrigado na mesma.
Ela (com soluços) - Daqui parecia-me cheia... És mesmo Bagaço ou estás a inventar?
Eu - Sou mesmo Bagaço mas também estou a inventar.
Ela (com mais soluços) - Já sabes onde vais passar o ano, Bagaço?
Eu - Já.
Ela - Onde?
Eu - Em minha casa.
Ela (com muitos soluços e já a apoiar-se na parede) - Então se calhar ainda nos vemos por lá. Estava a pensar ir também.
Eu - Olha, eu bebi pouco. Não queres que eu te leve a casa? Não pareces muito bem...
Ela (a gritar) - Olha, este chama-se Bagaço e está-me a chamar bêbuda a mim... ou então quer-me violar!
Eu - Não te quero violar mas sim, estás bêbada. Sabes ir para casa?
Ela (a simular que conduzia com as mãos) - Vou já a seguir... e não preciso de homens para nada..

conversa 482

[sábado à noite depois de algumas cervejas]

Ela - Vou-te fazer uma pergunta muito séria. Posso?
Eu - Podes.
Ela - Eu pergunto-te e tu respondes logo sem sequer pensar, ok?
Eu - Ok.
Ela - És o Anticristo?
Eu - Se eu for o anticristo ofereces-me uma cerveja?
Ela - Não. Se fores ofereces-me tu a mim.
Eu - Pois, mas não sou.

couscous site

o couscous prosjekt tem um novo site.

12.29.2007

conversa 481

(na minha casa, enquanto víamos o filme "American Splendor")

Ela - Já tiveste sexo neste sofá?
Eu - Porque é que perguntas isso?
Ela - Não sei. Estava a olhar para ti a ver o filme e fiquei a imaginar-te como serias a ter sexo no sofá.
Eu - Estás a dizer isso porque te apetece saltar-me para cima ou porque queres que eu publique esta conversa no meu blogue?
Ela - Nem uma coisa nem outra, mas podes publicar no teu blogue à vontade.
Eu - Ok, depois de te levar a casa já publico.
Ela - São quase seis da manhã. Vais levar-me a casa?
Eu - Vou. Não queres ir a pé, pois não?

12.28.2007

conversa 480

Ela - Tens que me gravar estes cd's.
Eu - Ena... deixa ver. São mais de trinta.
Ela - Não te preocupes. Pode ser no fim de semana.
Eu (só em pensamento) - Foda-se!

mulheres que eu gostava de poder não compreender (62)



nome: Nega Gizza
origem: Brasil
info: Nem Bronx, nem França, nem Almada ou Matosinhos. O melhor hip hop que se faz no mundo vem mesmo do Brasil e é da Nega Gizza. Esta rapper era capaz de me tirar o sono durante noites seguidas. É bonita e tem um je ne sais quoi qualquer, talvez por ser genuina no que faz, já para não falar daquela voz clara como a água. Este vídeo "prostituta" já está no meu leitor portátil e é dos que vejo mais vezes. Adoro-o.
site oficial: www.negagizza.com.br

12.27.2007

conversa 479

Ela - Já sabes onde é que vais passar o ano?
Eu - Em vários sítios.
Ela - Em vários sítios?
Eu - Sim. Um ano inteiro... não sou capaz de estar sempre no mesmo lugar.
Ela - Estou a falar da passagem de ano, pá.
Eu - Ah! Não, não sei.

Benazir Bhutto

Pervez Musharraf é o exemplo perfeito de como a política externa norte-americana se está perfeitamente nas tintas para aquilo que mais diz defender: a democracia. Tornou-se presidente do Paquistão, comandando em simultâneo as Forças Armadas, após um golpe de estado baseado num historieta que ele próprio inventou, e agora conseguiu assassinar uma das pessoas que, também por ser mulher, era uma das maiores esperanças para aquilo a que chamamos mundo muçulmano, ou seja, para o mundo todo: Benazir Bhutto.
Poucos minutos após a confirmação da sua morte, a sua página em português na wikipedia já estava actualizada.

conversa 478

Ela - Que é isso?
Eu - É um leitor de mp3 e mp4.
Ela - Que é isso, mp4?
Eu - É compressão mpeg de áudio e vídeo.
Ela - Compressão quê?
Eu - Mpeg, quer dizer moving pictures expert group. Existe o mpeg 1 que era a compressão dos vcd, o mpeg 2 que é a compressão dos DVD, o mpeg 3 que só comprime áudio e é daí que vem o nome mp3 e o mpeg 4 que, por exemplo, comprime os filmes que se tiram da net em divx. Assim rapidamente é o que te posso dizer...
Ela - Que seca. És um chato, sempre com essas coisas...
Eu - Mas... tu é que perguntaste...

12.26.2007

desespero

Um norte-americano roubou um avião para impressionar a namorada, segundo uma notícia do Portugal Diário, mas como estava com os copos acabou por incendiar um dos motores e entrar por um campo de soja até o avião parar.
Acredito que este é mais um caso de parcialidade nos meios de comunicação. Na verdade ela deve-lhe ter pedido umas cem vezes seguidas que ele fizesse alguma coisa para lhe provar que a amava. Em desespero tentou matar-se e não conseguiu.

meus caros amigos


Uma amiga deu-me, agora no Natal, este disco em vinil. Por acaso adoro o Chico Buarque e adoro especialmente este disco. Não é a mesma coisa ouvi-lo em mp3, mas como encontrei um link rapidshare para o baixar, dou-vos também eu esta prenda.

crónicas da cidade que sopra | aprende-se a fingir

Amanhã, como habitualmente, é publicada mais uma crónica no Diário de Aveiro.

Aprende-se a fingir. Na política, a mentira deixou de ser uma transgressão e passou ser uma arte, uma maneira sofisticada de comunicar e uma normal estratégia de veridicção, e os sorrisos duns são as lágrimas dos outros. O bem estar das pessoas deixou de ser uma preocupação e, em vez disso, passou a ser um inimigo a eliminar. Em nome duma coisa que se chama economia e que ninguém percebe realmente o que é.

pensamentos catatónicos (116)

A minha filha viu, num supermercado em Oiã (Oliveira do Bairro, Aveiro) onde foi com a mãe, um pai branco a ralhar com o filho porque ele estava a brincar com uma menina preta num dos corredores da loja. Passou a noite a pedir-me para lhe explicar a situação, mas a única explicação que lhe consegui dar foi que há pessoas inteligentes e há pessoas burras. Esse pai era burro.

conversa 477

Eu - Não pude ir porque estava doente.
Ela - Os homens são uns mariquinhas. Não podem ter uma constipação que parece logo que estão a morrer.
Eu - Pois, mas eu tive quarenta de febre.
Ela (em tom de gozo) - Tadinho..

casa de banho

O Tribunal da Relação do Porto confirmou a absolvição de Maria Clementina, a mulher de 63 anos que matou o marido à machadada após 40 anos de maus-tratos. Durante o julgamento soube-se, inclusive, que para ir à casa de banho precisava da autorização do marido.
Concordo com a absolvição, mas é de lembrar que há postos de trabalho em Portugal onde nem sequer se pode pedir autorização para ir à casa de banho.